Os eufemismos do PCP


Pedro Correia,

O Avante!, que passa o tempo a suspirar de nostalgia pela revolução soviética de 1917, insurge-se hoje contra a RTP “pela recuperação de acontecimentos com 20 anos, nas vésperas das eleições, como os ocorridos em 1989 na República Popular da China.”

Sempre me enterneceram estes duplos critérios do PCP. E os suaves eufemismos que o partido liderado por Jerónimo de Sousa utiliza, como este de chamar ‘acontecimento’ ao massacre de Tiananmen. Que devia envergonhar todos os comunistas do planeta, hoje como há 20 anos.

11 comentários em “Os eufemismos do PCP”

  1. O Pedro cá continua a desmontar contradições políticas. Esta, verdadeiramente inaceitável.
    Lembro-me bem deste triste massacre de há 20 anos.
    Que é sempre importante lembrar para que a História deixe de ser uma “ficção mitológica” como pretende a linguagem do poder.

  2. “Acontecimento” seria ignorar a data. E ficaria melhor o ‘Avante!’ se tivesse ignorado a memória da RTP. Começo a achar que há espécies várias de branqueamentos que também deviam ser considerados crimes. O branqueamento da História, por exemplo. Felizmente, não há ‘offshores’ onde esconder aquele 4 de Junho.

  3. Verdadeiramente inacreditável e vergonhoso este protesto do PCP. Factos são factos e Portugal não é Cuba.

    Tanto PCP como BE têm beneficiado, por parte dos media – nomeadamente as TV’s – de uma capa por baixo da qual escapam.

    Vi esta “cena” na SIC-N perto das 24h. No dia seguinte já não vi. Perguntei a várias pessoas atentas e também
    não viram. Porquê? Quem quer tapar estes comportamentos?

    http://corporacoes.blogspot.com/2009/06/forma-de-luta-aplicar-na-casa-da.html

  4. este conto é verdadeiro.
    há três dias, durante a caminhada diária que eu e a minha esposa fazemos pelos campos que rodeiam a nossa casa, ela, ao ouvir cantar um grilo, pediu-me para o apanhar.
    não foi muito da minha vontade faze-lo, porque não gosto da roubalheira que é tirar à Natureza (desnecessariamente) aquilo que a ela pertence.
    mas como não sou capaz de lhe dizer que não lá entrei em contradição com os meus valores e apanhei o grilinho.
    colocamo-lo numa gaiola com uma folha de alface e zás…o grilo começa a dar às asas e até agora ainda não se calou.
    na primeira e segunda noite foi um desatino, estivemos mesmo para o mandar fora.
    mas agora parece que nem o ouvimos.
    habituamo-nos de tal forma aquele grigri irritante que parece que ele nem ali está.
    é como grilo que tenho na varanda que olho para o PCP.
    no entanto tenho grandes amigos comunistas, que não os vejo como grilinhos mas como formiguinhas obreiras ao serviço duma causa perdida, mas em que legitimamente acreditam.
    pronto, hoje foi assim mais a sério.

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