Jorge Carreira Maia, no seu blogue Kyrie Eleison, escreve:
Les partisans de Hollande convergent vers la Bastille pour célébrer la défaite de Sarkozy. Título cruel este do Le Monde. Os partidários de Hollande não vão celebrar a vitória deste mas a derrota de Sarkozy. Isto diz tudo sobre as eleições francesas. A vitória de Hollande não representa qualquer tipo de esperança numa inversão das coisas, mas um suspiro de alívio. A democracia resume-se, hoje em dia, a um exercício ocioso de punição daqueles que ocupam o poder. Como há muito salientou Norbert Elias, a unidade de sobrevivência – isto é, o espaço onde se decide a nossa vida – é planetário, mas as eleições e a democracia jogam-se ao nível dos particularismos do Estado-Nação. É simpático ver a penalização de um jogral como Sarkozy, mas a França não conta para quase nada e Hollande apenas ganhou o direito de ser vexado na próxima eleição.
