O valor dos argumentos


Diogo Novo,

Sou, sempre fui, favorável à despenalização da interrupção voluntária da gravidez. Porém, discordâncias à parte, tenho de aplaudir o João Pedro Pimenta pela forma como responde aos talibãs do komentariado nacional que, nesta e noutras matérias, procuram fazer da ética um argumento de disciplina (e de imposição) em detrimento de um debate são, sério e democrático. 

0 comentários em “O valor dos argumentos”

  1. Em questões de vida e moral os argumentos que contam são mais emocionais, que racionais. Os nazis tentaram alicerçar uma ética de vida numa base racional. O resultado foi uma matança científica. (porque não matar velhos que são uma fonte de despesa para o estado? Porque não esterilizar deficientes se não poderão eles educar convenientemente os seus filhos? Porque não responsabilizar os gordos de serem gordos e todas as doenças secundárias à obesidade serem pagas pelos próprios e não pelo SNS? E o mesmo para os fumadores? E o mesmo para os acidentados que não cumprem limites de velocidade?). A moral, os valores, não se discutem usando a Razão. É penoso assistir a um debate desse género

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