
Como parece que tirando o Pedro Correia ninguém aqui trabalha ao sábado – e não acredito que seja por razões religiosas – venho aqui dar prova de vida e falar de um assunto que interessa a poucos; Caminha para extinção o termo “queque”, fagocitado que foi pelo “beto”. Ora sucede que, como Miguel Esteves Cardoso há algum tempo demonstrou q.e.d., há entre o queque e o beto uma diferença, se não abissal, pelo menos fundamental do ponto de vista não apenas comportamental mas quiçá mesmo epistemológico. Parece-me muito mal que a distinção se esbata, que digo eu, se desvaneça por completo. Vamos lá a recuperá-la. Quem for queque escreve nos comentários uma frase que o demonstre e quem for beto basta escrever “você não seja parvo” e para mim servirá perfeitamente. Quanto aos fidalgos, também referenciados no texto do MEC, peçam ao criado que escreva qualquer coisa se quiserem mas não sois vós que me preocupais. Porfiai.
P.S. Com uma piscadela à esquerda mas apenas para garantir mais visitas, cliques, comentários e o que for, fica também aqui a referência a um post relacionado escrito pelo Renato Teixeira no Cinco Dias em 2009, para leitura pelos menos avisados.

Queque:
‘Bolo pequeno e redondo, feito de farinha, gordura, ovos e açúcar’
‘Que ou quem tem aparência pretensiosa, arrogante’
‘Que ou quem é considerado chique, elegante, bem vestido ou fino’
Beto:
‘Diz-se de ou jovem que exibe comportamento ou aspecto exterior considerado como pertencente a uma classe social elevada’
Eu cá sou mais bolos…
Beto:
Nome de dois excelentes jogadores formados no Sporting. Chegaram ambos à selecção – um como guarda-redes, outro como defesa.
Queque:
Ex-treinador do Benfica. Queque Flores, nome muito apropriado para gerir o clube das papoilas saltitantes. Mas ele parece ter saltitado pouco por lá.
Não, não, a distinção entre betos e queques tem de manter-se. É fundamental:). Aos sábados e tudo.
hum…isto é um post a gozar com o PSD ?
O Renato ainda tem muito ano para amargar e a prisão nos Estados Unidos é obra, valia mais ter-se deixado pela escrita. Admira-me como por vezes chego a ter pena de um monstro.
Os fidalgos há muito que não têm criados, sabes bem isso, John.
Abraço