
A História parece avançar em grandes ciclos, geralmente com duração de uma geração. Cada ciclo tem fases semelhantes às de uma vida humana: infância, adolescência, maturidade, declínio e velhice. Entre Ialta e a queda do muro de Berlim decorreram 44 anos, sendo este período marcado pela Guerra Fria, competição entre super-potências, corrida espacial, o triunfo da América, mas também por mudanças económicas que abriram o caminho para a fase seguinte. O ciclo em que vivemos foi abundante em liberalismo e desigualdade, abertura de fronteiras, globalização do comércio, desordem, desindustrialização do Ocidente e digitalização do trabalho. Embrionário antes de 1989, durou até agora 34 anos, mas entrou na sua fase de velhice e vai terminar em breve. A próxima ordem internacional deverá começar em meados da década e terá elementos contrários, que já são visíveis: regimes conservadores, nacionalismo, reforço militar, tecnologia de inteligência artificial, retracção do comércio internacional, costumes mais puritanos. Cada ciclo reage ao anterior. É como nas famílias, a civilização é a mesma, mas as gerações mudaram.
imagem IA Night Café

estou a ler
La bolsa o la vida / Las finanzas contra los pueblos de Eric Toussain
« LA AMPLITUD y la velocidad de la degradación de las condiciones de vida de millones de personas a escala planetaria han alcanzado niveles nunca vistos estos últimos años.
Por un lado, colosales fortunas acumuladas por un puñado de individuos (en el año 2000, los 127 capitalistas más ricos tenían juntos una fortuna igual a un millón de millones de dólares – equivalente al ingreso anual de 3.000 millones de personas, la mitad más pobre de la población mundial), gastos militares extraordinarios (alrededor de ochocientos mil millones de dólares en el año 2001), gastos en publicidad absurdos (alrededor de 1.000.000.000.000 dólares en el año 2001), gobiernos que acuden invariablemente en apoyo a los grandes accionistas, poderosos
propietarios, acreedores…
““aquele que estudar cuidadosamente o passado pode prever os acontecimentos que se produzirão em cada
Estado e utilizar os mesmos meios que os empregados pelos antigos. Ou então, se não há mais os remédios
que já foram empregados, imaginar outros novos, segundo a semelhança dos acontecimentos”. (Discursos,
livro I, cap. XXXIX.)
A história é cíclica, repete-se indefinidamente, já que não há meios absolutos para “domesticar” a natureza
humana. Assim, a ordem sucede à desordem e esta, por sua vez, clama por “uma nova ordem”. Como, no
entanto, é impossível extinguir as paixões e os instintos humanos, o ciclo se repete. O que pode variar – e
nesta variação encontra-se o âmago da capacidade criadora humana e, portanto, da política – são os tempos
de duração das formas de convívio entre os homens.”
in https://www.colegiocemp.com.br/wp-conten t/uploads/2021/03/Maquiavel-Cl%C3%A1ssic os-da-Pol%C3%ADtica.pdf
ordem , desordem , ordem , desordem….como diz Maquiavel ,o melhor analista político de sempre , não há forma de sairmos deste ciclo . a natureza humana gananciosa dá nisto.
Análise interessante com previsão globalmente positiva a que acrescento o realinhamento internacional, para o qual mas antevejo dois cenários:
1 – A divisão do mundo em dois blocos, um liderado pela China outro pelos Estados Unidos e eventualmente extinção ou reordenamento da ONU. Neste cenário, diferentemente do passado EUA-União Soviética, os países de África, Ásia e América do Sul, também terão de alinhar-se.
2 – Um 3º bloco de não alinhados, liderado pela Índia à semelhança do que conseguiu Soekarno em Bandung. Neste cenário a maioria dos países asiáticos e africanos e alguns sul-americanos, escolheriam a 3ª via. A Europa não necessitaria de ficar tão dependente dos EUA. Pareceria preferível mas Modi não parece capaz de tal rasgo, apesar da ligação ou mesmo domínio da China sobre a Rússia, poder levar ao afastamento da Índia.agora pró-russa.
Por outro lado, Luís Naves refere costumes mais puritanos, o que pode incluir ou pressupor um reavivamento das práticas religiosas na Europa, sobretudo. Mas o que me parece mais difícil ou improvável, é a recuperação de uma demografia saudável e sem isso, o nacionalismo provocará confrontações com imigrantes. Sobre este aspecto não me atrevo a um prognóstico.
Estou de acordo com a sua opinião e acho que é possível detectar algumas destas tendências.
“desigualdade”. Como se foi o período de maior crescimento de riqueza dos países pobres.
Tem de ir a esses países ver a distribuição da riqueza, mas não é preciso sair de onde está
Que tal irmos à Ásia? E que tal verificarmos o crescimento gigante do trafego aéreo e do turismo? Ou quantas pessoas têm acesso à internet?
Ordem Mundial lli-globalists-why-elites-despise-indepe ndent-thought/
https://brownstone.org/articles/machiave
Eu com tanto trabalho para explicar que a História não tem nenhuma direcção, e o Luís arranca com uma frase triunfal mastigada pela banalidade: “A História parece avançar em grandes ciclos.”
Os velhos pés de barro do jornalismo: os clichés. O irreflectido.
Com medo disto — diria o lucklucky, a partir daqui — correm a abrigar-se na segurança das tiradas marxistas. O previsto. O que o Costa espera. E então, finalmente, progridem na carreira.
vamos lá falar do lugar-comum “a História não tem nenhuma direção”. Estava a ler uma notícia do dia e o secretário de Estado norte-americano em síntese dizia aos chineses para eles não irem por certo caminho. É o banal quotidiano, não faça isto, não vá por aí, olhe que não deixamos. A humanidade tem feito este tipo de percurso, umas vezes assim, outras assado, às tantas por acolá; vemos progressos e recuos, revoluções, retrocessos, reformas; tenta-se uma coisa, depois outra, uma caminhada sinuosa, outra mais fácil, uma estrada a subir, outra a descer. Se a História não tivesse direção, ainda hoje vivíamos como os nossos antepassados, os neandertugas.
Em breve haverá mais muçulmanos e camondongos do que gente evoluída na Europa. Depois não se esqueçam de vir para aqui choramingar contra o “retrocesso” na História, quando começarem a apanhar no focinho com o fascismo dessa gente suburbana. E espero que não se esqueçam de que a culpa foi vossa. Dos dialécticos, dos whatabouts, dos que negociavam as palavras e bom-senso. Dos que os deixaram entrar. Da esquerda.
A unica coisa que avança é a ciência — e nem é bem avançar é destapar, descobrir as regras que já lá estão. Se quiserem confundir isso com progresso social tudo bem mas estão a iludir-se a vocês próprios. Se calhar os neandertugas não eram tão neandertais como se imagina, eram só tugas. E não tinham dentistas. Os blacks estavam em África e não havia rendimento minimo à custa dos branco, pá. E os muamedes já andavam de cu para o ar como andam actualmente, mas eram muito menos. Graças a Deus. Se calhar a historia avança é para trás e isto vai acabar num jardim com um gajo em cuecas com uma maçã reineta atravessada no gasganete e uma perua meio descascada com uma cobra enroacada na perna. Depois a cobra morde a gaja e o totó morre estrafegado e acaba-se esta merda toda e ainda bem. Fica só puta da cobra e meia dúzia de couves e depois chapéu vai-se tudo embora e mesmo no fim apaga-se a luz e pumbas, kapput. O fim do mundo termina com uma palavra em Alemão. Contra todas as expectativas, o Hitler ganha.