«Este é um orçamento preocupado com a economia, as empresas e as famílias. E é um orçamento que baixa impostos para ajudar a economia, as empresas e as famílias. (…) Propomos aos sindicatos um aumento salarial de 2,9%.»
Teixeira dos Santos, na apresentação do Orçamento de Estado para 2009, ano eleitoral
(via 31 da Armada)


O rosto da crise? Ou será antes um equívoco?
Desde que entrou em vigor o novo (des)acordo ortográfico há nomes diferentes para tudo. Até para o óbvio.
É verdade, Sérgio. Vivemos em tempo de pequenos e médios equívocos. Há quem prefira, e bem, chamar-lhes erros. É mais curto. E mais certo.
Nem mais, este acerta na mouche.
Já agora alguém esclarece como ficou a questão dos 20 mil milhões de euros em garantias bancárias que o Estado disponibilizou em 2008? Quanto desse montante foi utilizado?
Mais vale perguntar ao professor Karamba ou à astróloga Maya do que ao ainda ministro da Penúria.
Rosto da crise, talvez.
Mas também o rosto da pouca vergonha, do descrédito, da desonestidade, da pantominice, da incompetência, do descaramento, da falta de um mínimo sentido da decência.
Certo, 100 Anos. Tudo isso (pouca vergonha, pantominice, etc) é também crise. Não financeira, mas crise ética, crise moral.