
MARY POPPINS:
O MEU PRIMEIRO FILME
Tinha sete anos quando entrei numa sala de cinema para ver um filme “a sério”. Era Mary Poppins, de Robert Stevenson, numa reposição natalícia no antigo Monumental. Tudo me deslumbrou nesse filme: a música, a personagem da governanta com um toque de loucura, a mescla de desenhos animados com figuras reais, a vivacidade acrobática do Dick Van Dyke, o nariz arrebitado da Julie Andrews (mal adivinhava eu como haveria de gostar tanto de outro nariz arrebitado…).
Recordo como se fosse hoje a mágica dança dos limpa-chaminés recortados na noite azul de uma Londres irreal. E a incomparável explosão de alegria que irrompia no ecrã aos primeiros acordes de Supercalifragilisticexpialidocious…
Vi largas centenas de longas-metragens depois desta inesquecível produção dos estúdios Walt Disney. Mas regresso a Mary Poppins com a mesma sensação de encantamento, que se repete em cada fotograma deste filme único, relíquia de um tempo em que os grandes estúdios ainda ditavam cartas na indústria cinematográfica americana.
Continuo a comover-me quando ouço Chim Chim Cheree, divirto-me com aquele delirante chá tomado com as personagens coladas ao tecto, ainda acho possível que uma nanny inglesa cruze os céus de Londres a flutuar num guarda-chuva. E não concebo sequer que alguém ponha em causa os méritos desta película, uma das mais deslumbrantes obras-primas do cinema.
A ver e a rever em qualquer época, dos sete aos 77 anos de idade.
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Mary Poppins (1964). Realizador: Robert Stevenson. Principais intérpretes: Julie Andrews, Dick Van Dyke, David Tomlinson, Glynis Johns

Uma delícia a que acresce ter sido o primeiro.
Sem dúvida, compadre. Pena o Monumental – o genuíno, não este – já cá não estar.
ainda na semana passada o revi e não cansa.
Não cansa, de facto. Com as obras-primas é sempre assim.
Fabuloso! Não me lembro se foi o meu primeiro filme, mas foi com certeza um dos primeiros.
Este foi o meu primeiro filme em cinema com actores. O primeiro, sem actores, foi ‘Astérix, o Gaulês’.
Tudo o que dizes aqui sobre o filme subscrevo. A cena do chá é uma das minhas preferidas.
E ainda não deixei de estar enfeitiçado por aquele nariz…
Mary Poppins! :))
É um filme que provoca encantamento, sempre.
Inesquecível, e a cena do chá, uma entre tantas outras, é simplesmente hilariante e deliciosa.
A cena do chá, a das chaminés, a do carrocel… supercalifragilisticexpialidocious!
Revi o filme muito recentemente com as minhas filhas, depois de termos visto uma apresentação no Centro Cultural.
Eterno, Pedro.
É bom saber que o culto cinéfilo permanece por aí, Pedro. Foi em Macau que vi quase todos os clássicos – do Bergman ao Fellini, do Ford ao Buñuel.
Parece que o PS vai legislar qualquer coisa sobre o «Supercalifragilisticexpialidocious». Não na totalidade, mas na parte do «cex».
Assinado pelo supercalifragilistianimalusferosaaaaaagh.
Tenho-o ainda algures numa velha VHS em casa que foi vista e revista até eu perceber como cantar (e pronunciar) Supercalifragilisticexpialidocious. Na mesma altura também lá tive o ET, mas Mary Poppins agarrou-me sempre muito mais.
Hei-de comprar o DVD (ou Blu-Ray ou seja lá o que for) para o mostrar aos meus filhos. Obrigatório.
Tive-o primeiro, ainda em miúdo, num velho disco de 45 rotaçoes com duas das músicas principais. Muito mais tarde, comprei o CD, desta vez já com todas as canções. De permeio, comprei o VHS. Ficou gasto de tanto uso. Só me falta tê-lo agora em DVD.