PCP e Bloco de Esquerda recusaram qualquer encontro com a delegação europeia composta por membros do Fundo Monetário Internacional, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu que se encontra em Lisboa a avaliar as condições do resgate financeiro a Portugal. Ao contrário do que fizeram os restantes partidos parlamentares, as associações patronais, as confederações sindicais (incluindo a CGTP-Intersindical) e diversas personalidades, como Boaventura Sousa Santos, coordenador do Observatório da Justiça. Os dois partidos da esquerda radical portuguesa perderam uma oportunidade irrepetível de dizer olhos nos olhos, cara a cara, tudo quanto pensam destes técnicos financeiros e quais as soluções que preconizam para retirar Portugal da situação de quase bancarrota em que vivemos, com o colapso iminente das finanças públicas. Agiram ambos sem qualquer sentido de responsabilidade, preocupados apenas em garantir a habitual vozearia de rua e de telejornal.
Que o PCP assim proceda, é normal. Os comunistas portugueses sempre foram profundamente eurocépticos, combateram desde o início a integração de Portugal na CEE, contestaram Maastricht, a diluição das fronteiras, a transferência de competências para a Comissão Europeia e a adopção da moeda única. São internacionalistas de cartilha mas profundamente nacionalistas na prática, utilizando uma retórica semelhante à dos partidos da direita populista e xenófoba que também não quer “os estrangeiros” a perturbar a sacrossanta “soberania nacional”: ainda há dias um dirigente comunista comparava, no Avante!, qualquer político português que dialogue com o FMI a uma “espécie de Miguel de Vasconcelos dos dias de hoje”.
Quando o BE procede exactamente como o PCP, pelo contrário, está a trair o espírito de cidadania europeia que parecia animá-lo desde a fundação, no final da década de 90: uma das principais diferenças programáticas entre comunistas e bloquistas residia na relação com a Europa. Mas também aqui o Bloco tem vindo a tropeçar no próprio pé – na sequência da fracassada tentativa de apropriação da candidatura presidencial de Manuel Alegre e do monumental tiro de pólvora seca que foi a moção de censura apresentada em Fevereiro contra o Governo socialista. O Bloco, que devia assumir-se como o parceiro de coligação natural com o PS para possibilitar maiorias parlamentares de esquerda, segue afinal uma estratégia de bunker, decalcada do PCP, que se esgota na gritaria contra todos os governos sem ter jamais a pretensão de influenciar qualquer solução governativa: ser um partido de protesto é quanto lhe basta.
A última coisa de que o sistema português precisa é de um segundo partido comunista, apenas um pouco mais citadino e com vestuário de marca. Se for por essa via, o Bloco torna-se um partido inútil – e não admira que as sondagens estejam a castigá-lo. Convém recordar que o PCP já tem um apêndice – o dito partido Os Verdes, que merece figurar no Guinness Book por existir há quase 30 anos sem nunca ter concorrido isoladamente a uma eleição. Por mim, confesso, custar-me-ia ver um dia Francisco Louçã e Luís Fazenda no lugar de Heloísa Apolónia a trautear o hino da CDU.


“A última coisa de que o sistema português precisa é de um segundo partido comunista, apenas um pouco mais citadino e com vestuário de marca. Se for por essa via, o Bloco torna-se um partido inútil”
O que não falta é gente a querer tornar o movimento em que tenho votado – o BE – num partido “útil”. Manuel Alegre também é um sujeito “útil”. Há realmente muita “utilidade” em piscar o olho a quem subscreve uma visão anti-capitalista do mundo: ganhar na aritmética eleitoral, num jogo viciado em que quem vence sempre é a burguesia que detém o poder económico, numa versão um pouco(chinho) mais i-sofisticada que a sociedade do século XIX.
Pode ser que ache o BE mais útil assim aconchegadinho à sombra do PCP, decalcando-o, como faz o PEV. Não lhe gabo o gosto.
Deve o BE aproximar-se então da família do PS (e já agora do PSD, cuja diferença são apenas as moscas) depois do falhanço da terceira via, e da quarta e da quinta, com todas as suas desregulações, privatizações? Deve o BE chegar-se para as bandas do PS a troco de umas pastitas de ministério, estando em minoria e sem poder para desencadear o que quer que se assemelhe a um programa minimamente radical? (I.e. assumir a pasta do ministério do Trabalho e mesmo das Finanças sem poder dar mais poder aos trabalhadores ou democratizar minimamente a economia?)
Para quê, caro Pedro Correia?
Para mim, e para todos os socialistas no significado clássico da palavra, por isso anti-capitalistas, mais vale resistir, captar descontentamento e formar ideologicamente as massas para rejeitarem o capitalismo. Para nós, tão inimigo é o CDS como o PS, que mais não são que fantoches “úteis”, como disse no comentário anterior, a uma burguesia proporcionalmente tão abastada como a do século XIX.
À sombra não diria, mas numa coligação alargada em que se inclua também a CDU, seremos muito mais úteis a cavar trincheiras na luta de classes que queremos ver ganhas. Isso sim, seria “útil” numa lógica de longo-prazo, coisa que não acontece na fantochada de “democracia” que acontece de 4 em 4 anos ou quando o parlamento se dissolve ao sabor das crises cíclicas de um capitalismo que não serve a Humanidade, a não ser a humanidade de uns jornalistas-mercadorias, uns mais inteligentes e “úteis” – novamente, à burguesia que detém os meios de comunicação social – que outros. Sim, já acabei de vomitar, vou jantar novamente lagostas com caviar.
Não sei qual a vantagem para o Bloco de se aproximar (ainda mais) de um partido que defende as ditaduras cubana e norte-coreana, é contra a construção europeia, ainda suspira de saudades pelo escudo e tem um discurso em defesa da «soberania nacional semelhante ao da direita populista trans-europeia. Você revê-se neste ideário?
O BE ou vai por aí ou escolhe a via que foi trilhada pelos Verdes alemães, que se assumiram como um parceiro de esquerda dos sociais-democratas. Os resultados estão à vista: hoje, em certos estados, já são a primeira força política à esquerda.
Em tempos existiu no palavreado socialista um certo “socialismo ou barbárie”, o Pedro Correia esforça-se por ser do clube “capitalismo ou barbárie”, isto é, é-se logo pelas paradas militares da coreia ou coisa que o valha. Não agite esse papão se quer ter uma conversa séria entre adultos, rogo-lhe.
De resto, os verdes alemães não têm ideologia para lá do ambientalismo, ao contrário do que é por exemplo o grupo em que o BE e o PCP se integram no parlamento europeu (“esquerda unitária/esquerda verde”). Para mim, ambientalismo fora do eco-socialismo é meio caminho andado para não entender que foi precisamente o modo de produção capitalista a causa de a humanidade não ter aberto caminhos fora da predação ambiental.
Papão, papão, nem é necessário referir os países com ditaduras comunistas que o PCP apoia, j
a é o papão que nunca deixou de ser pró-soviético. Ser-se comunista depois da Hungria e Checoslováquia só por ingenuidade ou perversão. E deixemos o Estalinismo e os redskins de fora.
Os verdes alemães “não têm ideologia para lá do ambientalismo”, diz você. E o Bloco tem ideologia? O crivo crítico que você utiliza para analisar a política alemã pelos vistos desaparece quando analisa a política portuguesa. Qual é a “ideologia” de um partido que não é bem um partido mas uma ‘frente’ aglutinadora de trotsquistas, ex-maoístas, ex-militantes do PCP, “verdadeiros” sociais-democratas e sei lá que mais?
Quanto à Coreia do Norte, não estou a agitar papão nenhum. O PCP é um ‘partido irmão’ do partido único que governa há mais de 60 anos a Coreia totalitária. Infelizmente para os coreanos, não se trata de nenhum cenário virtual: a ditadura é bem real. Falar em ‘unidade’ à esquerda do PS ignorando esta realidade é uma falácia.
Veja o post no Esquerda Republicana – um blog que julgo mais afecto ao PS que outra coisa – http://esquerda-republicana.blogspot.com/2 011/04/porque-pretendo-votar-be.html.
Nos comentários, o autor escreve “As posições que tenho visto o BE a defender face à Europa parecem-me geralmente razoáveis e justas. Reforço da democracia através da defesa do aumento dos poderes do Parlamento Europeu face ao conselho e à comissão; apelo a um orçamento comunitário digno desse nome como contrapartida para o mercado comum; defesa da possibilidade de harmonização fiscal; defesa de um combate comum aos paraísos fiscais, etc.”
O PCP por seu lado não suspira pelo escudo mas alertou e bem para o que seria a nossa entrada para o Euro e previu bem as consequências de estarmos numa moeda demasiado forte. Fora dos sectores anti-capitalistas houve talvez um ou dois economistas que ficaram do lado do PCP nesta questão. Quanto ao resto, PCP e BE, anarquistas e socialistas internacionalistas em geral, vêem o seu projecto como realizável apenas à escala global ou se tomar conta pelo menos dos países mais ricos (sem esquecer a imensa riqueza que as burguesias esconderam em offshores). Daí que eu, que me considero mais libertário do que outra coisa, ainda que vote no BE, entendo que a curto-prazo seja necessário que os Estados desempenhem um papel activo pelo menos na expropriação dos grandes grupos económicos, muito embora gostasse de ver os trabalhadores organizados independentemente do Estado.
Isto é tudo muito complicado para cabecinhas que vêem liberdade vs coreia do norte, bem sei.
Liberdade ‘vs’ Coreia do Norte, sim. E Vietname. E Cuba. E China. Os países que servem de modelo real ao PCP, como resulta de sucessivas ‘teses’ aprovadas em sucessivos congressos deste partido. Que ainda hoje suspira pelo escudo, como é sabido.
É com este partido profundamente eurocéptico e nostálgico do famigerado ‘socialismo real’ que o BE “europeísta” pretende coligar-se?
Cá para mim esse receito – agitar o papão comuna – mostrado pelos militantes do PS como pelos jornalistas da sociedade civil, é relativo ao case study do Fianna Fail irlandês, que passou a ser insignificante (de 60 para 15% é um tombo gigante, não?). As sondagens não o mostram abertamente, mas há muita indecisão e ela irá desembocar ou numa abstenção histórica ou, quem sabe, nalguma surpresa eleitoral.
Repare, nem milito no BE nem sequer dou valor à democracia parlamentar burguesa MAS costumo votar e acho que uma aliança a curto prazo do BE e do PCP poderiam captar muito descontentamento de gente apolitizada que pode passar a militar ou pelo menos ser activa na sociedade civil, independentemente da cor das cuecas que veste Kim il-Sung. Importa ganhar consciência de classe e perceber que o capitalismo se tem dado muito, muito mal ultimamente.
O BE está a milhas do PS. E está a milhas do PCP, mas muito menos milhas que no primeiro caso. Hoje o euro já não faz sentido sem reestruturação da UE – criação de eurobonds e de um orçamento comum – e isto são políticas em que o PCP e o BE convergem. E nas causas também: o falhanço estrutural do capitalismo. Amén.
Pois. «O falhanço estrutural do capitalismo». Vá explicar isso aos norte-coreanos: eles bem sabem, espreitando como podem para a Coreia do Sul, como o capitalismo está a “falhar”. Explique isso aos cubanos, que acabam de abrir o sistema timidamente à iniciativa privada: pergunte-lhes se é o capitalismo ou o ‘socialismo de Estado’ que que ali está a falhar em toda a linha.
Quando invocamos modelos, você e mais alguns são incapazes de dizer quais são afinal os vossos. O que sugerem como alternativa? É a China «socialista», que baseia todo o sistema na mão-de-obra escrava e na ausência quase total de direitos laborais, começando pelo direito à greve? É o regime plutocrático angolano? É o «socialismo» pan-arábico de Kadhafi e Assad? É a Venezuela do camarada Chávez, única economia em recessão na América Latina apesar dos petrodólares?
Curioso, Cuba e a Coreia do Norte servem para demonstrar o falhanço do socialismo, mas o Haiti e a Etiópia não servem para mostrar o falhanço do capitalismo.
O “sistema” de que você fala é algo complexo e não fechado. Por exemplo, o “sistema” norte-americano ou o alemão não são “apenas” relativos a esses países, ou então o FMI não andava em digressão durante décadas a obrigar os países mais pobres a consolidar para os credores – a banca dos países mais ricos – verem garantidos os seus investimentos (não vivemos num mercado livre, onde os bancos teriam de enfrentar o facto de os seus investimentos terem risco, e em 2007 o “sistema” – aqui sim, global – se teria desfeito como um castelo de cartas. Ao invés, a classe trabalhadora de todo o mundo terá de arcar com as consequências…). É isso, meu caro, a prosperidade dos países mais ricos sempre se deveu em parte ao empobrecimento dos países mais pobres, daí que não valha a pena “mascarar” a nação como se de um “sistema” hermeticamente fechado se tratasse.
E quanto à China, estou-me a cagar para ela, pelos vistos ao contrário dos EUA e mesmo de Portugal, que lhe vendem dívida pública apesar de encherem a boca nos chamados direitos humanos.
E enquanto estamos aqui a trocar impressões nesta caixa de comentários Portugal (nós, os contribuintes) já teve de pagar mais uns 200 milhões só em juros pela colossal dívida externa que engrossou nos últimos anos. Claro que, no plano teórico, existe sempre uma alternativa: proclamar que «não pagamos» e regressar ao bom velho escudo. Faltaria então saber quem iria pagar os 800 mil salários da administração pública já em Junho (o ministro das Finanças ‘dixit’) e como se pagariam em triplicado – a partir da reconversão dos euros em escudos – as monumentais dívidas assumidas tanto pelo estado como pelos particulares.
É muito bonito discorrer sobre modelos teóricos alternativos e etcetra e tal. Mas nunca quando se está com a corda na garganta, como é o caso.
Excelente post : Pelo título; Pela perspectiva que coloca; Pela informação e apelos à memória. Tem toda a razão, “os dois partidos da esquerda radical portuguesa perderam uma oportunidade irrepetível de dizer olhos nos olhos, cara a cara, tudo quanto pensam destes técnicos financeiros e quais as soluções que preconizam para retirar Portugal da situação de quase bancarrota em que vivemos, com o colapso iminente das finanças públicas”. Até acho que eles poderiam ter arrepiado caminho. Deviam ter ido à Grécia e dizer olhos nos olhos “técnicos financeiros” (não há muita gente a chamar-lhes assim…) que não repitam aqui o que forçaram lá. Mas deixe meu caro, não deixaremos de lhes imputar tão relevantes ausências, nem tão consequentes omissões…
Do PCP, não é de esperar nada de diferente: há 35 anos que permanece na oposição a todos os governos, sem fazer distinções de qualquer espécie. Porque todos, dizem eles, fazem ‘políticas de direita’. Para os comunistas, ‘política de direita’ é toda quanto não é a do PCP. Já do BE esperava-se autonomia estratégica em relação aos comunistas, o que não tem acontecido ultimamente. O BE está cada vez mais a assumir-se como um PCP (2). Não sei o que os bloquistas ganharão com isso. A política portuguesa não ganha nada, evidentemente.
Políticas de direita são por exemplo as privatizações, que aconteceram mais em governos de esquerda (PS) do que nos governos do PSD. Realmente, tudo o que não seja PCP ou BE, tem sido direita, há alguma dúvida?
Ter um estado-empresário é «de esquerda»? Então porque não «nacionalizar» as cervejeiras, as empresas produtoras de sabonetes e até algumas barbearias, como se fez na vaga hiper-nacionalizadora de 1975? Faz-me sempre confusão ver a «esquerda» como sinónimo de estado centralista e omnipotente, produtor de bens económicos, e não meramente regulador, asfixiando a sociedade civil, como se os cidadãos fossem débeis mentais. Ser de «esquerda», para mim, é o contrário disso.
Para que é que o PCP e o BE hão-de dizer aos economistas do FMI para não repetirem cá o que fizeram na Grécia? Lembre-se que estamos em tempo de eleições e o PS só tem a ganhar votos ao mostrar-se de esquerda (outra vez, depois de 30 e tantos anos de “democracia”): o PS que faça esse papel.
Mandaria a mais elementar coragem política que o BE e o PCP dissessem cara a cara aquilo que pensam aos representantes do FMI e do BCE que se encontra em Lisboa. De resto, como deve saber, foi isso que fez a CGTP. Como elogiar a atitude de Louçã e não criticar ao mesmo tempo o que fizeram Carvalho da Silva ou Boaventura Sousa Santos – nenhum deles ‘de direita’ – que participaram nesses encontros?
Não me tenho identificado muito com Louçã ultimamente mas penso que o artigo que ele publicou no esquerda.net na altura é realmente acertado. Não vale a pena fazer de conta – para inglês ver no telejornal que é a dose diária da fantochada do nosso mundo mediatizado – que o FMI ouve quem quer que seja. Que se foda o FMI e as pseudo-negociações. Já sabemos ao que vem, e não queremos disso, obrigado, passem bem sem fazerem de conta que nos ouvem.
Os seus argumentos são de uma acutilância política espantosa. Além da elevação que revelam. Já estou a imaginar a Europa inteira a tremer perante argumentos desses.
Com vestuário de Marca, mas mal vestido.
Ainda não vi nenhum politico de esquerda que vista melhor que o Camarada Jerónimo e Cunhal.
Álvaro Cunhal, de facto, vestia bem – mas suponho que não ligava muito a marcas.
HI HI HI HI HI HI
Só para rir valeu a pena vir aqui.
Além de ser um homem bonito.
Tanto que o nosso povo virá a sofrer nos próximos anos, uma geração, para sermos optimistas, e neste tempo a necessidade de mudar tanta coisa na nossa sociedade civil, começando pelo político, que tem demasiado protagonismo na sociedade portuguesa, enquanto os cidadãos cada vez mais, se abstêm de intervir. É preciso uma mudança de fundo, porque muito da crise que estamos a viver deve-se à crise de valores que foi grassando, e que ainda grassa, em Portugal.
Exactamente, Helena: é urgente uma mudança de fundo. Mas uma condição indispensável para haver essa mudança é fazermos um diagnóstico exacto dos nossos problemas. Para que os erros não se repitam.
Tenho dificuldade em entender que o único defensor do BE que até agora aqui apareceu seja “anónimo”!!!Será que ainda está na clandestinidade? É claro para mim que o BE, apesar do que apregoou na sua génese, é um Partido Comunista. Staline mandou assassinar Trosky por questões de poder e não por questões ideológicas. Louçã e todo o seu grupo mantêm-se na 4ª Internacional. A UDP mantem-se fiel ao estalinismo. O BE integrará a CDU dentro em pouco, verão…Em todo o caso continua a ser para mim um mistério, serem contra a UE e contra o Euro, mas concorrerem ao Parlamento Europeu e terem lá deputados. Se nem com os seus emissários falam, o que é legítimo, porque mantêm os deputados? Seria, no entanto, mais honesto defenderem abertamente a Revolução Socialista e a Ditadura do Proletariado em vez de enganarem o povo afirmando-se de democratas, mas enfim…o povo também tem de saber escolher!
tem aqui a opinião de miguel portas, muito bem fundamentada também. sempre se pode recusar a ler porque miguel portas foi do pcp e por isso deve ser estalinista, apoia a coreia do norte e isso tudo.
http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.c om/2011/04/sobre-reuniao-que-nao-houve.h tml
Eu também tenho sempre muita dificuldade em entender por que motivo há tanta gente anónima a debater nas caixas de comentários. Como se Portugal fosse a Coreia do Norte.
Tenho ainda mais dificuldade em imaginar uma coligação entre um partido que considera que a China é uma democracia e um partido que considera que a China é uma ditadura, entre um partido que suspira pelo regresso do escudo e um partido que aplaudiu a chegada do euro, entre um partido que se diz europeísta e um partido que é profundamente eurocéptico.