Organização Mundial da Doença


Pedro Correia,

 

«A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou para o excesso de procura de máscaras e outros equipamentos de protecção contra o novo coronavírus, o que pode comprometer a segurança dos que realmente precisam, os profissionais de saúde.»

7 de Fevereiro

 

«A directora de saúde pública da OMS, Maria Neira, assegurou hoje que é “irracional e desproporcionado” que se esgotem as máscaras e os desinfectantes nas farmácias por medo do coronavírus. Neira afirmou que a medida mais efectiva para prevenir o contágio é lavar as mãos com frequência e insistiu que não se justifica que se esgotem as máscaras e os geles desinfectantes, referindo que a situação se baseia no “medo e na angústia das pessoas”, o que deve ser evitado.»

26 de Fevereiro

 

«O director do programa de emergências sanitárias da OMS, Michael Ryan, desaconselhou o uso de máscaras generalizado por causa dos perigos do uso impróprio. (…) “Não há evidências específicas que sugiram que o uso de máscara por parte da população geral tenha algum benefício em particular. Aliás, há até indícios que sugerem o contrário”, disse Ryan.»

30 de Março

 

«A OMS admite que o uso generalizado de máscara, quer em espaços públicos, ou privados, pode impedir até 281 mil mortes até Fevereiro do próximo ano.»

15 de Outubro

 

44 comentários em “Organização Mundial da Doença”

  1. Isto do Covid19 tem sido um totobola, com uma sucessão de palpites que nunca acertaram na chave. Têm apostado nos da casa e a vitória é declarsdamente do visitante. Às tantas, passaram a jogar com uma tripla, mas ainda assim não chegam o resultado pretendido.

      1. «Estes “cientistas” devem ter-se formado na mesma subcave de onde emergiu o Professor Karamba.»
        Ups, foi com essa frase-chave que apresentou aquele seu CV, ao tal emprego na OMS? Ou aliviando a coisa, é apenas é uma daquelas suas habituais manifestações de língua viperina, insistindo em sibilar na sedução dos cripto-fascistas que frequentam cá o blogue?

        Mas onde é que qualquer de «Estes “cientistas”» (ou mesmo, até quaisquer outros) até poderia(m) ser “formado(s)” em Covid-19?

        O que eu espero deles, ie, dos mais sérios, é que em toda a sua reconhecida ignorância, apenas tentem apontar o melhor para todos nós. Ou seja, não reclamem, como V., pela tal ilimitada liberdade indivual inconstiticucional (nunca o vi tão preocupado a defender a constituição esquerdista), perante o que se passa, porque eles devem ser responsáveis; ou seja, porque sabem que todos os exageros acabam sempre em erros exagerados. E claro, que não se ponham a elogiar o povo, porque apenas até nem foi elogiado pelo governo para depois, quando ele varre as prateleiras vazias nos supers que frequentamos, o amaldiçoem com karmas venezuelanos ou enguiços cambojanos: sim, eles sabem o verdadeiro peso do papel higiénico ou seja, de que ele não é um exclusivo dos que se supõe com direito a ele. Não conseguiu um rolo de papel higiénico? Não desespere: o governo está a tentar emendar o problema, de modo social-democrata… o seu problema tem, em si, mais do que as supostas aspirações balofas pequeno-burguesas e, por isso, serão contemplentadas no futuro com toda a sua devida importância, se não pelo governo, por certo pelo (super) Mercado: que não falte a qualquer pequeno-burguês um rolo de papel higiénico é apenas o que de mais elementar é considerado pelo governo do Costa e tenho a certeza de que, no futuro, qualquer reclamação apresentada por si, quanto à qualidade do papel disponibilizado, até virá a ser atendida.

        Sim, os nossos cientistas são uma desgraça: eventualmente, até deveriam ser diferentes dos outros do resto do mundo. Não o são mas isso não impede que até sejam apontados como tal… é que, dos maus cientistas dos outros, estamos nós cheios… os nossos, se não descobrem a vacina ou a cura do bicharoco, devem pelo menos descobrir como, no Mercado, o papel higiénico deve existir em abundância e em qualidade

  2. …e assim mudam as opiniões dos homens. Oxalá seja por bem e maior conhecimento efectivo do vírus; por prudência clarividente que pede medida profiláctica necessária.

  3. A leitura é: hoje não temos máscaras suficientes para a população em geral, portanto o stock existente deve ser direccionado para profissionais hospitalares, doentes confirmados e grupos de risco.
    Dizer a verdade factual não custaria assim tanto, certo?

  4. É tão estranho ler agora estas bacoradas até parece que estamos noutro mundo.
    Se calhar estamos e ainda não démos por isso.

  5. Entretanto até às 15h já virá outra versão dos factos, seguida logo de outra às 20h e uma outra às 23h.

  6. Se algo tenho procurado em minha vida é a fé que ilumine a razão. Por isto, com objectividade partilho minha opinião:

    Pensava eu que o período de confinamento tinha servido para 2 propósitos:
    evitar o congestionamento dos serviços de saúde;
    prepará-los para dar respostas futuras.

    Porém, verifica-se o contrário. Constatando uma negligente e criminosa atitude por parte das mais diversas instituições.

    Li recentemente que a ministra da saúde proferiu em Berlim um discurso sobre a reforma e o reforço da OMS.
    Parece-me que este discurso devia ser aplicado em Portugal e também indicia que existe inadvertidamente um apoio quanto às atitudes do nosso presidente Trump relativamente à OMS.

      1. É presidente? Julguei que quem pretendeu salvar-nos da OMS e do 5G chinês tivesse sido o Trump.
        Tenho a certeza que Trump ainda não teve conhecimento de termos sido proibidos de visitar as campas de defuntos ao ar livre, mas eu vou. Quando souber virá em nosso auxílio.

          1. Sim. Marcelo está a precisar de votos dos poucochinhos, e até o Otelo veio em seu auxílio anunciando-lhe o voto.

  7. Eu estou convencido que foi uma mentira deliberada para preservar as máscaras existentes para trabalhadores das unidades de saúde. Claro que depois têm que se haver com alguma falta de credibilidade na mudança de recomendação mas a mentira poderá ter tido alguma eficácia na fase inicial.

    1. Sem dúvida, foi uma mentira deliberada motivada por considerações utilitaristas. Gato escondido com rabo de fora. O rombo na credibilidade é considerável e muito grave; e teria sido fácil e preferível explicar com candura a necessidade de dar prioridade ao pessoal de saúde. Mas o problema mais sério nem é esse, são as razões pelas quais não havia máscaras em quantidade suficiente. Constatámos que os países mais ricos do planeta, embarcados em heróica epopeia tecnológica (IA, 5G, e tal), são incapazes de antecipar uma penúria prevísivel de bens essenciais para enfrentar um tipo de pandemia anunciado há mais de uma década e produzir simples máscaras em tempo útil. São os efeitos da globalização: outsourcing à outrance, hospitais e serviços de saúde tratados como variáveis de ajustamento, gestão dos fluxos sempre no limite com vista a maximizar o lucro trimestral, etc etc…

      1. Não.
        Os países ricos são-no precisamente porque produzem e exportam coisas mais complicadas de fazer, mais elaboradas, com mais know-how, do que simples máscaras.
        Ou seja, os países ricos deixam a produção de coisas triviais como máscaras para os países pobres.
        Já foram anunciadas, nos últimos anos, múltiplas epidemias respiratórias. Elas não se materializaram. É normal que os países não tenham em armazém milhões de máscaras, inúteis, à espera de uma epidemia que tanto pode chegar no próximo ano como somente daqui a vinte ou trinta.
        É pois normal que, chegada uma epidemia, os países ricos sejam apanhados de calças na mão.

        1. Sim, sim, sem dúvida, os países ricos fazem isso tudo e ainda vão comprar o 5G, os painéis solares, os metais raros, … à China. De calças na mão, cada vez mais. Quem sabe se não descobriram uma vocação.

          Também devem ter enviado para a China outras coisas triviais além das máscaras como os serviços de informação, só pode. Já havia vírus a circular na China pelo menos desde o fim do Verão de 2019. Os serviços de informação não podem deixar escapar uma coisa desta natureza e a cadeia de transmissão até aos mais altos responsáveis políticos não pode falhar desta maneira. Mas foram seis meses sem fazer nada em N países. Se isto é de bradar aos céus não sei o que poderá ser.

  8. O que é mais frustrante é constatar que esta pseudo pandemia está a ser gerida mais na base de interesses económicos do que na saúde das pessoas.
    Não havia máscaras no início, logo não eram necessárias, e até provocavam uma falsa segurança. Agora há máscaras em excesso, temos de as utilizar, nem que seja obrigatório.
    Ninguém está a tentar compreender esta evolução, a preocupação maior é em reprimir e em controlar as pessoas.
    Porque é que será que nos países onde há melhores condições mas maiores restrições à liberdade das pessoas o vírus está (segundo dizem) fora de controle. E nos países onde não há condições, como os do continente africano, o vírus tem uma letalidade 7vezes inferior.
    Esta história está muito mal contada, o caos nos hospitais em épocas de gripe sempre houve, cirurgias adiadas sempre houve, listas de espera sempre houve, o que é que estão a esconder?
    Será isto o tal diabo que falava o passos coelho?
    Ou isto é só para justificar o dinheiro que há de vir de Bruxelas?

    1. Em África a seleção natural vigora entre os seres humanos. Os resistentes resistem, os outros já morreram há muito, de malária ou de tuberculose, geralmente até na infância. Os que ficaram, aguentam muito bem com a covid-19. Para um africano adulto vivo, a covid-19 é canja. E quase não há africanos vivos com mais de 80 anos de idade, qus é a idade em que se morre de covid-19.
      A covid-19 é um pânico para os europeus, porque se trata de povos horrivelmente envelhecidos, cheios de pessoas com mais de 80 anos de idade – que são quase as únicas que a covid-19 mata. São ademais povos que se desabituaram da noção de doenças infecciosas e da noção de seleção natural (a resistência do mais forte). Na cultura europeia, toda a gente, mesmo a de saúde mais débil, é acarinhada e sustentada até chegar aos 80 ou 90 anos, sem que ninguém seja deixado morrer pelo caminho. Naturalmente, em povos assim, tanto a saúde física como a saúde cultural encontram-se muito deterioradas.

  9. Se muitas declarações fossem antecedidas de “neste momento, tanto quanto sabemos”, seria melhor.
    De qualquer modo por cá tem sido pior, com regras do género não poderem estar 11 pessoas juntas. A não ser em Portimão. Ou na Atalaia. Ou no Metro. Ou nas escolas.

    1. Ou nos comboios, ou nos aviões, ou nos autocarros, ou na festa do avante, ou em Fátima, ou em qualquer sítio que a Graça Freitas decida que não há vírus.

  10. Eu, ignorante, me confesso.

    Depois de ter sido o primeiro, neste blogue e nos círculos profissionais e de amizades, a advogar o uso obrigatório de máscara em recintos públicos fechados, venho reconhecer, perante a evidência factual e científica destes últimos meses, o meu erro.

    Embora tudo aquilo que tenha dito e escrito, à luz de uma perspectiva mecanicista de dinâmica de jactos e de transferência de massa por evaporação, esteja formalmente correcto, resta-me hoje reconhecer que a disseminação da infecção está para além dessa perspectiva, revestindo-se de aspectos que o meu conhecimento não abarca.

    Veja-se o que se passa na Suécia e na Noruega, países onde o uso obrigatório de máscara não foi instituído em parte alguma.

    http://prntscr.com/v7ffi5 (Suécia)
    http://prntscr.com/v7fgoj (Noruega)

    Compare-se agora com o que se passa em Itália e em Espanha, onde a obrigatoriedade do uso de máscara se estende a todos os espaços públicos, fechados e abertos.

    http://prntscr.com/v7fjyp (Itália)
    http://prntscr.com/v7fl7e (Espanha)

    (imagens colhidas a partir de https://www.ecdc.europa.eu/en/covid-19/country-overviews e https://covid19-country-overviews.ecdc.europa.eu/ )

    Pelo que se pode ver nos gráficos, não há qualquer efeito vantajoso no uso de máscaras. Esta é a evidência factual. Sem preconceito nem paixão. Digam o que disserem, pensem o que pensarem (também eu estava enganado), decretem o que decretarem, não se vislumbra qualquer efeito positivo no seu uso.

    Mais evidência factual sobre a ineficácia do uso de máscaras pode ser encontrada nos sites worldometers, ourworldindata e nos já referidos do ECDC.

    RU e França, cuja obrigatoriedade do seu uso em espaços públicos fechados foi imposta em Julho/Agosto, são exemplos disso. Portugal, cuja obrigatoriedade remonta a Maio, é também disso exemplo. Assim como o caso paradigmático, e muitas vezes referido por mim neste blogue como exemplo, da República Checa, que terá sido o primeiro país europeu a implementar a sua obrigatoriedade em espaços públicos fechados.

    O caso da República Checa é bem demonstrativo da dinâmica da infecção: tendo sido um dos mais poupados anteriormente é agora um dos mais fustigados, indiciando que em meses anteriores o vírus terá tido pouca circulação entre os seus habitantes. Neste grupo encontram-se também a Polónia, a Hungria e a Roménia, entre outros.

    Poderia adicionar considerações sobre o Peru, a Argentina e o Chile, todos com medidas draconianas desde Março. Podia ainda socorrer-me de comparações entre estados dos EUA. Constate quem quiser.

    Perante esta abundância de evidência factual a demonstrar a ineficácia do uso de máscaras (e também dos confinamentos), temos que chegar a conclusões.

    Conclusões a que também se pode chegar por via da evidência científica estabelecida anteriormente. Para o efeito, o seguinte artigo científico, publicado em Maio último:

    “Nonpharmaceutical Measures for Pandemic Influenza in Nonhealthcare Settings—Personal Protective and Environmental Measures”
    https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7181938/

    constitui prova cabal. Nele se afirma:

    «Although mechanistic studies support the potential effect of hand hygiene or face masks, evidence from 14 randomized controlled trials of these measures did not support a substantial effect on transmission of laboratory-confirmed influenza.»

    Acrescento eu: nem os 14 ensaios aleatórios controlados suportam a eficácia do uso de máscaras, nem a evidência empírica colhida ao longo dos últimos meses neste doloroso ensaio de campo a suporta.

    1. Se usar máscara mas for obrigado a trabalhar num espaço fechado onde não se pode abrir uma janela porque foram construídas para não se poderem abrir vai acabar infectado se o vírus andar por lá, pois vai. É elementar, meu caro dr. Watson.

    2. Comentar em máquinas alheias dá nisto: sai anónimo, sem querer. E, assim, humildemente, ignorante me confesso.

  11. A fazer fé nos cientistas que frequentam o blog, a única declaração que está errada é a última, porque o vírus é inofensivo nem sequer a uma gripezinha se compara, o melhor é deixar a coisa rolar, continuemos a beber uma bejecas com os amigos, já que a vida é para ser gozada na plenitude e como diria Darwin a natureza fará o seu papel e há muito boa gente há demasiado tempo à espera da herança. Mais nada…

    1. “A fazer fé nos cientistas que frequentam o blog”

      A fazer fé nos cientistas da OMS “o consenso cientifico” muda quase a cada mês.

      Atirar uma moeda ao ar vale o mesmo…

      lucklucky

  12. Já devia saber que a ciência evolui e não é estática. A mim basta-me olhar para as sociedades asiáticas e ver a forma como têm controlado a pandemia para usar máscara.
    Mas se quiser junte-se ao trump e aos negacionistas.

    1. Também eu estabeleci, lá para os idos de Março, essa relação para advogar o uso de máscara em espaços fechados.

      Acontece que essa relação entre o uso de máscara e os números modestos de óbitos apenas se verifica nos países asiáticos. Em comentário que fiz anteriormente aqui

      https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/organizacao-mundial-da-doenca-11950901?thread=96679477#t96679477

      encontra mais detalhes.

      Depois de ter investigado possível relação com concentrações de vitamina D verifiquei a sua inexistência. Fiz mais pesquisa e encontrei dois artigos científicos, de que apenas li ainda os abstracts.

      Tudo aponta para a existência de uma grande prevalência de imunidade cruzada contra este vírus, pelo menos na população japonesa. Que já se sabia da existência dessa imunidade cruzada entre 20%-60% (os números variam com as fontes) das pessoas, já.

  13. É por esta mania da superioridade que os ocidentais têm, que não vou poder ir passar o Natal a casa.
    Custa assim tanto adoptar os bons exemplos de sociedades democráticas como Taiwan ou a Coreia ?

    1. O Presidente da República já avisou que este ano não haverá Natal. Como já não houve Páscoa, como não haverá Dia de Todos os Santos, etc.
      Vá lá que houve 25 de Abril. Com o senhor Ferro Rodrigues a mandar toda a gente aparecer sem máscara.

      1. Logo ele que, de entre todos os convivas, será, estatísticamente, o que mais perdigotícolas espalha por metro quadrado!

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