Organização Mundial da Doença (actualizado)


Pedro Correia,

«A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou para o excesso de procura de máscaras e outros equipamentos de protecção contra o novo coronavírus, o que pode comprometer a segurança dos que realmente precisam, os profissionais de saúde.»

7 de Fevereiro

 

«A directora de saúde pública da OMS, Maria Neira, assegurou hoje que é “irracional e desproporcionado” que se esgotem as máscaras e os desinfectantes nas farmácias por medo do coronavírus. Neira afirmou que a medida mais efectiva para prevenir o contágio é lavar as mãos com frequência e insistiu que não se justifica que se esgotem as máscaras e os geles desinfectantes, referindo que a situação se baseia no “medo e na angústia das pessoas”, o que deve ser evitado.»

26 de Fevereiro

 

«O director do programa de emergências sanitárias da OMS, Michael Ryan, desaconselhou o uso de máscaras generalizado por causa dos perigos do uso impróprio. (…) “Não há evidências específicas que sugiram que o uso de máscara por parte da população geral tenha algum benefício em particular. Aliás, há até indícios que sugerem o contrário”, disse Ryan.»

30 de Março

 

«Maria Neira, directora do departamento de Saúde Pública da Organização Mundial de Saúde, afirmou esta segunda-feira que é “cada vez mais” improvável uma segunda grande vaga do novo coronavírus.»

25 de Maio

 

«A OMS admite que o uso generalizado de máscara, quer em espaços públicos, ou privados, pode impedir até 281 mil mortes até Fevereiro do próximo ano.»

15 de Outubro

 

«Hans Kluge, director regional da Organização Mundial da Saúde para a Europa, pronuncia-se contra novas medidas de confinamento e o encerramento de escolas. “Se o uso das máscaras atingisse os 95%, os confinamentos não seriam necessários”, sublinhou.»

19 de Novembro

16 comentários em “Organização Mundial da Doença (actualizado)”

  1. Cada vez me sinto mais no papel daquele indivíduo dos “Apanhados da TVI” (célebre vídeo do youtube) que dizia: “eu não percebo nada disto mas estes gajos percebem muito menos”

  2. A substituição de luminárias por outras luminárias não resolve o problema. Se resolvesse seria relativamente fácil. Em Ciência é assim: vai-se ao acerta. Por vezes com o tempo acaba por se acertar. E por vezes isso demora anos e anos. Em política recorre-se mais à substituição dos intérpretes e fica tudo na mesma (salvo raras excepções, desculpem não abdico do p ainda que mudo).

    1. O problema é que de, cientistas, estes burocratas da OMS têm muito pouco. Ou mesmo nada.
      Repare-se no dislate proferido – com eco mundial – pela “directora do Departamento de Saúde Pública” da OMS, faz agora seis meses: «É cada vez mais improvável uma segunda vaga do novo coronavírus.»
      Qualquer semelhança com charlatanice, não é coincidência.

      P. S. – Parabéns por não mutilar nem exterminar consoantes.

      1. É informação de cientistas.
        O maior problema é que a palavra cientistas e ciência dá logo reputação mesmo que numas ciências o saber num caso esteja já bem comprovado por resultados e noutros não seja diferente de atirar a moeda ao ar.
        A ciência não tem sempre o mesmo nível e não deve ter a mesma reputação em todos os assuntos.
        Mas infelizmente a narrativa tende a dar o mesmo valor – ou seja excessivo – a toda e qualquer ciência porque a ciência é necessária para justificar acções políticas e o jornalismo existe para justificar acções políticas.

        1. A ciência não tem sempre o mesmo nível e não deve ter a mesma reputação em todos os assuntos.

          Faz-me lembrar a seguinte anedota:
          Pergunta: O que é que acontece quando um membro do Departamento de Física de uma Universidade se muda para o Departamento de Biologia?
          Resposta: Ambos os Departamentos aumentam de nível.

        2. O maior problema é que a palavra cientistas e ciência dá logo reputação mesmo que numas ciências o saber num caso esteja já bem comprovado por resultados e noutros não seja diferente de atirar a moeda ao ar.

          Exatamente.

          O problema é que toda a boa ciência tem que ter confirmação experimental. A ciência é feita de observação e hipóteses mas também, crucialmente, de experimentação que confirma algumas hipóteses e as transforma em teses, mas não confirma outras hipóteses. Uma “ciência” que apenas consiste de teorias, não é ciência.

          (É esse o grande problema metoológico da chamada “Escola Austríaca” da economia. É não-científica, pois somente consiste de teorias e abdica totalmente da sua confirmação experimental.)

          O problema de boa parte do tratamento “científico” da covid-19 é que ele não é, de todo, científico, uma vez que somente consiste de teorias, teorias essas que em termos racionais fazem todo o sentido mas que não têm qualquer confirmação experimental.

  3. “Se o uso das máscaras atingisse os 95%, os confinamentos não seriam necessários”, sublinhou.<\i>

    Erro. Está provado que o uso de máscaras não impede lá muito, na prática corrente, a transmissão do vírus. (Se impedisse, o vírus não se teria espalhado pela Chéquia como espalhou.) Como muito bem dizia a Graça Freitas em tempos, as máscaras transmitem uma falsa sensação de segurança. O confinamento dos idosos e dos mais suscetíveis continua a ser altamente recomendável. Festas de Natal e jantares em restaurantes são muito desaconselháveis para essas pessoas.

  4. a 7 de Fevereiro não havia máscaras em número suficiente, portanto era preciso direccioná-las para os profissionais de saúde. Hoje cada “civil” pode ter a sua máscara. Se fossem estas as incoerências…

    O problema mais abrangente é que no mundo das redes sociais e da “informação” disponível na internet, todos têm certezas. E exigem respostas. Ora, estes modelos matemáticos e estudos que voltam e meia se cospem não possuem dados em volume suficiente para serem precisos. Por exemplo, não se sabe se uma reinfecção é um dado ou uma anomalia.
    A juntar a isso, a qualidade dos dados em Portugal, neste caso médicos, é péssima. Maus (alguns obsoletos) sistemas, falta de validações, ausência de controle e depuração, dificuldade em cruzar informação de diversas fontes, no fim há homens grávidos e pessoas com 250 anos a falecerem de covid.

    Gostamos muito de gozar com o The Donald e o seu desprezo pela ciência, mas a Europa em geral e Portugal em particular não fizeram muito diferente. Quando o tempo era de preparação (segundo os tais cientistas), aconteceu o relaxamento. Vouchers para ir ao restaurante, corredores aéreos, espectáculos e eventos.

    Quanto ao SNS, foi outra calinada. E mentira. Dizia quem sabia que o problema nunca seriam as camas, os ventiladores, ou sequer os hospitais. Tudo isso se faz, se compra. O problema sempre foram os profissionais. A falta deles. E isto nunca, nunca, nunca foi assumido pelas autoridades. Até porque uma cama “trabalha” 24h/7, já uma pessoa, nem por isso.

    Por fim, as culpas. É natural querer culpar algo ou alguém. identificar um alvo, para assim se criar uma medida que solucione o problema. A pandemia é igual. Eram as sardinhadas, depois as noitadas dos putos, foi a família que se tocava (salvo seja), vieram as fábricas, agora são os ginásios. Ninguém parece querer assumir que não se sabe as origens das cadeias de contágio. A covid é demasiado complexa para se resolver com um confinamento suave das 13:00 às 23:00.

  5. O problema é que as luminárias têm as lâmpadas fundidas.
    A nossa ministra da saúde é advogada, o que até se revela vantajoso para evitar processos judiciais.
    O nosso presidente é hipocondríaco e já deve ter a despensa do palácio de Belém atascada com rolos de papel higiénico.
    O Costa também é advogado e deve estar a pensar na maneira de confinar o 2021.
    E a Graça Freitas perguntam vocês?
    Essa, coitada não pertence ao rol das luminárias, são tantas as vezes que diz e desdiz, que fica melhor inserida no rol dos interruptores.

  6. É preciso ter lata!
    Falar mal da OMS que existe para o nosso bem, para sobrevivência da humanidade!
    Inacreditável é a quantidade de jornalistas que criam Fake news!
    Porque não falam da vacina que Portugal anda desenvolver no laboratório militar!
    AH! já não interessa!

  7. Vejam como o COVID vai desaparecer agora que Trump eventualmente perdeu:
    O COVID vai continuar andar por aí, como outros vírus que mataram milhares em 2016, 2017 e que não foram notícia, mas já não vai ser algo que feche coisas e coloque os jornalistas num transe, já deixou de ser útil.
    Agora é preciso proteger o Presidente Biden. Por isso as escola têm de voltar a funcionar e não será um covidezinho que pára os progressistas:
    When Trump Was Right and Many Democrats Wrong
    Children have suffered because many mayors and governors were too willing to close public schools.
    https://www.nytimes.com/2020/11/18/opinion/coronavirus-school-closures.html

      1. É uma história da carochinha que mais pessoas morreram por excesso em Invernos passados nesta década ?
        Não foi notícia porquê? Porque não servia nenhum propósito político?

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