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A monumental cacetada televisiva que Sérgio Sousa Pinto decidiu dar em Rui Tavares, antigo deputado do Bloco de Esquerda e agora líder do “Livre” – aquele partido que o advogado Sá Fernandes, ex-candidato do MDP/CDE, reclamou como o primeiro partido de esquerda que “não vem do marxismo” (qu’isto não há limites …) – tem dado para rir, em particular pela sonsice patenteada por Tavares (ver o curto filme abaixo). Sobre isso do agora Livre, do BE e do PCP terem sido dirigidos no Parlamento Europeu por um consabido antigo informador da STASI, a temível polícia política da RDA, bem esmiuça Rui Rocha.
(Intervenção de Sérgio Sousa Pinto no “Grande Debate”, 17.11.2020, RTP)
Mas ainda que a tal sonsice tavaresca tão mostrada possa irritar convém não esquecer uma outra coisa. É que a candidata presidencial Matias também faz parte deste pacote. Pois também ela se perfilou num grupo parlamentar capitaneado por um consabido esbirro. É, decerto, um excelente cartão de visita eleitoral.
Enfim, sobre as sempre reclamadas superioridades morais está tudo dito …

um consabido esbirro
Calma. Um informador não é um torturador. Não sabemos que informações Bisky terá fornecido à Stasi nem se essas informações terão conduzido à prisão de alguém; muito menos, à tortura de alguém.
Tá bem, Lavoura.
O bisky era uma espécie de Google.
Fornecia informações de preferências culinárias, cinematográficas, e alguns dados de geolocalização.
Nada de especial, apenas para efeitos de marketing e publicidade direccionada.
O Bisky é Santo, pois claro … oh Lavoura não atires poeira para os nossos olhos !
hahahahaha…
A política sempre atraiu personagens com óbvia superioridade moral.
A ONU já foi dirigida por um ex SS, um presidente português em democracia condecorou ex agentes da PIDE, e procurando bem encontramos muitas incoerências destas. Não são bonitas, mas não são comparáveis a fazer, no presente, propostas racistas ou desumanas.
Por muito que pensemos isto ainda é menos grave do que tentar normalizar propostas de isolar ciganos e castrar pessoas. Faz confusão toda esta tentativa de normalizar a boçalidade e a idiotia.
Cooperativa das lavandarias: Lava mais branco.
A “castração química”, apesar do termo medieval, é apenas uma “inibição temporária da libido por via farmacológica”, utilizada presentemente como sanção acessória (eventualmente dependente do consentimento do arguido) em diversos sistemas penais de países da OCDE (1º mundo), para lidar com autores de crimes sexuais resultantes de compulsões desviantes, normalmente contra crianças.
Podemos brandir muitas vezes o termo “castração” na taberna, para falar da proposta do Chega, mas convém não o fazermos demasiadas vezes entre pessoas letradas, não vá dar-se o caso de saberem do que estamos a falar.
Podemos ser muito esquecidos, mas que as alarvices foram ditas na convenção do Chega para a comunicação social transmitir, foram. Não serve de nada tentar lavar a porcaria assim.
Se calhar, está na altura de altura de alguém recordar o programa experimental de castração química aplicado em diversas cadeias portuguesas sob o patrocínio do Estado, nesse longínquo e medieval ano de 2008, sob a égide do fascista governo do Partido Socialista.
“O Estabelecimento Prisional de Carregueira (Sintra) é um dos envolvidos e um dos tratamentos é a castração química. O EP de Carregueira é uma das três cadeias envolvidas num programa de intervenção nas prisões dirigido a agressores sexuais, juntamente com Paços de Ferreira e Funchal. O programa foi criado em 2008 pelo psicólogo Rui Abrunhosa Gonçalves, da Universidade do Minho, em coordenação com a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais.
Os reclusos envolvidos são voluntários e o projecto inicial previa dez condenados por cada cadeia, com alargamento a outros estabelecimentos prisionais. E, sobretudo, com acompanhamento após a saída da prisão.
O carácter voluntário é apontado como um factor fundamental para o sucesso do programa.”
Google it.
Curioso relembrar esse projeto.
Sobre este do CHEGA, é da maior ignorância toda a gente que fala do projeto e nunca perdeu um minuto a ler o que diz.
O projeto da castração não é para todos os predadores sexuais, como tanta gente quer tentar convencer. Uns por má fé, outros porque não sabem.
A castração é apenas e só para os criminosos que percebendo não ter esperanças de recuperação, aceitam submeter-se ao tratamento. Tratamento esse que é reversível.
Fala-se muito de desumanidade, mas este projeto até aumenta a humanidade, mas do criminoso, na medida em que o criminoso sexual, que tem noção da maldade dos seus actos e que acha não conseguir conter os seus impulsos, nem com terapia, opta pela castração. E essa medida apenas de aplicaria a reincidentes.
Ninguém lhes vai cortar a pilinha.
Curioso relembrar esse projeto.
Sobre este do CHEGA, é da maior ignorância toda a gente que fala do projeto e nunca perdeu um minuto a ler o que diz.
O projeto da castração não é para todos os predadores sexuais, como tanta gente quer tentar convencer. Uns por má fé, outros porque não sabem.
A castração é apenas e só para os criminosos que percebendo não ter esperanças de recuperação, aceitam submeter-se ao tratamento. Tratamento esse que é reversível.
Fala-se muito de desumanidade, mas este projeto até aumenta a humanidade, mas do criminoso, na medida em que o criminoso sexual, que tem noção da maldade dos seus actos e que acha não conseguir conter os seus impulsos, nem com terapia, opta pela castração. E essa medida apenas de aplicaria a reincidentes.
Ninguém lhes vai cortar a pilinha.
Googlei e apenas captei isto, o que é pouco para perceber qual o projecto e como está a ser realizado. Mas acima de tudo é pouco para aquilatar da dimensão da incoerência de quem critica as propostas propagandeadas pelo professor Ventura e aceitará (se for o caso) a existência desta prática já em curso: http://www.asjp.pt/2013/09/16/terap ia-a-criminosos-feita-apenas-em-tres-cad eias-e-so-se-reclusos-aceitarem/
Se a proposta do CHEGA é de facto nesses termos, não a li, então a incoerência é ainda maior, roça a mais completa hipocrisia.
Apesar de não ter lido a proposta, sempre me suscitou dúvidas a forma como tanta gente passou a mensagem. Algo não batia certo. Não era credível uma proposta assim tão desumana.
Mas se de facto os termos são os que foram descritos acima, então pergunto:
Porque é que um predador sexual não pode pedir, ou aceitar a castração química, mas o canceroso já pode pedir a morte por eutanásia?
Porque é que a primeira é desumana, no entanto reversível, mas a segunda é humana, no entanto irreversível?
O programa de inibição farmacológica do desejo sexual com consentimento do arguido (castração química) foi experimental, criado e implementado pela Universidade do Minho num número restrito de estabelecimentos prisionais, em 2008, em coordenação com a DGRSP. O mentor do programa foi o professor da UMinho Rui Abrunhosa Gonçalves, o mais conceituado psicólogo criminal português.
O artigo que citei (Diário de Notícias, 05.10.2011) pode ser encontrado neste repositório da UMinho:
https://web.archive.org/web/201309280138 06/http://umonline.uminho.pt/uploads/cli pping/NOT_49257/201110052865ce0510201110 1700.pdf
Na notícia do link que colocou, da ASJP, lêem-se declarações no mesmo sentido (e já estamos, nessa altura, em 2013) de “Álvaro de Carvalho, responsável pelo Plano Nacional de Saúde Mental e que durante anos acompanhou as vítimas do processo Casa Pia, admite que “um dos tratamentos passa pela castração química, como já foi feita em alguns casos”.
Desconheço qual a dimensão que o plano teve e quando e se foi descontinuado, mas penso que isso é irrelevante.
O relevante, como diz, para se aferir da “dimensão da incoerência” é demonstrar que a medida é passível de ser aplicada no regime português sem discussão ou polémicas, mormente sob a égide de um governo socialista, o que, por definição, a torna aceitável – mesmo que errada, ou completamente errada, o que é toda uma outra discussão.
Claro que está cheio de razão. Depois de dois anos de e meio de interrupção estou a recomeçar mais um período de castração química por motivos oncológicos (chama-se hormonoterapia).
Não tenho conhecimentos especiais mas por curiosidade interessada, li alguma coisa sobre o assunto e creio que em nenhum país a castração química possa ser imposta pela lei nem exigida pelo réu. Há sempre uma decisão do juiz, havendo países em que a proposta tem de partir do juiz e ter o assentimento do réu, outros em que tem de ser o réu a fazer o pedido e o juiz a concordar.
Não podia ser de outra forma.
Por um lado há agressores sexuais cuja pulsão tem mais a ver com desejo doentio de poder ou de causar sofrimento do que com satisfação sexual havendo mesmo os que recorrem a objectos. Por outro, apesar da vítima ser pouco acautelada em Portugal, não seria aceitável que um menor violentado e seus pais pudessem ficar sujeitos ao reencontro repetido com o agressor, eventualmente um vizinho. Pelo menos nesses casos a substituição da prisão pela castração química não seria aceitável.
Mas, sob decisão do juiz em casos concretos, as vantagens parecem evidentes, não só porque permitiria ao agressor prosseguir ou recomeçar uma vida sem risco de reincidência como libertaria o Estado do custo muito acrescido de vigiar e proteger os agressores sexuais que nas prisões são normalmente vítimas de agressões e sevícias graves.
É claro que o assunto é merecedor de ser discutido, embora talvez um estudo prévio como o mencionado seja preferível a uma discussão parlamentar quase certamente prosseguida por ignorantes no assunto.
Mas o que não tenho dúvida nenhuma, é que nem a castração química é inconstitucional nem há motivo válido, repito motivo válido, para Ferro Rodrigues ter rejeitado liminarmente a proposta de discussão. Para essa reacção destrambelhada haveria que procurar outros traumas.
Comentador(a?) “Jo”: não é o cerne do seu comentário e não posso esmiuçar o passado de Waldheim mas será curial dizer que não há registo de que o homem tenha sido das SS. Foi, como tantos (ou quase todos, se pensarmos bem) dos germanófonos, militarizado da II GM e terá sido (quase ponho as mãos no fogo) ferveroso adepto daquela miséria. Mas não SS – e não se trata de “limpar” nem o homem nem as modalidades de higienização que a leste e a oeste houve para reformular Alemanha, Áustria e outros países limítrofes e não só. Mas tem razão no que refere, há uma longa lista de incoerências deste tipo – por vezes inconscientes, outras vezes estratégicas: não renomeámos nós, e bem recentemente, o aeroporto da nossa capital atribuindo-lhe o nome de um consabido entusiástico adepto de Hitler?
Feita essa ressalva e referido o relativo acordo com o seu comentário, deixo ainda uma outra reflexão: se eu ler de modo literal o seu comentário terei que pensar que está a considerar que a referência de Sérgio Sousa Pinto, deputado socialista, visa “normalizar” as propostas propagandeadas pelo professor Ventura. É possível que assim seja, ainda que surpreendente, mas só o homem poderá infirmar ou confirmar o que lhe passa pela cabeça.
E posso ainda depreender do seu comentário que considera que este meu postal neste blog tem o mesmo fito, “normalizar” as propostas do professor Ventura que refere (castrar pedófilos e atacar ciganos). Ora aí já “a porca (eu mesmo) torce o rabo (o meu)”. Por um lado porque não me parece que tenha havido neste plural blog – com vários participantes que pensam de modo algo diverso e se colocariam (se assim fosse pedido num desses periódicos jantares que nos congregam) em lugares algo diferentes num espectro político-ideológico – qualquer texto “normalizando” quer essas castradoras medidas quer o próprio professor Ventura. Por outro lado, falando apenas de mim, poderá dar-se ao trabalho de consultar as escrevinhices que aqui boto (é simples, no topo da coluna da direita está a lista de “Autores”, está lá o meu nome; clicando no “perfil” que se lhe segue vê-se os meus detalhes biográfico-bloguísticos, clicando no “jpt” acede-se aos meus textos aqui) e poderá ver o quão longe ando eu de “normalizar” o professor Ventura (até mesmo em textos bem recentes, desta semana agora finda).
O que V. poderá pensar é outra coisa: o líder do (ex?-)partido Livre e os militantes do BE vocalizam recorrentemente as suas superioridades morais sobre os malfadados “brancos/ocidentais/heterossexuais/burgu eses/homens” etc e tal, vendo tudo num mundo de “poderes” mais ou menos esconsos e radicalmente exploratórios que eles combatem, uma pancracia que eles enfrentam com garbo. E a gente atura-os. E de repente é surpreendida (eu sou) com esta pérola. Vendo como a bela (para mim, perverso tóxico no seu ocaso) Matias e o sonso Tavares afinal valsam com um tipo que sabem ser da STASI. E negar importância a isso é mesmo “normalizar” a profunda hipocrisia e a superficialidade desta colecção de “radicalismos de campus” que preenchem a nossa agenda política – e que tanto chocam, assim “normalizam”, os radicalismos a la professor Ventura.
Este tópico desencanta-me mas já aqui tanto se falou na PIDE que quero deixar uns apontamentos politicamente incorrectos.
A PIDE tinha também competências no tráfico de droga, de armas, na falsificação de moeda e, como polícia internacional que era,tinha as competências que hoje estão no SEF (embora não me conste que tenha torturado ucranianos até à morte).
Quer isto dizer que largas dezenas de agentes, amanuenses, motoristas, etc., nunca tiveram qualquer actividade como polícia política. Foi assim injusta a prisão de todos (decisão depois justificada pelo democrata Salgado Zenha quando pela primeira vez em Portugal aplicou o princípio da responsabilidade colectiva e a figura da associação de malfeitores) e ainda mais injusta a ausência de julgamentos que teriam separado o trigo do joio e permitido o apuramento de responsabilidades.
Alguém se pergunta porque não se fez?
Alguém justifica aquela fuga de mais de 120 de Vale dos Judeus então considerada a prisão mais segura da Europa (seria exagero mas dizia-se)?
Com o risco de ver o comentário censurado, vou falar na questão dos informadores.
Era fraquíssima a capacidade de investigação da PIDE mas, seguindo certamente instruções de cima (Salazar considerava os comunistas o maior perigo político) tentou sempre angariar informadores direccionados para o PCP. Estes eram em número apreciável das relações de conhecidos e suspeitos membros do PCP e, em número significativo, seus parentes.
Marcelo Caetano, quando transformou a PIDE em DGS, limitou drasticamente essa prática porque, como Direcção-geral, estava sujeita à disciplina do Tribunal de Contas e só com habilidades podia manter um “saco azul” para pagar a informadores.
Por outro lado, em todo o então Ultramar a PIDE tinha a sua rede de informações que partilhava com os militares, incluindo capitães em unidades de quadrícula sempre que as informações interessavam às suas áreas.
Como exemplos extremos, a actuação dos “flechas” (pisteiros bosquímanes) no Sul de Angola e a ligação a forças sul-africanas; ainda a operação, montada e executada pela PIDE no Congo ex-Belga, que permitiu libertar o então tenente Rosa Coutinho que, como prisioneiro, era exibido numa jaula de madeira e seviciado em público em diversas localidades.
Estou convicto que nem o PCP nem muitos “capitães de Abril” desejavam os PIDES a prestar declarações em tribunal. Por mim, ainda com uma relativamente boa memória e uma costela frustrada de historiador, tive pena pois tenho a certeza de que teria sido interessante.
A STASI não era comunista ? Então os comunistas e seus derivados estão
certos ao defender ou elogiar os informadores e polícias desses regimes.
Não é de estranhar a coexistência dos citados com o digníssimo informador.
Tal como a da cavacal figura com seus medalhados.
Estão todos muito bem.
« A STASI não era comunista ?»
– Era… ou pelo menos reclamava-se como tal!
«Então os comunistas e seus derivados estão certos ao defender ou elogiar os informadores e polícias desses regimes.»
– Talvez… pelo menos para os que o fizeram. Infelizmente, aqui nesta estória, nenhum dos envolvidos nesse enredo de terceira, até o fez… mesmo que insistam em os pintar como tal. Na verdade, os envolvidos nesta historieta, nem direito a um verdadeiro julgamento tiveram.
«Não é de estranhar a coexistência dos citados com o digníssimo informador.»
– De facto, sim, até não é no universo paralelo criado por aqui.
«Tal como a da cavacal figura com seus medalhados.»
– Ah, mas esse não faz parte de qualquer outro “universo paralelo”… esse foi um facto bem real e não envolve, como no outro, acusações sem provas reais, pelo menos do meu conhecimento: tem alguma prova material, concreta, que prove a culpa do informador da STASI?
Já as cacetadas que Sérgio Sousa Pinto tinha dado ao Daniel Oliveira foram épicas.
coisas que me chateram hoje: m-o-mau-e-o-vilao-43952
https://barradeferro.blogs.sapo.pt/o-bo
Pois, só de cacetada, quanto ao resto é só meter a cassete e temos sempre a mesma coisa. Podia muito bem arranjar outra e dar porrada a sério no chega pra lá, que ficou por um não gosto dele. Agora os outros extremistas que querem revogar as leis laborais do tempo da troika e tal e coisa, esses nem pensar.
Estão bem um para o outro , um com a superioridade moral e o outro com a falsidade moral !
O deputado do PS pertence ao grupo que faz oposição e se ” distância ” da liderança para dar aquele ar de pluralismo ao Partido.
WW
As cambalhotas, flics-flacs e todos os exercícios de ginástica que se está a arranjar para safar o chega pra lá.
Calma que ainda vá sobrar para o resto do cds, ou não seja desse lado que brotou o chega. De entre os habituais, habituais há mais de trinta anos, abstencionistas nas eleições estão os ex-estadonovenses que nunca tiveram um candidato a sério para salvar a pátria (agora de quê?). E eles aí estão, alguns ainda com vergonha e outros descaradamente, ainda os há com menos de setenta anos incluindo pides e bufos profissionais. Já repararam que nunca houve na rua qualquer chatice com os chegas e aparecem sempre uns gorilas de auricular com os pides. Agora vamos esperar por mais uns saltos de trampolim de ginastas da treta a quererem apanhar o comboio do calcitrim.
Já repararam que já não há nos telejornais a notícia diária do Bolsonaro assassino? nda-o-bolsonaro-do-covid-44960
https://barradeferro.blogs.sapo.pt/onde-a
Este FCE (fascismo Cultural de Esquerda) enoja.