«As restrições colocam as entidades públicas a trabalhar abaixo das suas possibilidades de produção, o que significa que oferecem aos cidadãos e às empresas serviços de pior qualidade (ou em menor quantidade) do que seria possível com as dotações orçamentais aprovadas pela Assembleia da República. A fonte para esta ineficácia encontra-se em determinados artigos da lei orçamental que se repetem acriticamente há demasiados anos. O período de inflação que Portugal está a atravessar piora a situação no caso das aquisições de serviços, já que os gestores apenas têm autonomia para decidir desde que a despesa em 2023 seja nominalmente igual à do ano de 2022 acrescida de 2%. Para muitos organismos, o limite chega a ser a despesa nominal paga num longínquo ano da década passada acrescida de 2%.»
Do relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental da Assembleia da República, sobre a proposta do OE
(sublinhados meus)

já ninguém sabe o que são fontes: só conhecem torneiras bibliográficas.
a inflação não é culpa de guerra, mas esta não se defende por falta de contraditório
os pulhíticos arranjam sempre um ‘bode expiatório’, porque cabrão é ordinário
e nunca interferem onde não deviam
crise a palavra que mais lhes ouvi
Nada que uns ajustes directos (pouco) abaixo do limite legal não resolvam, respaldados obviamente em cativações.
A mesma unidade técnica que grita que as despesas do Estado não podem aumentar e que os impostos são muito altos, queixa-se que os organismos públicos não têm dinheiro para fazer o seu trabalho.
O próximo relatório vai ser uma demonstração de que se podem fazer omoletas sem ovos.
Se se limitasse a verificar se as contas estavam corretas, esta UTAO era muito útil. Assim é um papagaio que repete sempre as mesmas coisas sem ter de se preocupar em ser coerente. Parece que estamos a ver alguém recitar a Bíblia do economicamente correto.
Leu mal.
O sério reparo que aqui se faz relaciona-se com as chamadas “cativações” – eufemismo que significa congelamento efectivo das despesas já orçamentadas. Nada tem a ver com receitas fiscais nem com “aumento da despesa”.
Sem as cativações não se cumpriam as sacrossantas metas do défice.
A nossa direita tem de se decidir: ou quer sol na eira, ou quer chuva no nabal, as duas não dá.
Um problema da direita tradicional é não compreende que o seu discurso de tão incoerente soa a falso. Por isso são preteridos pelos trauliteiros, estes ao menos têm um discurso simples (idiota, mas simples).
A UTAO, neste momento não passa de uma caixa de ressonância das políticas económicas dominantes na UE. Se o orçamento está conforme os cânones é bom e vai resultar, se não, é mau e vai falhar. O facto das previsões de falhanço da UTAO darem sempre o mesmo resultado: demasiado otimistas se o governo for de direita, demasiado pessimistas se for de esquerda, não parece incomodar ninguém lá dentro.
Blablablá de clubite aguda. Direita, direita, direita, esquerda, esquerda, esquerda. Parece linguagem de parada militar.
Gente incapaz de emitir duas ideias seguidas sem os chavões da praxe a funcionarem como bengala.
Não tenho a menor paciência para discursos deste género. Nem é possível debater seja o que for com gente assim.
Não é por deixar de debater que estas análises da UTAO passam a fazer sentido.
Ou que os mesmos que há dez anos diziam que eramos o país da Europa, quiçá do Mundo, com mais professores e mais médicos por habitante são os mesmos que hoje se insurgem porque não há professores e médicos em número suficiente. Isto é só um exemplo, existem muitos,
Fugiu-lhe a escrita para a verdade, o seu mestre disse que não, inclusivé disse que se estava a virar a página da austeridade.
Você admite então que os orçamentos aprovados foram manobras (esquemas) há partida viciados para servir alguns (muitos) instalados no sistema mas pronto a honestidade nunca foi o vosso ponto forte, tal como a de muitos outros digo eu.
O orçamento é um plano mirabolante assente em pressupostos que este (e outros) governos não controlam (nem querem controlar).
Este (e outros) governo têm como função administrar da melhor forma os recursos que lhe são postos há disposição pela colecta de impostos (taxas e taxinhas) pela AT que é segundo se sabe um dos ramos mais eficazes da administração pública não criando mais encargos aos cidadãos, ou seja deveria ser política deste governo baixar, sempre que possível os impostos todos os anos ou pelo menos não aumentar a divida publica nominal.
Hoje o estado (o PS) comportam-se como se não houvesse amanhã, nos gastos sendo que na maioria das vezes não se coibem de fazer promessas que nunca levam há prática esperando que as pessoas esqueçam ou então que caia um maná da UE para as efectivarem.
Em SETE anos este governo não fez uma única reforma em qualquer serviço publico supostamente suportado por impostos nomeadamente na Saúde, Educação, Segurança, registando-se um cada vez pior serviço que tem levado a inúmeras situações muito graves nestes domínios que nem no tempo da Troika aconteciam.
Se como se diz a despesa permitida por serviço apenas pode aumentar 2% isto significa que mais vale governar em duodécimos pois esse aumento não se afigura em face das circunstâncias como real.
É óbvio para qualquer pessoa minimamente desprendida de ideologias e com inteligência que este governo para se manter e ir mantendo recorrerá sempre a esquemas que lhe permitam ampliar a sua base eleitoral. No fundo o socialismo em prática que é aumentar a classe de dependentes do estado para que a situação se mantenha.
O esquema das pensões é que foi bem amanhado não haja dúvida e conforme este, outros de que só nos apercebemos na hora de pagar ou ficar sem o serviço.
P.S. – Este governo já nacionalizou mais empresas do que os governos do 44.