
(Postal de 3.7.2021)
“Jovem segura sombrinha para que o Secretário de Estado Galamba não apanhe sol na moleirinha.”, ironiza Rui Rocha.
Galamba está no poder – e numa posição importante – devido aos seus intensos serviços de propaganda socratista, muitos deles cumpridos no blog colectivo Jugular, constituído por radicais socratistas e do qual emanou (foi a Professora Palmira Silva que o instruiu) um blog anónimo remunerado de contra-informação e de disseminação do que agora se chama “fake news”, o Câmara Corporativa, sempre pelos “jugulares” louvado e defendido. Se se pode torcer o nariz a estes antecedentes galambianos também se pode conceder que são adequados ao vigente socratismo sem Sócrates.
Enfim, a historieta deste “pequeno mal” do pacote de jornalistas, activistas e académicos que serviram com denodo a corrupção socratista e que continuam em funções, no governo, na política activa e na imprensa (até escandalosamente no “serviço público” da RTP, como Vale de Almeida), está mais do que sabida e redita. Mas tem alguma pertinência lembrá-la nesta semana. Durante a qual um dos mais afamados membros desse grupo e, in illo tempore, sabida promotora deste Galamba, câncio, provocou debate sobre a pérfida objectivação das mulheres por causa de um vestido atrevido (há quem lhe chame combinação) de uma assistente do inenarrável programa “Preço Certo” – como se o problema não fosse o programa, por si mesmo inaceitável numa televisão pública.
Mas a tal propagandista do socratismo (com ou sem o “animal feroz”), seus inúmeros “partilhadores” e concordantes, calam-se diante desta imensa objectivação das mulheres, deste rebaixar do “pessoal menor”, nisto de em 2021 uma merdita de secretário de estado – e de um partido que se diz “socialista” – aceitar que uma mulher lhe seja apenas haste de guarda-sol.
Isto é o Portugal de hoje. Esta escumalha imunda Jugular a colher aplausos. “Anunciada na tv”. E a chegar ao governo, para gerir os interesses nas minas. E parte, substancial, do povo pronta para lhes segurar seja o que for…
Como eu prefiro eu uma quarentona voluptuosa em vestes generosas! Antes o “Preço Certo” que estes “jugulares”.

Será que lavam o rabo ao Galamba ?
“Esta escumalha imunda”.
“Escumalha imunda”, de facto. É que há um problema com as palavras: são finitas, não abarcam a iniquidade dos tempos que vivemos, a desvergonha das gentes que (n)os administram.
Para a Câncio, o vestido da Lenka foi a objectificação da mulher; para a Câncio, isto deve ser um exemplo de uma mulher a prestar serviço público (os deuses nos livrem de o sol tisnar a pele de donzela do secretário Galamba ou de uma gota de suor macular a sua fronte) e a ir contra os estereótipos de uma sociedade patriarcal. Digo “deve ser” porque coloquei uma mola no nariz e fui ver o Twitter de Fernanda Câncio: nem sequer fez um retweet sobre este assunto.
O pajem, ou escudeiro, era exclusivamente do sexo masculino. Há inclusive lendas de raparigas que cortavam o cabelo e enfaixavam o tórax de modo a masculinizarem a sua imagem, e assim poderem enveredar por uma carreira reservada ao patriarcado.
O facto do Dr. Galamba ter alguém do género fértil no desempenho da função é mais uma prova da sua urbanidade e evolução enquanto ser cultural livre das amarras da sociedade machista.
Roma não paga a traidores, mas paga lealdade.