Enquanto três milhões de portugueses batem diariamente com os ossos contra o limiar de pobreza, os excelentíssimos senhores deputados não se deixam perturbar e continuam a sua jornada, intransigentes na defesa dos interesses colectivos, sempre atentos aos assuntos prioritários da nação.
A 12 de Junho, por exemplo, foi publicada em Diário da República uma resolução em que recomendam ao Governo o estudo e a tomada de medidas específicas de apoio à sustentabilidade e valorização da actividade das empresas itinerantes de diversão.
Faz muito sentido. Tristezas não pagam dívidas e, na impossibilidade de os próprios deputados se deslocarem por esse Portugal fora para animarem o povo com gingajogas e números de trapézio e de malabarismo (meu Deus, o que eu não pagava para ver o Galamba a tirar notas de euro da cartola e o Abreu Amorim a engolir fogo em plena Feira do Cavalo de Ponte do Lima), pois que pelo menos não faltem carrosséis e carrinhos de choque sustentáveis, já seja em Linhares da Beira ou em Trancoso.
Todavia, e isto também se percebe, deve existir um certo equilíbrio entre coisas sérias e regabofe. Compreende-se, por isso, que os incansáveis tenham aprovado hoje legislação que proíbe a utilização de artigos de pirotecnia em reuniões ou manifestações cívicas ou políticas. É, reconheça-se, uma decisão corajosa. Os deputados sabem melhor do que ninguém que, se retiramos o foguetório e o fogo preso aos comícios, não sobra lá grande coisa.
Mas, como diz o outro, em tempos de guerra não se limpam armas. E, se devem ir-se os anéis, que fiquem ao menos os dedos. Nas manifestações políticas (não falo já das cívicas, porque em verdade creio que as não temos), não se podem, a partir de agora, deitar foguetes. Não se proíbe, todavia, que continuem a atirar-se aos sete ventos toda a sorte de promessas eleitorais. E se é verdade que, e passo a transcrever, fica interdita “a distribuição de potes de fumo”, nada impede, ao que parece, que continuem a distribuir-se outro tipo de potes.

Afinal, esse pessoal ter andado aqui em Lxa a fornicar o trânsito durante uns dias valentes sempre deu resultado.
Pois é bem possível.
Feira do Cavalo de Ponte do Lima?
A que se refere?
Às Feiras Novas de Ponte do Lima?
À Feira do Cavalo da Golegã?
Ou a uma qualquer feira de “cavalo” num qualquer subúrbio português?
Luishhh, shhhhhe não shhhhe importa vamoshhhh falar baixxxxinho porque o Obama pode andar por aí e não quero cometer nenhuma inconfidenchhhhia. Mashhh, quando falo de Feira do Cavalo de Ponte de Lima , quero referir-me à Feira do Cavalo de Ponte de Lima:
http://www.feiradocavalo.com/
“Ou a uma qualquer feira de “cavalo” num qualquer subúrbio português?”
Esta do subúrbio é de antologia! Que sobranceria suburbana!
Boa resposta, Rui Rocha, há pessoas que se põem mesmo a jeito! Ehehehehehe
Quererá isto dizer que a partir de agora é proibido içar a vara? Terá isto alguma relação com a Bandeira Nacional de pernas para o ar na Câmara de Lisboa.
Isto está tudo ligado.
Reparou que os ecologistas votaram contra a lei, defendendo a utilização de petardos nos comícios? Será por que eles não têm medo de assustar os passarinhos?
Deve ter havido um tremendo erro no estudo de impacto ambiental.