O relatório sobre a criminalidade de 2008 deverá surgir sem os dados da Escola Segura, uma vez que estes ainda não foram entregues pelo Ministério da Educação. Caso fosse avaliado pelo modelo de avaliação do desempenho docente, o referido Ministério ficar-se-ia pelo insuficiente. O empenho e rigor não permitiriam mais. Alardear competência não chega.
O rigor e a competência
cronicasnofeminino,

Parece que não vai ser fácil aceitar os dados reais da Escola Segura. Diz-se que, sob a dependência da DREN, há muita gente que não se sente segura…
Mas há gente que está demasiadamente segura nos cargos, João 😉
Obviamente, Leonor…
Infelizmente, João…
E têm boas razões para isso, uma vez que lhes têm sido retiradas algumas das suas ferramentas fundamentais: só a título de exemplo, estou a lembrar-me de uma “charrua”…
Se este governo tivesse um pingo de vergonha já teria demitido gente que não tem pés nem cabeça
Na área da DREN nada é seguro. Basta dizer que escolas modelo escondem factos relativos a violência porque nos conselhos executivos a ordem é para conter, enquanto a GNR, abordada sobre o assunto, se manifesta espantada por certas coisas não lhes serem contadas. Houve mesmo um caso em que a GNR teve de forçar uma escola a começar a prestar informação. Nada disto é normal. Aliás, não é normal que professores passem meses (e faltem frequentemente a aulas) a participar em reuniões. A tara das reuniões deve, de resto, ser a grande marca da DREN de Margarida Moreira, essa redactora-mor de provas dadas.
Nada do que está a acontecer é normal e a culpa não é da DREN , é do Ministério da Educação. Folgo que estas e outras histórias venham a lume para que a opinião pública saiba exactamente em que mãos está a Educação neste país.
“Tudo de pernas pró ar”
Os professores estão hoje impedidos de castigar fisicamente os alunos, mas não só: os próprios pais estão hoje sujeitos a duras penas se o fizerem em muitos países, incluindo em Portugal, por isso começou já a dar-se uma inversão em termos de autoridade que passou dos pais para as crianças e já começam a surgir casos de pais que são duramente castigados pelos seus filhos quando não lhes satisfazem os caprichos. Um dia as ideias que agora dominam de não aplicar quaisquer castigos físicos em quaisquer circunstâncias terão que mudar. O Governo Português também não os admite por serem condenados pelo ocidente e pela EU, onde as mudanças terão que ocorrer primeiro. O problema nesses países é até mais grave do que por cá, por isso, em breve, deverão chegar à conclusão que alguns castigos físicos terão que ser repostos pelos pais e até pelos professores, sob pena de estarmos a criar gente que nunca se adaptará ao cumprimento de ordens, de horários ou de quaisquer outras regras, que sempre foi habituada a fazer apenas o que lhe dá prazer, mas, como a vida real não é assim, estamos a criar gente para viver à custa dos outros porque é mais fácil. Lembro o ditado: “de pequenino é que se torce o pepino”…
Os castigos físicos eram bem tolerados pelas anteriores gerações de pais e no futuro voltarão a sê-lo porque compreenderão a necessidade de ser dada autoridade aos professores para castigarem os alunos mal comportados para a protecção dos seus filhos que são as primeiras vítimas dos colegas delinquentes. Actualmente as escolas não têm meios de os proteger. Há até um abuso de linguagem ao se apelidar de “crianças” a todos os jovens de menor idade. Até parece que a inteligência e a capacidade de distinguir o bem do mal chega na noite em que completam dezasseis anos. Mas uma “criança” de três anos terá a mesma capacidade de entendimento de uma de uma outra treze? Agora já não temos um vocábulo que as distinga a não ser que continuemos a chamar “bebé” à de três anos, o que também não me parece correcto! Fazendo um esforço para compreender a extensão do termo “criança” a todos os rapazes e raparigas apenas concluo que é apenas para menosprezar o aumento da delinquência e da criminalidade nas camadas jovens, porque sendo praticada por crianças não se lhes dá tanta importância.
Afinal nem tudo é mau porque a maioria das crianças continua bem comportada e não necessita de tareia. Mas só o facto de se saber que o castigo é possível é só por si um desincentivo ao mau comportamento.
É claro que quando apoio os castigos físicos em casa e nas escolas me refiro apenas até cerca dos dez ou doze anos, o que deverá ser suficiente para socializar o aluno, mas, se não for, os jovens em causa deverão ser encaminhados para casas de “correcção” (ou outro nome que julguem mais conveniente) onde, com apoio psicológico, sejam habituados compulsivamente a cumprir regras, como: levantar, comer e deitar a hora certa e tratarem eles próprios das suas necessidades pessoais, aí as actividades de lazer deverão ser permitidas mas canceladas em caso de mau comportamento. Se até isso falhar então deverão ser casos perdidos.
Zé da Burra o Alentejano
Não defendo castigos corporais nas escolas. Parece-me que a situação se resolveria se houvesse maior autoridade por parte de pais e professores e mecanismos de prevenção e punição de comportamento inadequados. Os professores podem muito pouco se os alunos não trouxerem uma matriz de respeito e enquanto não houver uma conjugação de esforços e sintonia entre pais e professores será difícil trabalhar para um bem comum e nobre que é a educação deste país.