O voto do PAN.


Luís Menezes Leitão,

Se há coisa que não consigo perceber, é porque é que António Costa, no seu afã de arranjar acordos com todos os partidos à esquerda, incluindo com o PEV, não fez acordo com o PAN. Só precisava de mais um acto de assinatura à hora do almoço, que não deveria custar muito e tinha assegurado mais um ingrediente imprescindível para esta salada russa que apresentou aos portugueses.

 

Quando eu ouvi, em pleno debate da moção de rejeição, o rapaz a questionar Passos Coelho sobre os transgénicos e os espectáculos tauromáticos, para depois votar a rejeição do governo, fiquei convencido de que estamos perante um autêntico génio político. E especialmente com a declaração de que não votou contra um governo de direita, mas contra um programa contrário aos princípios do seu partido. De facto, hoje o que se viu em São Bento foi uma verdadeira pega de caras.

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0 comentários em “O voto do PAN.”

  1. Eu pensei que tinha sido o PAN e não António Costa a declinar o acordo. Se fosse um partido com algumas pretensões de se posicionar na sociedade portuguesa com alguma credibilidade — e uma vez que o seu único voto não faria nenhuma diferença nas moções de rejeição —, um político com um mínimo de visão, que seja independente e que não pretenda estar colado aos outros partidos de causas, teria preferido abster-se.

    Marcava assim um belo ponto junto dos seus eleitores, provavelmente ganhando mais alguns.

    Mas não. Afinal parece que é mais um movimento encapotado. Se não consegue separar-se da barriga da qual nasceu acabará por ser re-absorvido mais tarde ou mais cedo. Os eleitores decerto, já o esqueceram.

  2. Gosto do fraturante…

    Ele propõe que quem tenha animais de estimação em casa usufrua de desconto no IRS…
    Para, quem como eu, tem 3 gatos 2 cachorros, 4 periquitos, vinha mesmo a calhar.

    1. Que as despesas veterinárias possam ser dedutíveis concordo (até porque usam os mesmos recursos clínicos que os outros médicos) mas pagar despesas domésticas e os biscoitos e a comida do peixinho acho perfeitamente idiota.

      Esse é o problema destes tolinhos das causas: exageram sempre e passam do bom-senso ao ridículo (quando não ao fanatismo quase islâmico — o fanatismo deles, aliás, abre caminho para este outro muito mais perigoso, que se aproveita bem disso)

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