Há hoje quem esteja plenamente convencido de que nasceu mais engenheiro do que homem; como se já estivéssemos naquele tempo de pesadelo em que se fabricariam homens-máquinas de servir máquinas de servir homens-máquinas.
Agostinho da Silva (1906-1994), in As Aproximações, 1960.

O maravilhoso Agostinho da Silva, sempre na mouche e sempre actual. Bela escolha.
Ana, comecei por apenas lhe conhecer os ensaios sobre educação (os quais, para quem então andava a cumprir cadeiras do ‘pedagogês’ que ainda pontifica no nosso sistema de ensino, foram um desconcertante bálsamo) e a sensação foi essa mesma, a de uma duradoura pertinência.
Desconcertante é a palavra certa para ele, de facto. Original também. Mas, sobretudo, livre como muito poucos.
Gostei muito. Tive o privilégio de conhecer pessoalmente o prof. Agostinho da Silva, uma personalidade ímpar e um espírito verdadeiramente livre.
Que sorte, Pedro; imagino-o um conversador não menos dotado de humor e veemência.
Também o conheci pessoalmente, mas infelizmente muito pouco.
nem engenheiro, nem engenheiro…
🙂
Uma antonomásia difícil de ignorar, Ana 🙂