Onde isto já vai


Pedro Correia,

Até a opinião de Miguel Paes do Amaral, censor do passado, serve para ‘compreender’ ou justificar a censura do presente. Vale tudo.

8 comentários em “Onde isto já vai”

  1. Eu também citei Paes do Amaral, Pedro, e não me sinto nada arrependido de o ter feito. Como já te expliquei, uma citação é apenas isso e nada mais.
    Quando os jornais fazem citações ( e até têm uns espaços especiais para isso), não significa que quem as escolhe se identifique com quem as proferiu.
    Tenho a certeza que quando citas Estaline, ou Hitler, em defesa dos teus argumentos, também não estás a dizer que te identificas com eles.
    Para mim, o empolamento do tema MMG está encerrado (por agora), mas isso não quer dizer que não continue a defender que aquilo era um jornal que devia envergonhar qualquer jornalista. E envergonha muitos, como já tenho lido por aí, mas me tenho abstido de citar.
    Quanto ao atentado à liberdade de expressão e a corrente de solidariedade, creio que o João Marcelino já escreveu tudo no sábado. Só lhe faltou falar da falta de liberdade de expressão que havia dentro da TVI. Muita gente a conhecia, mas todos se calavam, porque a única liberdade era a imposta pelo casal Moniz .
    Desde que ele saiu se conhecia o destino de MMG. O resto é aproveitamento político e tentativa de atirar poeira para os olhos.

    1. Ninguém escreveu tudo sobre o caso, Carlos. Enquanto não se souber de quem partiu a ordem de encerramento e porquê – todos os protagonistas têm negado, de Juan Luis Cebrián a Bernardo Bairrão, passando por Miguel Gil – o assunto permanece na ordem do dia. Espero que a ERC proceda rapidamente a todas as averiguações sobre este lamentável caso, que está ferido de ilegalidade, como disse Francisco Louçã no debate de ontem, e muito bem. É isso, e só isso, que tenho aqui defendido desde o primeiro dia. Não devemos pactuar com ilegalidades, tenham elas origem em Lisboa ou em Madrid.

      1. Exacto. É isso e apenas isso. E é bom que a ERC chegue depressa a uma conclusão, que o caso não tem malas pretas e nem desvio de fundos, nem fugas ao Fisco e nem ‘luvas’.

  2. É Pedro parece que sim, que vale tudo, no amor como na guerra. Eu, depois de ter ouvido o grande arauto das liberdades democráticas, o parlamentar que mais faltas deu em toda a legislatura, considerado por esse facto, dentro do seu próprio partido, como indigno de ser deputado, dizer sem se rir, em declaração solene sobre este tema que “Portugal e a democracia estão de luto”, também me parece que vale mesmo tudo.

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