Segundo Jair Bolsonaro, esse grande pensador político, o nazismo era de esquerda porque “tinha socialismo no nome”. Pois tinha, provém do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães. E a República Democrática Alemã e a República Popular Democrática da Coreia do Norte sempre foram modelos de democracia porque tinham “democrática” no nome. Se calhar vêm daí as dúvidas de Bernardino Soares sobre a Coreia do Norte. Vai-se a ver, Bolsonaro e Bernardino até têm ideias parecidas.
Mas há quem tenha ideias fixas. Muitos dos apoiantes desta tese continuam a defendê-la nas redes sociais, como Maria Vieira, actriz convertida em comentadora política, que aparentemente descobriu agora que nazi é abreviatura de nationalsozialismus (ou nem tanto, porque também diz que “os nacionais-socialistas depois ficaram nazis) e sente-se defraudada “pelos historiadores comunistas” que “andaram a passar a ideia de que o nazismo era de extrema-direita” (confirmar isto na página de Facebook da senhora).
Esta estranha ideia de rever a posição do nazismo no espectro político mostra bem como as massas hoje em dia se deixam arrastar pelas redes sociais e por demagogos, tanto os messiânicos como os de caixa de comentários. Houve uma discussão idêntica, há uns anos, entre José Rodrigues dos Santos, que jurava a pés juntos que o fascismo provinha do marxismo, e António Araújo (longe de ser marxista), que o contradisse com sólida argumentação. Ao menos aí houve polémica nos jornais; quase que me atrevo a dizer “como antigamente”, só que sem os numerosos pontos de exclamação e a ameaça de bengaladas.
Mas só para dar uma pequena ajuda à ideia revisionista de que o nazismo era de esquerda e que o fascismo “era marxista”, lembrei-me de um livro meio esquecido mas que ainda tenho num estante qualquer, o “Testamento Político de Mussolini” com prefácio de Alfredo Pimenta (não é meu parente, asseguro). Mais do que a herança da Duce, interessam aqui as palavras do historiador português fundador da Acção Realista, monárquico tradicionalista e com ideias próximas do Integralismo Lusitano. Pimenta eleva Mussolini aos píncaros, apesar de “não se considerar feixista” (podíamos usar o aportuguesamento do termo, como fazem os galegos), considera-o restaurador do império romano” como Hitler tinha restaurado “o império germânico” e Salazar “o império lusitano”. Mussolini começou no socialismo, como se sabe, mas as suas convicções mudaram com os anos. Alfredo Pimenta, tal como António Sardinha, o ideólogo do Integralismo, também teve um percurso de extremos: começou no anarquismo, passou pelo republicanismo moderado e acabou na tradicionalismo anti-liberal e anti-democrata. É um bom exemplo de como há mudanças profundas em certos percursos políticos, e uma testemunha óbvia de que os compagnons de route dos fascistas por esta altura eram os tradicionalistas e não os marxistas e que o nacional-socialismo era uma doutrina da direita revolucionária e nunca da esquerda.


Obrigado pelo texto
Sim, o Nazismo e o Fascismo foram versões do Socialismo/Comunismo.
Isso não tem ponta por onde se pegue…pode é afirmar que o comunismo e o fascismo são totalitarismos, mas acabam aqui as suas semelhanças. O nazismo é algo à parte…é único.
Os fascistas mataram comunistas. Os comunistas mataram fascistas. Portanto os fascistas não são comunistas. Mas os fascistas e os comunistas matam gente, por motivos politicos. E acabam aqui as semelhanças.
Muito bem. Só falta explicar porquê. O “porque sim” não vale.
E queres ver que é mesmo mentira ?, o fascismo o os nazis não são primos direitos do comunismo ? Só contaram para você…
Hitler e o Comunismo
https://youtu.be/ODbJC3Roi5s
A queima de livros marxistas
https://youtu.be/Iq17XfEjNfs
Estou em crer que esta polémica centra-se fundamentalmente em atitude; e que, pelas atitudes, julga-se que se entrecruzam os princípios que cada ideologia preconizava. Pretendo dizer que, no seu auge, os adeptos de uma e outra corrente foram tão sanguinários e facínoras que tornaram indistintas as prerrogativas de cada uma.
Não é por acaso que no marxismo vemos incluído os seguintes epítetos: marxismo/leninismo/estalinismo e, nos denominados revisionistas, marxismo…/maoismo.
Aliás, quanto a este último gerou-se polémica por se pensar incongruente com o princípio do marxismo, na medida em que Mao demonstrou ser possível uma revolução com base no campesinato e não só no operariado. Operariado este que na Rússia, pasme-se, representava pouco menos que 9% de sua população.
Em conclusão, para não afirmar que existiu uma fraude, eu diria que pegou-se no esboço inacabado de um cientismo social para não só o subverter como também para servir de capa ou cobertura aos actos que uns e outros produziram.
A título exemplificativo, associar Stalin ao marxismo é esquecer que o estalinismo não passava de um socialismo militarizado. Como prova a invasão à Checoslováquia.
Mas também é importante realçar que neste tipo de marxismo adulterado uns usavam a expressão internacional, ou o internacionalismo, como capa para o imperialismo desejado. E no caso do fascismo, que era menos dado às semânticas do politicamente correcto, usava-se a conquista para definir o seu ímpeto imperialista. Daí o nome de III Reich.
Mao tinha uma outra concepção que procurou adaptar à sua própria realidade.
Todavia, a palavra de cada líder estava acima de qualquer lei.
Resumindo, quer o fascismo quer o marxismo que nos foi revelado nada mais nada menos demonstrou que o dito integracionismo fazia parte de uma estratégia comum, com atitudes comuns e semânticas diferentes.
Portanto, o marxismo deve ser matéria para análise teórica e académica; e não se pode confundir uma teoria com os ditos marxistas que nunca a aplicaram.
Um amigo meu, que é cientista visionário, tem resposta à pergunta que lhe fiz. A saber: Que pensas a respeito disto tudo? – Eh pá, isto é do caralho!
Acrescento: Queres tu dizer que se o dito não funcionasse não haveria população e acabavam-se as angústias? – É claro, páááá. Tá escrito nas estrelas!
Em conclusão, o problema não está no fascismo nem no marxismo, mas no tesão. O meu amigo cientista é um grande visionário.
Socialista significa prosélito do socialismo, ou seja, fim da propriedade privada dos meios de produção ou, ao estilo nazi e fascista, podes ter propriedade mas fazes o que o Estado mandar, o que vai dar ao mesmo, com a vantagem de que, em vez de um quadro do partido a arruinar a economia, mantém ou constitui como mandatário quem tem provas de saber fazer alguma coisa de útil.
No final tudo dá em totalitarismo, que havendo um só patrão, isso significa que não há liberdade.
Em final, socialismo só há um, como bem diz quem sabe do assunto.
Para o nazismo e seus crimes bastou a idiotice da superioridade rácica e a nacionalização dos bens dos judeus como medida estruturante do poder do partido com seu populismo, em que o judeu substituiu o que para os comunas era o capitalista, sem lhe alterar o sentimento fundador – inveja e saque.
Mas socialistas eram seguramente, e o ódio ao comunismo era tão só derivado de verem o poder como direito de homens superiores e terem horror à fraude do igualitarismo comunista.
“Mas socialistas eram seguramente, e o ódio ao comunismo era tão só derivado de verem o poder como direito de homens superiores e terem horror à fraude do igualitarismo comunista”.
Como poderá afirmar tal, se o Socialismo tem como meta politica uma sociedade igualitária, ao contrário do nazismo com o seu culto aristocrático?
As companhias industriais alemãs apoiavam o nazismo, lucraram enormemente com ele, transformaram-se com Hitler em corporações gigantes:
https://en.m.wikipedia.org/wiki/List_of _German_Private_Companies_that_Exploited _Slave_Labor_from_the_Natzweiler-Strutho f_Concentration_Camps
‘…mantém ou constitui como mandatário quem tem provas de saber fazer alguma coisa de útil.’
Qual a parte da frase que não compreendeu?
Ou acredita que sob o nazismo as empresas faziam o que bem entendiam?
Tenho alguma dificuldade em entender este debate à luz de argumentos puramente económicos que reduzem tudo a “socialismo/não socialismo”. A parte política e ideológica fica sempre à margem.
Exacto! Julgo que o Nazismo tem que ser visto numa primeira fase pelo seu lado ideológico. Para isso recomendo:
Terra Negra, Timothy Snyder
Snyder, analisa muito bem a parte ideológica de Hitler e consequentemente do Nazismo
Aliás, para demonstrar cabalmente que os nazis eram uns esquerdalhos basta recordar que subiram ao poder com o apoio da alta burguesia alemã, bastamente reconhecida em tudo o que é bas-fond pelo seu feroz pendor esquerdista.
Para apurar as diferenças entre fascismo, nazismo e comunismo leiam-se os seus livros fundadores:
Testamento Politico ,de Mussolini
Mein Kampf ,de Hitler
O Manifesto Comunista, de Engels e Marx.
Onde diabos se encontram os seguintes propósitos no Socialismo inspirado por Louis Blanc, Marx….o que houve foram lideres nacionais que usaram a palavra “socialista/comunista” para implementar as suas ideias particulares de Poder:
“Nós lutamos pela manutenção da propriedade privada… nós protegeremos a iniciativa privada como a mais eficiente, ou mais realista, forma de ordem econômica.“
Hitler.
“Aqueles que têm má saúde física e mental não devem perpetuar seus sofrimentos nos corpos de seus filhos.“
Hitler.
https://youtu.be/KqZmXf3MfKQ
Lendo o artigo de José Rodrigues dos Santos, parece-me sólida a sua argumentação de que o fascismo italiano (não o nazismo alemão, que ele não refere) deriva parcialmente do socialismo. Já a argumentação de António Araújo, pelo contrário, não me pareceu nada sólida.
Se pensarmos e Mussolini e no seu bando como desertores do partido socialista, sim, deriva. No artigo de António Araújo, para além de menos superficial, aponta precisamente o Mein Kampf e outras obras para refutar Rodrigues dos Santos. E sinceramente, neste campo tendo a dar mais credibilidade aos escritos de Hitler do que aos de JRS.
O artigo da António Araújo (AA) refere Hitler e o nazismo, que em nenhum ponto do artigo de José Rodrigues dos Santos (JRS) são mencionados. JRS fala exclusivamente de Mussolini e do fascismo italiano. AA mistura alhos com bugalhos quando responde a JRS com o nazismo. O nazismo e Hitler foram uma coisa, o fascismo e Mussolini, outra.
O artigo de AA, além de misturar alhos com bugalhos, é pretensioso e insultuoso para com JRS, ao menosprezar os livros deste último, a bibliografia que ele apresenta, etc. Fica muito mal a AA portar-se desta forma. Não duvido de que AA seja um académico reputado e JRS um jornalista autodidata, mas AA não deveria comportar-se desta forma altiva e cheia de desprezo.
O nazismo é uma continuação radicalizada do fascismo, já com elementos rácicos que ainda não estão presentes do primeiro. Refiro-me também a este artigo como resposta aos que defendem as declarações de Bolsonaro. De resto, talvez AA possa ser um pouco arrogante, mas o pretensiosismo vai todo para JRS que remete tudo para os seus romances, como se fossem tratados de ciência política. Aliás, ele costuma escrever à laia de prefácio, que tudo o que lá vem que não seja exclusivamente romanceado é verídico e comprovado. À conta disso já se envolveu noutras discussões, como com a Igreja. O homem acha-se omnisciente, está visto.
O nazismo NÃO É “uma continuação radicalizada do fascismo”, até pela simples razão de que têm origens diferentes, surgem em sítios diferentes e no desconhecimento um do outro. Hitler não se inspirou em Mussolini, não fez uma “continuação” dele.
JRS nunca pretendeu, que eu saiba, que os seus romances sejam tratados de ciência política. JRS apresenta nos seus romances, de forma popularizada, teses científicas que foram desenvolvidas por outros, e ele cita as obras originais que desenvolveram essas teses. JRS não pretende ser original nem doutoral – ele é apenas um popularizador de temas científicos. Tendo lido alguns livros dele, é para mim evidente que neles ele não pretende estar a desenvolver nada de novo nem a exibir qualquer conhecimento superior.
https://www.dn.pt/edicao-do-dia/30-m ar-2019/interior/mussolini-era-um-paradi gma-para-hitler-e-salazar-10741147.html
https://encyclopedia.ushmm.org/cont ent/en/article/benito-mussolini-1
Benito Mussolini was an Italian nationalist and the founder of Italian Fascism. He ruled Italy from 1922 – 1925 as Prime Minister, and from 1925–1943 as il Duce, the Fascist dictator. Mussolini’s Fascist takeover of Italy was an inspiration and example for Adolf Hitler and the Nazi Party in Germany.
Óptimo, abençoado postal.
Desiludam-se os que julgam que Bolsonaro disse uma idiotice por ignorância política: ele sabe tão bem quanto eu ou qualquer um de nós que o nazismo – tal como a “sua querida” ditadura que demorou quase 21 anos a cair de podre! – não é (são), nem nunca foi (foram), de Esquerda. s-arabes-muculmanos-que-comecaram-o-traf ico-de-escravos-em-grande-escala-1068072 1.html?fbclid=IwAR3oxy6vgh8N42kcTug5mit6 BnhBG7i1A8U94MNY16-2739J8B8IRaaEN-I)
O que ele fez foi recorrer a um truque muito em voga nos novos neo-fascistas (Viktor Orbán, Trump, Duterte) de recorrer à semântica política… tal como o Trump, quando a propósito dos acontecimentos em Charlottesville, declarou «que houve culpa em ambos os lados», equiparando ética e moralmente, neo-nazis, racistas e supremacistas brancos aos defensores de uma sociedade democrática, ou como o Orbán quando afirmou que tem a obrigação de «construir e defender a nossa pátria da forma que queremos… cristã e com valores nacionais», sabendo ele e os seus seguidores que na Hungria havia então apenas 5,579 islâmicos (que, no último recenseamento, foram incluídos nos 0,01% de outras religiões), sendo que até 73.4% deles não deixam de ser nacionais de há várias gerações. É a verborreia demagógica populista neo-fascista que pretende alterar valores éticos, morais e ideológicos, e criar realidades de papão para continuar a enganar as massas.
Em Portugal, infelizmente não é só com as diatribes do Mário Machado, o discurso selectivamente racista do André Ventura ou a necessidade (pretensamente inocente!) de polémicas do jornalista/escritor mencionado no “post”, o José Rodrigues dos Santos, que nos temos de preocupar mas com todo um discurso, mesmo que até apresentado de forma subtil, que vou descobrindo, aqui e ali, nos nossos média – um exemplo disso: a recente entrevista do João Céu e Silva a uma das vozes mais “acarinhadas” pelos islamofóbicos francófonos, o Tidiane N’Diaye (DN, 18 de Março – https://www.dn.pt/cultura/interior/foram-o
António Vaz
Não me parece que recordar as responsabilidades no tráfico de escravos seja uma subtileza por aí além. Não vi a entrevista, mas pergunto-me se falará das incursões dos piratas de Salé e Argel que não raras vezes atacavam a costa europeia para levar carradas de prisioneiros como escravos. Os madeirenses que o digam. A exclusiva e contínua “culpa do homem branco” é um discurso tão patético como a dos revisionistas bolsonáricos e outros.
Deve ser um universo intelectual extremamente limitado esse, o seu, pois nele só cabem duas posições: ou a daquele que descrevi como «uma das vozes mais “acarinhadas” pelos islamofóbicos francófonos, o Tidiane N’Diaye», ou a “sua” alternativa que V. sugere ser a minha: «A exclusiva e contínua “culpa do homem branco”» e nem me vou ralar a tentar descobrir, o que o levou a essa conclusão… porque, a partir do meu comentário, não poderia ter sido! Experimente contar os números entre o 8 e o 88 e entretanto, enquanto o faz, pesquise na Internet artigos a abordar a escravatura em geral ou a praticada por árabes mas escritos por historiadores e não por um antropólogo e/ou economista…
Para quem nem “viu” a tal entrevista e ainda por cima “se pergunta” sobre questões que nunca abordei (e, por isso, nunca poderia ter negado), V. tem certezas as mais e nem precisa de se sentir picado, enquanto “homem branco”, porque se for aos comentários colocados a propósito da entrevista que citei, rapidamente perceberá que a subtileza da mensagem passada por ela até foi captada por muitos mais do que eu, em especial, por todos os habituais islamofóbicos que frequentam o DN, assim como os neo-fascistas que frequentam este blogue, captaram perfeitamente a mensagem do Bolsonaro: a partir de uma percentagem da verdade sempre se pode construir verdade e meia!
E se em vez de invocarem literatura para descrever regimes, atentassem no que eles efectivamente fizeram quando no poder.
Totalitários gerem e dispõem da propriedade e da liberdade, e sempre invocam a sociedade para o justificar. Nada os detém.
Temas de discussão eterna para nos distrair do que se passa na realidade nos dias de hoje em Portugal, na Europa (na UE) e no mundo.
Venha de lá um reflexão no Dod sobre o défice italiano ou os impostos verdes em França ou o facto de a gasolina em Portugal ter aumentado muitíssimo nas ultimas semanas após um mínimo histórico de 6 cêntimos de diferença para o gasóleo ou facto de a divida publica portuguesa estar nos 250 biliões de euros e a subir.
https://www.youtube.com/watch?v=PCHJVE9t rSM
WW
Bem, tanto quanto sei – que é só um pouco – o renascimento da Alemanha após a primeira guerra mundial foi feito sob as políticas do partido nazi, que operou de uma forte intervenção na economia através de obras públicas. O ministro da economia nazi, Hjalmar Schacht, adoptou medidas intervencionistas que poucos anos depois foram defendidas por Keynes, que sobre as quais fundou a linha de economia que ficou conhecia como escola keynisiana.
Mas as semelhanças do nazismo com o ideal esquerdo ficam-se pelo período de retoma económica.
Depois da retoma económica alemã, a Liga das Nações, que havia sido formada no final da primeira guerra, estava a fragmentar-se. Hitler viu nisso uma oportunidade de armar novamente a Alemanha e fez isso com o apoio do povo alemão, que vivia insatisfeito com as condições humilhantes que os vencedores da primeira guerra haviam imposto à Alemanha.
A partir daqui o nazismo transformou-se em algo muito maior do que um mero nacionalismo. Parece-me que se transformou numa via para a unificação europeia feita através duma mistura entre supremacismo germânico e imperialismo.
Acontece que unificação do Império Romano do Ocidente já há muito que anda a ser tentada, pelo menos desde os Romanos, que nunca conseguiram meter ordem nos gauleses, passando por Carlos Magno, que como fruto das batalhas que venceu ao serviço dos interesses da Igreja Católica Apostólica Romana conseguiu uma coroa, mudar o nome disto para Sacro Império Romano-Germânico e criar o sistema administrativo que se transformou no Feudalismo. E com Carlos Magno a igreja romana conseguiu se tornar livre e independente da igreja ortodoxa, pelo menos até recentemente (parece-me que o actual Papa quer acabar com essa separação/independência)
Retomando. Merkel, Hitler, Bismarck, Napoleão, entre outros, tentaram dominar estas gentes, mas todos eles falharam porque tanto os germânicos, como os anglos, os francos, os eslavos, entre outros, até mesmo Roma, não querem uma Europa verdadeiramente unida em torno de uma potência e mesmo que quisessem não conseguiriam manter essa união por muito tempo.
A Alemanha de Hitler foi uma aberração da Humanidade, mas não faltam outras aberrações semelhantes em horror, só que nenhuma foi tão politicamente instrumentalizada como foi e é a Alemanha de Hitler.
Ainda assim continua lá, bem forte e com o mesmo povo de sempre. Só não tem o Hitler nem armamento nuclear.
Está a faltar aí, talvez, caro Pimenta, o mais influente intelectual e publicista do fim de XIX, Joaquim Oliveira Martins. Um precursor nessas andanças! Andou por todos os lados do espectro político da sua época até se quedar, a final, no nacionalismo redentor!