“Dívida pública atinge 134% do PIB e fica mais longe da meta do Governo“
“Dívida da Administração Pública volta a subir, passando de 132,9% em Março para 134% em Junho” – Diário Económico
É impressão minha ou aquele cavalheiro que esteve a discursar há dias no Pontal foi escolhido pelos portugueses, entre outras coisas, para controlar e inverter a tendência de agravamento da dívida pública herdada do anterior Governo? Terá o Presidente da República, aquele senhor que adora dar lições de moral aos outros e fez campanha acima das suas possibilidades com os “donativos” da família Espírito Santo, alguma coisa a dizer sobre isto?
(Nota: a PORDATA não publica estes gráficos a pedido da oposição)

Peço desculpa, “donativos” com aspas porquê? Foram ilegais? Não é assim que se chamam? Só um banco em Portugal, neste caso o BES, é que apoiou um candidato ou um partido? São apenas curiosidades, para melhor entender o raciocínio.
Procurei aqui e não vi nada:
http://www.portaldoeleitor.pt/Docum ents/DecretosLei/AssembleiaRepublica/44-a rp-financiamento-partidos.pdf
Obrigado.
De um ponto de vista formal não há razão para as aspas lá estarem.
As aspas prendem-se com as minhas dúvidas, agora que se começa a conhecer o filme. Aliás, não há nada que com o PR não seja legal, de um ponto de vista formal. As minhas dúvidas são de outra natureza.
Há muita coisa que de um ponto de vista estritamente legal eu podia aceitar no meu quotidiano. Na minha vida. E há muitas que, felizmente, por razões de coerência, éticas, legais, morais e até estéticas, fui voluntariamente “obrigado” a recusar. Mas é exactamente isso que me dá liberdade suficiente para escrever o que o que escrevo. Com a liberdade que outros não têm (e pagando esse preço, o qual, diga-se e abono da verdade, não considero excessivo para a liberdade de que hoje gozo). Com a lealdade e a franqueza com que o faço. Sem aspas.
Espero ter sido suficientemente claro.
Ressalva: “o que escrevo”; “em abono”.
O Sérgio sabe que, em havendo défice, e desde que se não consigam receitas extraordinárias (obtidos, por exemplo, na venda dos portos e dos aeroportos), a dívida pública aumenta sempre?
Não é isso o que está e causa. O que aqui esta é causa é o que foi prometido, o que foi dito, o que foi reaizado. Os factos, com “C”, são incontornáveis. E falam por si.
Ressalva: “em causa”; “aqui está em causa é …”; “realizado”.
As minhas deculpas pela pressa.
Sérgio:
Por mim até compreendo o aumento da dívida (devido, essencialmente, à nossa debilidade produtiva), assim como a austeridade pedida aos portugueses (excepto a sua injusta distribuição), o que não compreendo é 2 coisas:
1 – A demagogia do «eu quero ir para além da troika» (e todas as promessas irrealistas, agora, naquela altura) feitas pelos competentes, pelos sérios e éticos, não pelo salafrário do Sócrates. Os resultados confortam-me na minha incompreensão;
2 – O incómodo de certos comentadores com estes números, «bem mais promissores» do que os 97% oficiais do BdP de 2011 (ou 112%, segundo outros) após 3 anos de austeridade, de medidas justas e competentes de um governo igualmente competente.
Lendo alguns comentários aqui, mas especialmente noutros blogs ao serviço do mais abjecto fanatismo ideológico, confirma-se que este (o fanatismo ideológico) é, de facto, a pior doença oftalmológica.
M.S., tu não sabes do que estás a falar, tu não sabes o que é a dívida pública, logo também não sabes como é que ela sobe ou desce. ss.com%2F2014%2F01%2F13%2Fas-contas-demo nstram-e-impossivel-pagarmos-a-divida-pu blica%2F&ei=S-H5U-e3OOSe7Aa89oCwDQ&usg=AFQjCNETrRDmfCOqCXofZ7qOjJFt4tEMWQ&sig2=XaQxwG_Bnfb9SLba8l-j_g
Quem não sabe deve perguntar e não pôr-se a dar palpites, que serão com certeza apenas asneiras.
Por mim, limito-me a aconselhar-te que estudes por tua conta, podendo começar por aqui:
https://www.google.pt/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=2&cad=rja&uact=8&ved=0CCYQFjAB&url=http%3A%2F%2Foeconomistaport.wordpre
Tiro ao Alvo:
Que eu saiba não fui seu colega na escola primária, no liceu, na tropa, não fomos vizinhos, amigos nem somos familiares.
Eu não costumo tratar estranhos por tu.
Portanto, discussão arrumada.
Tanto mais que os termos dos argumentos apresentados estão viciados à partida, o senhor não pretende discutir a partir de posições diferentes: pretende defender uma posição «à outrance», contra todas as evidências.
Não estou disponível para o peditório do proselitismo ideológico fanático.
Por mim, pode ir atirar tirinhos a outro alvo.
Não era minha intenção ofendê-lo, mas apenas chamar-lhe a atenção para a inconsistência dos seus argumentos.
Fiquemos então por aqui, mas não fique zangado, como eu também não fico, apesar daqueles seus qualificativos muito injustos – não ando por aqui a defender posições contra todas as evidências, nem estou ao serviço de quaisquer força político/partidárias, mas tão somente a defender aquilo que me parece ser o melhor para o meu país. Mais nada.
“O que aqui esta é causa é o que foi prometido”.
Quem prometeu reduzir a dívida pública nos anos mais próximos? Que eu saiba, ninguém. O governo actual “prometeu” reduzir o défice público para 4% e há quem diga que vai ter dificuldade em cumprir. E se assim for, e vai ser, a dívida pública vai aumentar ainda mais.
Para haver redução da dívida pública, deveríamos ter superavit e isso só poderá acontecer lá para as calendas. O resto é conversa, quase sempre de má-língua.
Corrigindo:
“O que aqui esta é causa é o que foi prometido”.
Quem prometeu reduzir a dívida pública nos anos mais próximos? Que eu saiba, ninguém. O governo actual “prometeu” reduzir o défice público, este ano, para 4% e há quem diga que vai ter dificuldade em cumprir. E se assim for, e vai ser, a dívida pública vai aumentar ainda mais.
Para haver redução da dívida pública, deveríamos ter superavit e isso só poderá acontecer lá para as calendas. O resto é conversa, quase sempre de má-língua.
As minhas desculpas.