![19247850_10212617014476255_862803522179440370_n[1] 19247850_10212617014476255_862803522179440370_n[1]](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2017/20554049_ikSCb.jpeg)
Trinta e cinco dias depois da tragédia de Pedrógão Grande, o semanário Expresso, cumprindo a sua missão jornalística, rompeu enfim o bloqueio oficial e divulgou ao País as identidades dos mortos já confirmados naquele dia fatídico. Anotando as circunstâncias dramáticas em que morreram e acrescentando uma vítima mortal ao número que tinha sido difundido pelos organismos do Estado.
O mais impressionante, desde logo, é que numa sociedade aberta como a portuguesa este tema, por contraste, tenha sido tão opaco.
Como se aquelas vítimas, ao confinarem-se a um dado estatístico, estivessem destinadas a morrer uma segunda vez.
Como se fossem apenas um número.
Como se tivessem perdido o direito ao nome.
Surpreende que outros órgãos de informação, aparentemente, se tivessem resignado todo este tempo à “verdade” oficial, aos números oficiais, a um pretenso “segredo de justiça” que impusesse aos mortos o anonimato post mortem.
As vítimas de Pedrógão eram pessoas concretas, de carne e osso, com identidade.
Não eram dados estatísticos.
Era fundamental pôr fim à “lei da rolha” também neste domínio. Foi o que o Expresso fez. Revelando, desde logo, que a contabilidade oficial deixara de fora as chamadas “vítimas indirectas”.
Uma autêntica missão de serviço público.
«Para que a Comissão Independente não se perca no exercício académico, para que seja mais importante o Estado salvar do que os presumíveis responsáveis salvarem os seus empregos. Para que se saiba que entidades poderão ser acusadas pelo Ministério Público de homicídio por negligência, se for esse o destino das investigações. Para que as investigações apurem em vez de denegar.» Palavras do director do semanário, Pedro Santos Guerreiro, num notável texto que merece leitura atenta e reflexão de todos.
O Expresso garante que continuará a investigar até ao limite do possível para esclarecer a opinião pública se houve mais vítimas mortais, conferindo o rigor de algumas listas que circulam na Rede em evidente desmentido à contabilidade oficial.
Os familiares são os primeiros a queixarem-se da opacidade e da inacção dos organismos públicos. Familiares como Nádia Piazza, que perdeu um filho em Pedrógão e critica a ausência de informação útil, a burocracia, a não divulgação da lista oficial de mortos e a falta de apoio psicológico. O Estado falhou antes e volta a falhar depois. Daí estar em vias de criação a Associação das Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande, que pode avançar com processos em tribunal contra instituições oficiais.
De uma vez para sempre, temos de saber quem e como morreu naquele fatídico 17 de Junho. Não pode haver “segredo de justiça” em torno desta informação fundamental num país que se orgulha de ser livre.

Mais vale tarde que nunca – a publicação desta lista dos mortos e das circunstâncias da sua morte.
Não li a lista toda mas, do que li, tirei as seguintes conclusões:
1) Com exceção de um punhado de pessoas, as circunstâncias das mortes estão apuradas para todas os mortos.
2) Com exceção de um punhado de pessoas, todos os mortos eram pessoas que se encontravam nas aldeias à volta da estrada 236-1 (ou porque residiam em permanência nessas aldeias, ou porque estavam lá a passar o fim de semana).
3) Essas pessoas morreram ou nas próprias aldeias, ou (na sua maioria) quando delas tentavam fugir de carro.
Na lista de mortos, não há registo de qualquer pessoa que tivesse acedido à estrada 236-1 por o IC8 ter sido cortado. Não há registo de qualquer pessoa que tivesse sido “encaminhada” para a estrada 236-1 pela GNR. Quase todos os mortos eram pessoas provindas das aldeias em volta da estrada, que foram para a “estrada da morte” por sua própria iniciativa. A GNR nada poderia ter feito para as salvar, nem em nada contribuiu para a sua morte.
(Li pelo menos um caso de uma vítima que vinha na estrada 236-1 desde Castanheira de Pera, a regressar à região de Lisboa. É uma das poucas vítimas que não vinha de uma aldeia em redor da estrada. Mas, mais uma vez, essa vítima nada tinha a ver com o fecho do IC8. Em todo o caso, essa pessoa poderia ter sido salva se a GNR tivesse decidido cortar a estrada 236 em Castanheira de Pera, coisa que era exequível.)
Quanto ao:
Ponto 1
Os mortos medem-se aos punhados, ou seja cabem numa mão fechada. Assim interrogo-me, de que mortos estamos a falar?
Ponto2
Todos os mortos eram pessoas. O que tendo em consideração o ponto1, levanta o paradoxo de os mortos caberem num punho fechado.
Ponto3
Tendo por lá havido um incêndio é de espantar que nenhum morto, pessoalmente, tenha morrido afogado.
E são estas as forças do pensar
Apetecia-me dizer a Costa que se ainda não se sente suficientemente chamuscado, vá torriscar-se num rescaldo atrasado do incêndio, que não contará como mais uma vitima da tragédia. E que diga aos bombeiros para calarem até ao fim da tarde o suicídio de alguém sem nome muito parecido com o 1º ministro.
https://www.publico.pt/2017/07/24/socie dade/noticia/os-tabus-oficiais-sobre-a-t ragedia-de-pedrogao-1780079
Obrigado. Pela conversa de Costa e seus servidores dá a impressão que já perceberam que o governo está a arder.
Portugal continua a arder, lamentavelmente. Neste preciso momento vejo imagens televisivas de casas a arder em Proença-a-Nova.
Apesar da “lei da rolha”, os jornalistas – e muito bem – insistem em fazer o seu trabalho.
Por vontade de alguns, só havia imagens fofinhas de sol e praias e manjares em restaurantes da moda. Nada digno de perturbar o sono a Suas Excelências.
Importante mesmo é continuar a desmontar as falácias Costanianas, que ele chegou a convencer-se que poderia perpetuar. Todos nunca serão de mais, mas permita-me sublinhar a sua notável contribuição não só pela objetividade da suas abordagens, mas também pela determinação informada e consciente com que faz despoletar o exercício de cidadania, não só em que possa estar menos atento.
só se orgulham de ser
sociais-fascistas
O social-fascismo nunca existiu.
“Como se aquelas vítimas, ao confinarem-se a um dado estatístico, estivessem destinadas a morrer uma segunda vez.”
Ler sobre tragédias nunca me entusiasmou. Leio, pela informação e pelo rigor que é necessário conferir aos acontecimentos. Para que deles haja lembrança. Para que o horror não se resuma a números numa folha de excel ou numa apólice de companhia de seguros.
Ler o Expresso foi catártico. Ajudou a expurgar as dissimulações informativas encafuadas à pressão em notícias ocas e embuchadas . Fez-se luz por uma fresta que promete tornar-se uma janela aberta à luz que era absolutamente necessário fazer entrar.
Ler este seu texto foi ainda melhor. Parabéns .Obrigada.
Obrigado eu, Dulce. Excelente edição do ‘Expresso’ – mais uma. É consolador verificar que apesar de todas as dificuldades continua a praticar-se muito bom jornalismo em Portugal.
Já aqui escrevi parecer-me que o sucedido em Pedrógão e Tancos justificariam a demissão deste governo. Mostrou-se incapaz de garantir a primeira de todas as funções de um Estado /Governo. Proteger as vidas e bens dos seus cidadãos. Depois vêm as outras funções públicas e sociais como saúde , educação, etc. É claro que a responsabilidade não é exclusiva do governo e das instituições públicas. Mas para isso servem os inquéritos independentes para o apuramento das responsabilidades técnicas, mas a do Governos/Estados podendo ser técnicas são sempre políticas. O Governo não cumprindo o contrato subentendido com a nação deveria ser demitido.
Quanto ao Expresso aguardo ainda os nomes dos jornalistas implicados nos Papéis do Panamá e no Saco Azul do GES
Não estou totalmente convencida que haja apenas mais uma vítima “indireta”, parece existir demasiada confusão no apuramento das vítimas e demasiada precipitação em calar com números oficiais e frases feitas.
O ‘i’ hoje vai um pouco mais longe, divulgando uma lista de 73 pessoas. Acho absolutamente chocante ainda haver dúvidas nesta matéria quase mês e meio depois. Quando há seguros por pagar e indemnizações por fixar e familiares próximos por ressarcir.
O Governo tem a estrita obrigação de divulgar a lista de vítimas mortais completa, rigorosa, actualizada e fidedigna. Para que não subsistam mais interrogações.
Quando li a notícia no jornal i fiquei boquiaberta, escrevi sobre isso hoje, mesmo existindo pessoas repetidas na lista como já foi alegado, parecem existir muito mais vítimas que as 64 confirmadas.
As seguradoras já fizeram saber que necessitam da lista para atribuir as indemnizações.
António Costa continua com a mesma conversa!
Depois da tragédia do fogo, o drama da informação sonegada. Como se óbitos de cidadãos portugueses fossem segredo de Estado. E andamos nisto há quase mês e meio.
Ridículo!
Estão todos preocupados em segurar os cargos, a verdade é essa.
Um comportamento totalmente inaceitável.
Quando nem a Companhias Seguradoras acreditam neste governo, está tudo dito…
Salazar, se atreveria a tanto…
Que é feito da justiceira Catarina e do impoluto Jerónimo?
Deus me perdoe:
Se se falasse de gays, lésbicas , pretos e ciganos mortos, os galambas as moreiras e mortáguas , já tinham A c o r d a d o!
Dr. Costa, se o governo não contabiliza o numero de mortos também não os pode mandar esconder, mas mire-se na última miserável pérola vomitada pelo seu ministro da saúde.
Só um bandalho assumido pode criticar a senhora que se dispôs a apurar toda a verdade.
Também este ministro vez de andar a fazer figuras tristes que se dirija às autoridades policiais para a penalizar se for caso disso.
Respeitar a memória dos que partiram é o que o governo despreza quando usa a manha para os ignorar.
Será que meteram na cabeça que o governo inglês não considera vitimas do incêndio na torre habitacional de Londres as pessoas que se atiraram pelas janelas para fugir ao fumo e às chamas ?? Haja decoro.
Qual o ganho político em dizer que eram 64 mortos em vez de 65 ou mesmo 75?
64 é um número aceitável?
Se não é, porquê esconder os números?
Esta exploração de gente morta começa a parecer necrofilia.
Em política não pode valer tudo.
Sim, em política não pode valer tudo. Muito menos um governo em democracia imitar procedimentos da ditadura.
Trinta e cinco dias depois, o Governo Costa ainda não divulgou a lista nominal dos mortos nos trágicos incêndios dos concelhos de Pedrógão, Castanheira e Figueiró. Passado todo este tempo, tal lista permanece secreta. O que, obviamente, permite todas as especulações.
Alega-se “segredo de justiça”, o que é absurdo. Uma lista de óbitos ocorridos num quadro de calamidade pública é secreta? Desde quando?
Insolitamente, repete-se em democracia o ocorrido com as cheias de Lisboa em 1967. Nessa altura a ditadura entendeu manter secreta a lista nominal e oficial dos mortos, que nunca chegou a ser divulgada.
Um escândalo antes. Um escândalo agora.
Qual o ganho político em dizer que eram 64 mortos em vez de 65 ou mesmo 75?
64 é um número aceitável?
Se não é, porquê esconder os números?
Esta exploração de gente morta começa a parecer necrofilia.
Em política não pode valer tudo.
Sim, em política não pode valer tudo. Muito menos um governo em democracia imitar procedimentos da ditadura.
Trinta e cinco dias depois, o Governo Costa ainda não divulgou a lista nominal dos mortos nos trágicos incêndios dos concelhos de Pedrógão, Castanheira e Figueiró. Passado todo este tempo, tal lista permanece secreta. O que, obviamente, permite todas as especulações.
Alega-se “segredo de justiça”, o que é absurdo. Uma lista de óbitos ocorridos num quadro de calamidade pública é secreta? Desde quando?
Insolitamente, repete-se em democracia o ocorrido com as cheias de Lisboa em 1967. Nessa altura a ditadura entendeu manter secreta a lista nominal e oficial dos mortos, que nunca chegou a ser divulgada.
Um escândalo antes. Um escândalo agora.
Se me diz que há muito mais mortos além dos indicados o caso muda de figura. Embora me pareça difícil que isso aconteça. Nem temos os condicionantes de comunicação da ditadura nem a densidade de população é semelhante.
O facto é que esta indignação toda com uma morte não contabilizada tresanda a puxar a lágrima para fins de propaganda.
Recordo que a exigência da publicitação da lista nominal das vítimas é uma exigência dos próprios familiares. Até para efeitos de eventual contestação dos critérios que levaram as entidades oficiais a incluir ou excluir pessoas dessa categoria de vítimas, com os correlativos apoios – de ordem financeira e ordem psicológica – a que terão direito os sobreviventes mais próximos.
«Para nos organizarmos, para podermos conhecer-nos e trabalharmos juntos, temos de saber quem somos, quem são os familiares das vítimas», disse uma dessas pessoas, que está a organizar uma associação de vítimas das tragédias.
O caso só agora tornado público, graças à investigação do ‘Expresso’, da senhora atropelada quando abandonava a residência supostamente em pânico, apenas pode ser debatido porque o jornal o divulgou. E suscita desde logo a questão: por que motivo esta vítima foi excluída e o bombeiro vítima de um acidente rodoviário e falecido posteriormente, no hospital de Coimbra, consta da presumível lista?
É inaceitável que esta questão esteja a ser tratada como segredo de Estado.
O mesmo digo aqui:
<< 1- Ao fim de dois dias foram anunciados 61 vítimas mortais (sábado 17 e domingo 18) Na segunda feira 19 o número subiu para 64 e assim ficou até hoje.
Ou seja, este incêndio lavrou durante toda a semana, mas depois de segunda feira 19 não encontraram mais nenhum cadáver carbonizado, ou que apresentasse outra causa de morte relacionada com o incêndio, nem morreu mais ninguém.
2 – Se o Estado falhou em eficiência acho que lhe podemos dar um desconto, porque em eficácia bastou chegarem em força ao terreno e aos órgãos de comunicação social mundiais para que não morresse mais ninguém.
3 – Esta questão nem deveria estar sendo convenientemente arrastada para o campo lamacento (para não dizer nojento) da luta político-partidária, porque a nação ainda não está completamente entregue à bicharada. Como tal é nosso dever honrar os nossos mortos respeitando os seus nomes e não permitindo que se faça deles um mero número numa escala de valor, como se fossem um instrumento de avaliação qualquer à disposição dos interesses.
Estamos falando de pessoas, de pessoas que morreram – vocês sabem o que são pessoas ou já se esqueceram? >>
Trinta e cinco dias depois, foi como se Pedrógão nunca tivesse existido.
Nem conclusões de relatório algum.
Nem demissão alguma.
Nem ajudas concretas canalizadas pelas vias oficiais às vítimas.
Nem declaração de calamidade.
Nem fundos europeus canalizados para a zonada tragédia.
Nem publicação, com chancela oficial e definitiva, da lista nominal dos mortos.
Uma vergonha.
Querem fazer com Pedrógão o que fizeram com Tancos: tudo encoberto, tudo encerrado, nada apurado, nada responsabilizado.
Como se Tancos também nunca tivesse existido.
Uma vergonha.
Se há coisa que me chateia, é que façam de mim parvo. Não gosto, pronto.
Mas agravando esse facto, é de o tentarem fazer, com um sorrizinho bobo na cara.
Se não fosse muito triste, essa do segredo de justiça (para apanhar a tempestade seca ?) é revoltante.
Não faz o menor sentido associar a lista nominal das vítimas dos incêndios de Pedrógão, Castanheira e Figueiró ao segredo de justiça. Sustentar tal tese é pretender fazer das pessoas parvas.
O que está em segredo de justiça, como é óbvio, é a componente processual, ligada à investigação que decorre no âmbito do Ministério Público.
A lista de mortos é um dado factual: não faz o menor sentido mantê-la secreta. Nem depende, como é óbvio também, de qualquer acordo expresso ou tácito do MP.
Mais: a divulgação da lista decorre de um dever geral das entidades públicas – e, acima de todas elas, do Governo – de prestar informações aos cidadãos sobre acontecimentos de inegável relevância pública.
Esta gestão política da tragédia é insultuosa.
Tomam-nos por parvos, mas não enganam-se. Não somos.
Tanta estupidez que vai por aí, a começar naquele labrego que exige 24 horas para divulgação da “lista”.
Mas o que é que isso interessa? Qual é a relevância?
Morreram 64 ou 65 pessoas. Essas pessoas não merecem respeito?
As suas famílias não merecem a consideração dos políticos miseráveis que não hesitam em fazer campanha sobre as campas dos falecidos?
É incrível o que a manada é capaz de fazer!
O importante é que passou mais de um mês e as ajudas aos locais não desenrolam. Há pessoas sem casa, sem nada.
Na Sertã e Castelo Branco está a acontecer uma situação idêntica à de Pedrogão. Será que estes inteligentes não conseguem aprender nada com a experiência?
MEXAM-SE, TRABALHEM!!!
Excelente ideia. Comece você por saltar desse sofá. Mexa-se.
Num blog de fascistas, só poderiam haver comentários de fascistas…
Nestas caixas de comentários “poderão haver” sempre lugar para mais um iletrado.
Pior que números é o circo que se criou em redor desta triste situação. A começar pela comunicação social, sedenta de audiências para assim pagar as contas, passando pelos políticos sempre á espreita de uma oportunidade para ter um momento de protagonismo que possa ser quantificado em votos logo que a oportunidade surja e terminando neste meio bloguista, onde tudo vale para se ganhar mais uns cliques e assim justificar a pseudo influencia enquanto rede social. Felizmente que não tenho nenhum familiar ligado á “tragedia do momento”, mas a ultima coisa que desejo ver é um nome de um familiar falecido, anunciado numa qualquer lista fosse onde fosse, apenas para servir de arma de arremesso. E o simples facto de se andar a discutir se há mais 1 ou 2 vítimas apenas demonstra o ADN de mesquinhice carregamos enquanto sociedade dita civilizada. Não me importa saber quem morreu, mas sim o que está a ser feito para que ninguém mais morra naquelas circunstancias, mas isso não interessa discutir porque implica pensar, certo?
Se a si não importa saber quem morreu, muito menos importa saber que passados 38 dias as vítimas (feridos graves) e seus familiares mais próximos não estão a receber apoio financeiro, nem psicológico, nem os seguros foram accionados, porque permanece tudo em “segredo de justiça”.
Ironicamente, num país onde o chamado “segredo de justiça” é violado todos os dias, de há pelo menos trinta anos para cá.
Já vi que critica tudo e todos – até os blogues! cias/pagina-do-mai-no-twitter-destaca-su bida-do-ps-nas-intencoes-de-voto-depois-d e-pedrogao-grande-e-tancos-181894
Apenas se esquece de criticar o Governo e todo o “aproveitamento político” de que deu mostras.
Desde logo, na madrugada seguinte à da tragédia, com a ministra da Adm. Interna a afastar o secretário de Estado para ser ela a aparecer finalmente em primeiro plano perante as câmaras. Até ao twitter do MAI ter incluído, dias após a tragédia, a “excelente notícia” da subida do PS nas sondagens pós-Pedrógão. Estado e partido – é tudo a mesma coisa para estes “servidores públicos”:
http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noti
Isto sim, é aproveitamento político. E do mais rasteiro.
Foi pena ter-lhe passado ao lado.
Do seu texto o que posso acrescentar? Que “assino por baixo” porque concordo a 100% com o que afirma e o mesmo acontece com o texto de N.G. no Expresso.
Ciente de que nem sempre a concordância seja boa atitude, nesta situação não vejo por onde “fugir”.
Há seguramente quem tenha sabedoria para mostrar e demonstrar atenuantes que justifiquem tais decisões governamentais; não é o meu caso como se depreende.
Parece que todos (os políticos) receiam mexer “na panela” não vá o refogado cheirar a esturro.
Cumprimentos
Só tenho um objectivo, que creio ser compartilhado pela larga maioria dos portugueses: que tudo se esclareça e que todas as responsabilidades sejam apuradas.
Não pode cair um manto de esquecimento sobre estas 65 pessoas.
Dizia alguém que a mente do homem serve para esquecer.
Ora num país maravilhoso, rico, anafado, lustroso de tanta gordura nada pior que estas mortes para estragar o espectáculo desta geringonça cada vez mais trôpega.
Tenho alguns projectos apresentados às entidades competentes para “Melhoria da resiliência da floresta”, nome pomposo para a “coisa”. O projecto tem um custo de total 13 mil euros dos quais só 85 % é comparticipado.
Pois é mas nem esses 85% recebo porque não reúno as melhores condições para ser ressarcido. Porque a criação de caracóis é muuuuuuuuuito mais importante para a economia portuguesa…
O dinheiro, esse já o gastei porque não quero ver as oliveiras e os sobreiros do meu pai novamente totalmente queimados como aconteceu em 2005.
E o curioso é que fiz uma queixa por escrito à provedoria de Justiça, por a Autoridade PRD2020 nunca ter tido o devido cuidado de me informar como andava o processo e recebi daquela entidade uma resposta lacónica e quase a culpar-me de eu estar a tratar as terras sem a respectiva autorização.
Levaram obviamente resposta.
Por isso em Portugal também só se morre desde que a geringonça deixe. Ninguém está autorizado a morrer assim sem mais nem menos.
Só por decreto.
Termino com uma célebre frase: A morte de um homem é uma tragédia, a de um milhão é uma estatística.
Impressionante, este teu testemunho. Vou provavelmente destacá-lo como Comentário da Semana.
Um abraço amigo.
Não merece a pena.
Ando para escrever sobre este tema vai para umas semanas, mas fui adiando.
Com este teu belíssimo texto (parabéns pelos destaques!!!), saltaram-me as palavras e vai daí…
Grande abraço.
Abraço, meu caro.