![gone-with-the-wind-15-1000x600[1].jpg gone-with-the-wind-15-1000x600[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2017/20615290_bDjMp.jpeg)
O Cinema Orpheum, em Memphis, anunciou o cancelamento em 2018 da exibição anual do filme E Tudo o Vento Levou, galardoado com oito Óscares em 1940, interrompendo uma tradição ali existente há 34 anos, Verão após Verão. Motivo invocado: os protestos de “largos segmentos” da população daquela cidade do sul dos EUA, que nas redes sociais acusam o filme de perpetuar estereótipos raciais e contemporizar com a escravatura.

Pronto, é oficial, vivemos em ditadura!
Concordo, Teresa.

Espero que não atinja o tenebroso como “no” antigamente.
Levados, levados sim.
Zé pode crer que vai ser muito pior, antigamente só não se podia falar de política, agora é tudo o que incomode os “flocos de neve”. Em vez de seres racionais, passamos a ter “flores de estufa” emocionais, sempre à beira de um ataque de nervos. Uma Ditadura, onde para além de quererem proibir quase tudo, quando não resulta ainda fazem birra. Isto é o que dá infantilizar adultos.
Como escreveu Bagão Félix, e muito bem, aguarda-se a todo o momento que proíbam as Mil e uma Noites. E os contos dos irmãos Grimm. Além da Bíblia, claro.
O “jornalismo de cidadania” das redes sociais está a conduzir muito rapidamente à supressão das liberdades, Teresa. Desde logo a liberdade de lermos os livros que queremos e vermos os filmes que nos apetecer.
Cada corrente de “indignação”, muitas vezes sem sustentação em qualquer facto, traz sempre implícita ou explícita a palavra proibição.
Quando vi a notícia na AP até fiquei de boca aberta…
Até já pensei em escrever um artigo a incentivar a visualização do filme.
Lá terei eu de eliminar textos como este do meu portefólio: 56234.html
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/39
Em ditadura e em idiotice chapada.
Olha a polémica dos “livrinhos” e vê como estes polvos se expandem.
Velhinha que sou, faltava-me ver isto e ser infantilizada!
Felizmente, Helena, há ainda quem reme contra a maré. Como este excelente artigo do Francisco Mendes da Silva bem demonstra: iao/colunistas/francisco-mendes-da-silva/d etalhe/um-livro-de-exercicios-sobre-o-po rtugal-contemporaneo?ref=Opinião_grupo2
http://www.jornaldenegocios.pt/opin
Quando eu era miúda lia Marvel e DC e queria ser super herói, mas melhor ainda, queria ser americana. Uau ! Truth, Justice, and the American Way… Que sonho fantástico, maravilhoso…
Com o passar do tempo parece que o cenário foi ficando esbatido , tallvez porque não passasse disso mesmo.
Onde é que estão os genes homens que assinaram a Declaração de independência?
Se as redes sociais conseguem subverter os direitos consagrados na primeira e quintas emendas da constituição e o povo permite que isso aconteça, o povo perdeu a noção de justiça e respeito, por isso é coisa que não merece.
Qualquer imbecil disponível para picar o ponto nas indignações de turno das “redes sociais” faz hoje vergar o poder político, os órgãos de informação clássicos e os chamados “agentes culturais”. Como se viu esta semana entre nós com o tsunami mediático provocado pelos cadernos de exercícios da pré-primária da Porto Editora. “Pr’ò menino e pr’à menina” tornou-se uma expressão proibida. Com chancela oficial.
Isso queriam eles…mas na educação que damos filhos e netos quem manda somos nós. Era o que faltava que o ministro me dissesse o que eu quero ensinar aos netos e como!
o infeliz último reduto da cobardia de políticos incapazes que privilegiam a “força das minorias” confundindo-a com igualdade de oportunidades.
neste caminho haverá muito papel a queimar nos próximos anos.
Nunca imaginei ver a Vivien Leigh censurada. Por ser “esclavagista” – não na vida real mas na ficção cinematográfica.
Temos de acautelar-nos com estes doidos furiosos.
Até o Twain quiseram (ou conseguiram) cortar. E tu brincas mas o Delito de Opinião com aqueles postais sobre beleza é, com toda a certeza, um dos blogs inimigos do correcto
Já estou preparado para ser excomungado, meu caro. As madres superioras andam cada vez mais furibundas.
Quando eu tinha 17 anos, o E Tudo o Vento Levou era para maiores de 18 e passou no cinema do meu bairro, o Promotora, ali no Largo do Calvário. A minha irmã, mais velha do que eu, foi com uma amiga ver o filme, mas esqueceu-se dos óculos. A família encarregou-me de lhe ir levar os óculos; se fosse depressa ainda a podia encontrar antes de entrar na sala. Mas não foi assim. Foi deste modo que desrespeitei a dura lei da ditadura e, cheio de medo que me pedissem o BI e me impedissem a entrada, comprei um bilhete, entrei, passei os óculos à minha irmã, que consegui localizar às escuras, e assisti ao filme. A ditadura era terrível!
Se calhar só nos circuitos da clandestinidade as gerações futuras vão conseguir ver este filme.
Uma espécie de ‘O Último Tango em Paris’ dos novos tempos.