Opções editoriais ou lá o que é


cronicasnofeminino,
Leio e ouço em alguns órgãos de comunicação social que ontem a polícia carregou sobre os manifestantes em Lisboa. Diz que no estangeiro, esse território mítico onde tudo corre bem excepto num país também à beira-mar plantado com quem alguns de nós não se querem paracer nem por nada deste mundo, também se falou da carga policial sobre os jornalistas, diz-se ainda que os jornalistas têm de se identificar para não levar tareia, porque o resto do povo pode levar à vontade. O Público também deve achar que foi ‘diz que disse’ para optar por esta eloquente primeira página.

4 comentários em “Opções editoriais ou lá o que é”

  1. Mídia comprada, “limpinha” que tenta desacreditar uma manifestação legítima do povo trabalhador contra um governo fascista e violento. Blogs neles!

  2. Pra não dizer que não falei das flores – em solidariedade ao povo português.

    Caminhando e cantando e seguindo a canção
    Somos todos iguais braços dados ou não
    Nas escolas nas ruas, campos, construções
    Caminhando e cantando e seguindo a canção

    Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
    Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

    Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
    Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

    Pelos campos há fome em grandes plantações
    Pelas ruas marchando indecisos cordões
    Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
    E acreditam nas flores vencendo o canhão

    Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
    Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

    Há soldados armados, amados ou não
    Quase todos perdidos de armas na mão
    Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
    De morrer pela pátria e viver sem razão

    Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
    Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

    Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
    Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

    Nas escolas, nas ruas, campos, construções
    Somos todos soldados, armados ou não
    Caminhando e cantando e seguindo a canção
    Somos todos iguais braços dados ou não
    Os amores na mente, as flores no chão
    A certeza na frente, a história na mão
    Caminhando e cantando e seguindo a canção
    Aprendendo e ensinando uma nova lição

    Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
    Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

    Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
    Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

    http://maluqueira-geral.blogspot.com.br/2012/03/pra-nao-dizer-que-nao-falei-das-flores.html (na voz de Zé Ramalho)

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