Os mesmos de sempre


Pedro Correia,

Dois meses depois, não há reformas, dizem eles – os que nunca reformaram nada ou estiveram sempre na primeira linha do combate a todas as reformas no aparelho de estado. Dois meses depois, não há cortes na despesa, dizem eles – os que sempre contribuiram para avolumar a despesa.

Eis que surge o primeiro corte substancial na despesa, com a fusão de dois institutos públicos que permite poupar 14 milhões de euros, e os mesmos recomendam agora que se trave a fundo. “Estas fusões não se anunciam sem estar bem estudadas e sem haver um cronograma”, brada um. “Não há razões para queimar etapas. As questões devem ser profundamente debatidas”, proclama outro.

Os mesmos de antes, os mesmos de sempre. Por isso é que o País está como está.

18 comentários em “Os mesmos de sempre”

  1. Pedro:

    Estas “viúvas” socráticas que durante 6 anos a única coisa que fizeram foi “tratarem-se” a eles/as próprios/as, ficam muito incomodadas/dos pelas mudanças, tal o pavor de irem perder as mordomias a que tinham direito e casos há em que até se passa por cima da lei para manter no poleiro esta corja de “iluminados” enquanto não chegam a certos locais os ventos da mudança.
    Como diz o ditado ” os câes ladram e a caravana passa”.

  2. Se me é permitido, um conselho ao meu vizinho PPC:
    – Faz e anuncia depois…

    Não os deixes respirar!
    Seguro já “manda bocas”, como se PS não tivesse deixado o govero há pouco mais de 2 meses!!

  3. Não é só o país, é o mundo. Infelizmente esta situação que todos vivemos espalha-se pelo mundo fora. Os ricos serão sempre ricos, e os pobres sempre pobres. A meu ver, a classe média que antigamente existia e se pronunciava em grande número, agora escasseia a alta velocidade , tornando-se assim invisível aos olhos de cada um. Mas não é desse assunto que aqui se trata. Quero questionar-vos sobre algo que sempre me intrigou , o porquê desse algo que eu penso que sua resposta esteja no coração de cada um envolvido. A solidariedade parece ter-se escondido, a compreensão foge-nos das mãos e a bondade protege-se agora por detrás de um demónio a que damos o nome de egoísmo. O egoísmo é o dono do mundo. O egoísmo, a ingratidão , o rancor. Não percebo porque é tão difícil estender uma mão a quem mais precisa, porquê tanto orgulho?? Porque razão não somos uns para os outros e mutuamente não arranjamos solução para esta crise que está a corroer o mundo? Gostava de lhe perguntar, Senhor Pedro Correia , se conhece a sensação de fechar os olhos à noite, com a fome de mais do que um simples frigorífico vazio?! Já passou horas de frio? Já se questionou a si próprio : Porquê? Porquê esta desgraça me escolheu a mim? ; infelizmente esta pergunta permanece na mente de muitos pobres desgraçados, que vivem diariamente em condições que eu considero impossíveis para um vida minimamente digna de um ser humano. Consegue imaginar a dor, a angústia, que tantas pessoas, tantas CRIANÇAS sentem todos os dias ?
    E eu pergunto agora. Não será muito mais gratificante ajudar quem mais precisa, fazer sorrir os mais infelizes, do que realizar despesas caras e maioritariamente desnecessárias ? Não é tão bom ver alguém sorrir? Na minha opinião não existe nada mais gratificante! E a pergunta que eu queria realizar à pouco é : Como pode o ser humano ser tão maldoso ? Não nos envergonhamos do que fazemos? Porque não nos empenhamos, ou melhor, porque não se empenham vocês adultos em criar para nós crinças, um futuro melhor num mundo seguro e criador de gente bondosa? O mundo em que vivo agora é incerto, inseguro, e eu admito que tenho medo dos anos que agora me chamam.
    Mas isto fui só eu, Beatriz, a tentar chamar à razão todos aqueles que pensam que o futuro do mundo pode ser este que agora nos ameaça. Mas afinal os 13 anos da minha vida não me deram assim tantos ensinamentos. É isso que muitos vão pensar, tenho a certeza, mas posso garantir-vos que isso não é verdade. Peço agora a vocês adultos, leitores, que FAÇAM A VOSSA PARTE, QUE EU JÁ ESTOU A FAZER A MINHA. Criem para mim, e para muitas outras crianças ” uma casa” onde nos possmos sentir seguras e sobretudo FELIZES.

    [Beatriz Pontes Moreira]

    1. Que filho da puta de mundo é este… que se preocupa mais com telefonemas feitos por um jornalista… de que destacar o mais profundo drama que pode existir na face da Terra: – Uma mãe ter de escolher o filho que deixa a morrer e fome no deserto ( Somália)…
      Fodam-se os jornalistas… são eles fazem o alinhamento dos telejornais e capas de jornais…

      Perdoem-me linguagem….

    2. Abrir um frigorífico, vê-lo vazio, deve ser arrepiante. Mas, olha-se para o lado e o que se vê? Cada membro da família tem dois telemóveis topo de gama, uma panóplia de materiais de telecomunicações, um computador portátil para cada membro da família, as melhores cãmara de filmar e fotografar, dois automóveis na garagem do condomínio privado, etc, etc..
      Infelizmente isto está a acontecer. Infelizmente as pessoas deixaram-se levar pelo “leve já paga depois”, e mais uma vez sem terem culpa, as crianças estão a pagar as asneiras dos adultos.
      Quanto á bondade, há aquele sábio provérbio, não lhes dê peixe, ensina-os a pescar. Creio que será bem mais útil ensinar as pessoas a pescar.

  4. Na “mouche”, é o que me ocorre dizer.
    Prescindo de observações adicionais pois o texto é conciso e certeiro.
    A pequena política é um apanágio dos instalados, ensaiando prolongar tempos em que o tempo enferrujou de tanta acomodação e clientelismo.
    Mas “atrás dos tempos veem tempos, outros tempos hão-de vir”.E virão!

  5. E todavia, os “mesmos” acabam por ter alguma razão. Pois que, neste rico pais, as tentativas de redução de despesa pública terminam invariavelmente originando… ainda mais despesa.

    1. Assim tem sido, mas não voltará a ser assim. O Estado português comprometeu-se, perante diversos organismos internacionais, a pôr as contas em ordem. Não existe alternativa a isto. A menos que a bancarrota e a insolvência sejam alternativas.

  6. Substancial= 14 milhões de Euros?

    Substancial 1,4 euros por Português?

    O valor que o Estado Português aumentou a Dívida de cada um de nós nos 7 primeiros meses do ano :

    1800 Euros por Português

    Ou por outras palavras o Governo cortou 1,4 euros nos 1800 euros de nova dívida que o Pedro Correia e todos nós teremos de pagar.

    Substancial?

    Fonte:
    http://www.igcp.pt/fotos/editor2/2011/Boletim_Mensal/08BolMens.pdf

    Dívida passou de 151 mil milhões para 169 mil milhões nos 7 primeiros meses do ano.

    1. Como dizia o outro, um euro é um euro, um milhão é um milhão. Catorze milhões são catorze milhões. Qual a alternativa? Nada de fusões, nada de extinções? Um novo cronograma? Mais “debate público”?

  7. A minha critica é à sua palavra “substancial” que vale 0,077% da nova dívida deste ano.

    14 milhões

    vs

    18000 milhões.

    1. Falo em termos relativos, não absolutos. Cortar 14 milhões de euros num país onde nunca se corta despesa do estado alguma, seja ela qual for, merece ser qualificado dessa maneira.

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