Há uma coisa que parece não ser clara no Estado: o Estado não tem de dar lucro. Não é suposto que dê lucro, da mesma forma que não deve dar prejuízo. O saldo entre receitas e despesas deve dar zero. Se dá lucro, a primeira medida é baixar as contribuições (taxas e impostos) impostas a todos os portugueses (não só contribuintes, mas qualquer pessoa com uma conta da luz, neste caso). Porque tiram-se duas conclusões: (1) a gestão foi boa. Óptimo, muitos parabéns. (2) Não precisam de tanto financiamento privado.

E esqueceu-se de referir que está previsto, no próximo OGE, um aumento de 30% da Taxa Audiovisual.
Excelente!
Huummm… Aí há coisa.
Não acredito. Vou tentar arranjar tempo para pespiolhar. 😉
Dar lucro, a RTP?
Também eu dava, com as taxas a que estamos obrigados, as indemnizações compensatórias que igualmente nos saem do bolso e a publicidade.
Esse Costa não desmerece do apelido: é um pândego que se permite gozar connosco. Como qualquer socretino, claro
Concordo consigo na 1ª parte, mas se p/ acaso qd o Estado tiver lucro ñ poderia fazer um “pé de meia”, para alguma emergência, tal como devem fazer as pessoas? Ñ sei…
Rosa, infelizmente o estado não funciona assim. Se sobrar dinheiro, acredite que vai ser gasto em qualquer lado. No outro dia, diziam-me que comprar equipamento de escritório em Dezembro é para esquecer: todos os departamentos estatais vão gastar rapidamente os euritos que escaparam, porque não passam de um orçamento para outro. Assim, sem necessidade nenhuma.
Nem mais.
Conclusão: é preso por ter cão e preso por não ter.
Se dá prejuízo é mau, porque não devia dar. Se dá lucro é mau, também não devia dar. A Ana Margarida, com exatidão matemática, só se satisfaz com um resultado: zero absoluto. As contas têm que bater certíssimas: dar resultado zero.
Eu diria que, se a Ana Margarida pretende baixar as taxas e impostos, a primeira condição para que isso possa acontecer é que dê lucro. Fico feliz por essa condição estar agora satisfeita. Fico feliz por a RTP não ser como os serviços públicos de antanho, que costumavam gastar em Dezembro o mais dinheiro possível com o objetivo de não terem lucro – de terem resultado zero, como a Ana Margarida, com rigor, exige.
O que nos vale é que já o conhecemos. Olhe, se não… Lá teríamos de ligar ao que V. escreve.
A propósito, essa fé nos lucros da RTP em Dezembro próximo vem-lhe donde? Do que disse o sr. Costa?
Não me diga. Se não o conhecesse, até era capaz de pensar que V. ainda anda de fraldas.
Não sei qual é o inconveniente duma empresa estatal dar lucro. Num regime socialista, de economia centralizada , as empresas estatais são “obrigadas” a dar lucro.