29 comentários em “Os melhores romances e novelas portugueses do século XX”

    1. Novela de Eça, surgida inicialmente em livro no magnífico volume póstumo intitulado ‘Contos’, surgido em 1902 – e que todos devíamos ler ou reler.
      Já no século XXI deu origem a filme homónimo, realizado por Manoel de Oliveira. Garanto que o livro é muito melhor que o filme.

    1. Tenho também particular estima e carinho por ‘A Cidade e as Serras’, caro Francisco. É, de facto, um livro luminoso.
      Aguardarei os contributos que os leitores do DELITO me quiserem dar.

      1. A “luminosidade” que vejo no romance é também por contraponto a outros romances de Eça. O que referi no comentário anterior, a trilogia dos “amores incestuosos”, “A Capital”, “A Relíquia”… “A Cidade e as Serras” é livro de Eça mais adulto. Que ele morreu relativamente novo, 55 anos. Se… tivesse durado mais vinte anos, talvez houvesse “outro” Eça. …?!
        O livro de Teixeira Gomes já me apelou à leitura, mas nunca o cheguei a comprar.
        Espero que tenha muita adesão nesta sua pesquisa.
        Que “nós” não lemos tanto como o Pedro.
        Muita saúde. Bons resultados na pesquisa.

        1. Já tenho pensado nisso. Se Eça tivesse vivido mais 20 anos (Ramalho, seu contemporâneo e um dos seus maiores amigos, viveu até aos 76), a literatura portuguesa estaria hoje enriquecida com mais quatro ou cinco obras-primas. Fase já prenunciada precisamente em ‘A Cidade e as Serras’, de algum modo o seu livro-testamento – incomparável declaração de amor a Portugal.

          1. Neste romance, realço um sentimento globalizante e fundamental do Autor, face à Realidade: o “Optimismo”. Também, de certo modo, em oposição ao sentimento generalizado noutros romances de Eça.
            (Propositadamente escrevi “optimismo”, à moda antiga. Quando vamos a casa de outra pessoa, devemos respeitar os seus hábitos. E um blogue é uma “casa” virtual, que disponibilizamos aos visitantes que nos queiram cumprimentar!
            Seria bom que interiorizássemos esta maneira de ver a realidade.)
            Saúde!

          2. Não quererei a pretexto deste “postal” iniciar uma troca de pontos de vista que não radicaria afinal, na sua substância. E só seria, aliás, uma “troca de pontos de vista” se houvesse quem os quisesse trocar, presunção que não tenho.
            Não poderia em todo o caso deixar de apontar que por aqui – que nem é minha casa, mas onde me concedem a gentileza de pacientemente me acolher – não se escreve “à moda antiga”, mas sim pela forma correcta. Pelo menos pela forma menos incorrecta das duas que por estes tempos se praticam entre nós. Sendo que na verdade a segunda, aquela que V. parece adoptar (sim, correctamente com “p”) nos seus blogues (que me acontece frequentar e nos quais, percebo-o agora, melhor será que não comente, sob pena de o ofender; ou de me ofender, obrigando-me a praticar o que para mim é inaceitável, para o não ofender a si), além de fazer tábua-rasa da etimologia, entre outros aspectos da ciência, de fazer exactamente o oposto do que afirma pretender (uma uniformização impossível, para lá de fundamentalmente inútil e em absoluto desprezada pelo principal universo que se pretenderia “uniformizar”) e de ser pura e simplesmente ilegal na sua presunção de vigência, a segunda – e então, pelo seu critério, “a nova moda” – permite toda a sorte de disparates. Desde que “simplifiquem” e sigam a fonética ainda que esmagando tudo o resto.
            O que é, convirá, bem fraco critério.

          3. Caro Costa, muito grato por visualizar os meus blogues.
            Não se sinta inibido de comentar. Utilize o modo de escrever com que mais se identifica. Não tenho quaisquer pretensões sobre o assunto.
            O comentário que registei deveu-se a dois factos fundamentais.
            Primeiro, pela consideração que me merece Pedro Correia.
            Segundo, quis “despoletar alguma pica” nos comentários.
            Renovados agradecimentos. Votos de muita saúde. E muitos e pertinentes comentários.
            E que venham os próximos livros.

          4. Agradeço eu, pela sua resposta e pelos votos que formula e que com muito gosto retribuo. Continuarei sem dúvida a visitar os seus blogues.
            Por aqui venham de facto os próximos livros. Ainda que decerto, pelo período considerado, bem pouco mais Eça. De quem a morte prematura (como já apontado) nos privou de uns vinte anos mais, pelo menos, de génio literário.

  1. Elejo sem dúvida “A Cidade e as Serras” para passar à fase seguinte.
    Li “Singularidades de Uma Rapariga Loura” há vários anos e só recordo que foi a única vez que Eça me desiludiu um pouco.
    “Agosto Azul” não conheço.

  2. Não conheço o livro de Teixeira Gomes, Eça é o meu escritor preferido e já li (e reli) toda a sua obra. A Cidade e as Serras (publicado postumamente) é absolutamente assombroso
    Pedro Cunha

  3. Foi no liceu, no antigo terceiro ano, em 1972, que demos com um texto intitulado “O 202” e o que nos divertimos a ler, depois nesse verão comprei o livro e já perdi a conta às vezes que o reli. Já o Manuel Teixeira Gomes, nunca li mas irei procurar na Biblioteca. Quanto às “Singularidades”, já foi para a lista, confesso que adoro ler contos ou short-stories, como lhes chamam os americanos.
    Muito boa tarde e bom fim-de-semana!

      1. Já localizei o livro para ler “As Singularidades de Uma Rapariga Loura” na Biblioteca. Dos contos do Eça apenas li os que se encontram no livro “O Suave Milagre” (Unibolso).
        Agradeço a sua resposta.
        Muito boa tarde!

  4. Talvez não fosse má ideia fazer uma separação entre a obra e o escritor. Apesar de A Cidade e as Serras terem sido publicadas no século XX o escritor é do século XIX. E quando se fala do Eça de Queiroz, os Maias é o livro que mais o define.
    A Cidade e as Serras por ter sido revisto por Luís de Magalhães perdeu algum do estilo genuino e característico do autor.
    É um livro bom, sem dúvida, mas prefiro os Maias.

      1. Para mim o primeiro escritor do século XX foi Fernando Pessoa, mas em termos de visão e de escrita actual o Miguel Torga é o meu preferido.

          1. Então mas ele não morreu em 16 de Agosto de 1900 quando estava a fazer a revisão de A Cidade e as Serras?
            O século XX não começa em 1901?

          2. O livro surgiu em 1901. É, portanto, uma obra do século XX – tenha o escritor morrido quando morreu.
            Acresce – como já acentuei – que Eça era um escritor muito à frente da sua época. Daí eu considerá-lo – e não sou o único – um verdadeiro homem do século XX, aliás prenunciado em ‘A Cidade e as Serras’.

          3. Eça, através desta sua obra. Que prenuncia, de facto, o século XX. Nas suas grandezas e misérias.
            Vários outros romances dele foram publicados no século XX, aliás em data bem posterior a este. O último já em 1980 – ‘A Tragédia da Rua das Flores’, espécie de rascunho dessa obra-prima intitulada ‘Os Maias’.

  5. “Singularidades de uma rapariga loira” – é o meu voto X
    Apesar de no livro Contos, “O Tesouro” é o que mais reflecte a natureza humana

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