
Alguém lá no palacete de São Bento, onde funciona a residência oficial do primeiro-ministro, devia oferecer um GPS a António Costa.
Veio ele dizer agora, em entrevista ao jornal catalão La Vanguardia, que não haverá qualquer problema com festejos de rua nos jogos da fase final da Liga dos Campeões, que irão disputar-se na capital portuguesa, pois o “dever cívico de recolhimento” imposto a 19 freguesias da Área Metropolitana de Lisboa, no âmbito do estado de calamidade que ainda aqui vigora, não abrange o centro da cidade, onde se situam o estádio José Alvalade e o estádio da Luz.
«Não se trata de Lisboa, mas apenas de alguns bairros pertencentes a municípios vizinhos», declarou Costa nesta entrevista. Dizendo, categórico e taxativo: «Não existe nenhuma relação com o centro da cidade de Lisboa, onde se celebrará [a Liga dos Campeões].»
Há aqui uma óbvia fuga à verdade – eufemismo próprio dos editorialistas da imprensa portuguesa como alternativa ao substantivo mentira quando visam governantes.
Costa parece ignorar que Lisboa é um dos concelhos abrangidos pelas mais recentes medidas de confinamento impostas pela necessidade de conter a expansão do Covid-19, estando representada nesta lista nada lisonjeira pela freguesia de Santa Clara, que abrange as antigas freguesias da Ameixoeira e da Charneca do Lumiar.
Vamos lá medir distâncias. Apenas 3,6 km separam a Ameixoeira do Campo Grande, onde irão disputar-se alguns dos jogos. Até dá para ir a pé.
Mesmo várias freguesias de concelhos vizinhos agora abrangidos pelas medidas especiais de contenção estão a curtíssima distância daqueles estádios. Seguem-se alguns exemplos: vai-se de Odivelas a Carnide, onde se disputarão outros desafios, em apenas 2,8 km; o trajecto de Camarate (Loures) ao Campo Grande esgota-se em 5,3 km; basta percorrer 2,4 km para chegar da Venda Nova (Amadora) a Benfica; e vai-se de Moscavide (Loures) ao Campo Grande em escassos 5,7 km.
Serve isto para demonstrar que o chefe do Governo, nesta entrevista destinada a conter danos junto dos espanhóis após uma notícia com destaque de primeira página no conceituado El País que aludia a três milhões de lisboetas novamente confinados, respondeu à falsidade com informações inexactas (outro eufemismo).
Serve também para confirmar que necessita com urgência de um GPS. Um dos seus assessores deveria encarregar-se disso já no próximo dia 17, quando Costa soprar as velas do bolo de aniversário. As melhores prendas são sempre aquelas que se tornam úteis.

GPS (Grande PS).
Isso dá vergonha na cara? Se for isso, prenda útil, caso contrário, serve tanto como uma viola num funeral.
Gosta mesmo de andar a pé !!!
Simplesmente devido ao covid não devia de haver jogos e ponto final.
Os Espanhóis que raio de exemplo foi buscar, então eles que andam a mentir ou a omitir os números de covid.
Isto é a casa da mariquinhas eles fazem o querem e os outros que se lixem…
Nos Hospitais os doentes não podem ter visitas e até morrem mais depressa com sentido de abandono, os velórios não querem mais de 10 pessoas ou 20, o caixão
tem que ir fechado, com os mortos dentro de um saco de plástico.
Para uns tudo,para outros não há direitos.
Merda de democracia, sempre agachada aos interesses do dinheiro.
Pois hoje digo!!! Nunca mais verei a merda de um jogo de futebol, pois já mete nojo, tudo o que o futebol representa.
Sim, gosto de andar a pé. E de futebol. E da democracia.
Detesto ditaduras.
Este António Costa e toda esta malta da política com responsabilidades(incluindo todos os partidos), andam a brincar com isto tudo, espero sinceramente que a coisa corra bem, por todos nós,mas aqui há coisas que não batem certo, com tanto poço de contradições.
Carlinhos
Redacção sem erros ortográficos, menino Carlinhos. Muito bem.
Para quê? O homem que acha que os antibióticos servem para combater vírus, dificilmente saberá para que serve um GPS 🙂
Nem ele sabia nem quem estava a entrevistá-lo. Deve ser a isto que alguns chamaram iliteracia.
Ou uma bússula nova. A que ele tem só aponta para o desnorte.
Talvez vá lá com sinais de fumo.
Nah… ele não liga ao fumo… nem ao fogo.
Fogo, só para cozinhar cataplana de peixe no programa da Cristina.
Governo afirma que não há sobrelotação nos comboios da CP
Pedro Nuno Santos explicou que “mesmo que algumas imagens possam transmitir que temos comboios sobrelotados, a verdade é que o número de lotação dos comboios está muito abaixo do 1/3 em média, com poucos comboios perto dos 2/3”.
Está dito, está dito, e é verdade.
Há politicos que chegam a ministros sem nunca terem deixado de ser secretários de Estado.
É o caso.
Acredito que para essas estimativas tenham entrado os dados da linha ferroviário do Baixo Alentejo
(O que resta dela, coitada…)
Para a contabilidade devem entrar também as composições encostadas por falta de manutenção. Por falar nisso, nunca mais houve notícias sobre o assunto. Devem estar a ganhar musgo.
Não estão encostadas, estão confinadas.
Estão em quarentena. Eterna.
Algumas já são só sucata, embora ainda não saibam.
Creio ter visto o ministro dizer (vi as notícias sem grande atenção) que noutros países deviam aprender connosco a negociar. Ao que parece compramos sucata ao preço da chuva – um milhão – e com mais sete milhões a recuperá-la vamos resolver imensos problemas da ferrovia fora das áreas metropolitanas. Fiquei logo muito mais descansada e orgulhosa do rasgo dos nossos governantes.
É caso para isso, claro. Eu também estou entusiasmadíssimo com estes governantes, como se percebe pelo boneco que se segue.
Faz bem. Como se diz cá em cima: há-que ‘não dar cunfias’ a essa gente.
Várias das intervenções de António Costa sobre o Covid parecem ter saído dos manuais de Mohammed Saeed Al-Sahhaf.
Demonstração prática de “multiculturallismo”.
Inenarável
E, no entanto, imarcescível.
pois.
Se António Costa não conhece bem a cidade onde nasceu, vive e na qual foi Presidente de Câmara, podemos esperar sentados até que conheça o País e esteja preparado para resolver os nossos problemas.
Quanto a isso, não tenhamos dúvidas: ele conhece bem a cidade. Não foi por ignorância que “faltou à verdade” e ao rigor nesta entrevista ao jornal catalão.
Felicitar Pedro Correia por não o tratar como PM.
Ele é que merece ser soprado no aniversário das aldrabices.
Não alimente ilusões: resta-lhe muito fôlego para soprar as 59 velas.
E, se faltasse, pedia ajuda ao “líder da oposição”, que logo se prestaria a isso.
Não fosse o caso deste rectângulo não interessar nem ao menino Jesus, este seria parodiado diariamente nos telejornais de Espanha ou do Brasil com as barbaridades dos nossos queridos lideres.
Aos espanhóis e brasileiros não faltam políticos para serem parodiados.
Pelo menos ocupam-se com aqueles que realmente interessam