De ziguezague em ziguezague


Pedro Correia,

José Lello, um modelo de coerência, critica o "comportamento ziguezagueante" de Manuel Alegre. Elegantíssima palavra para definir o percurso do histórico socialista.  Acho curioso que Lello não a tenha usado a pensar (por exemplo) no seu camarada Augusto Santos Silva, que iniciou o percurso político na extrema-esquerda, como militante de uma tal União Operária Revolucionária e depois se "aproximou" do Movimento de Esquerda Socialista. Convém recordar que, nas eleições presidenciais, Santos Silva votou sucessivamente Otelo, Eanes, Pintasilgo e Soares. Convém recordar ainda que apoiou Alegre contra Sócrates em 2004, nas primárias para a eleição do líder socialista, alegando que, dos três candidatos de então, o poeta era o que melhor garantia o debate de ideias.

Ziguezagueante até mais não. Só Lello não vê.

26 comentários em “De ziguezague em ziguezague”

  1. O Augusto Santos Silva lê isto e não tarda está a defender publicamente que “mudar de opinião é um sinal de inteligência”…

  2. Ensinei numa escola do Porto e fui colega de um dos irmãos de ASS. Enfim, o que eu teria a escrever da admirável experiência! ASS, meu caro Pedro, é do mais coerentemente ziguezagueante em Portugal. É deplorável escutar-lhe a advocacia pífia às políticas de fausto insubstancial do seu governo.

          1. Mas para ir da Ramada Alta à Boavista é só descer a R. N. Srª de Fátima… Não se percebe, não dá para fazer muitos ziguezagues…

      1. [Ó homem, não me canse! 🙂 Eu estou devidamente habilitada e credenciada a falar mal do Porto e de ter nascido portuense, eu própria também nasci lá!] Um dos meus defeitos, portanto.

          1. Quando não é defeito, é feitio….

            Está explicado “O Porto não tem culpa”, ao abrigo desse bairrismo intrínseco e exarcebado (como feitio dos portuenses que não vêm a coisa por defeito). Hehehe.

          2. Bairrismo? Bola ao lado!
            Dois anos de África, doze de Macau, tempo sem conta na Madeira, seis anos em Lisboa, três em Ponta Delgada, etc., etc., etc., para só contar períodos mínimos razoáveis.
            Bairrismo???

          3. Hm. Deve ser bairrismo do tipo saudosista, do tipo filho pródigo que ainda não regressou a casa, do tipo “nunca gostei de francesinhas mas que saudades que eu tenho de uma francesinha no Kapa Negra”… (risos)

            Macau? Outro pangiao por aqui? [De que colheita?]

          4. Cruzamono-nos?? Quem escreveu isso foi você.
            A falta de acento é tão óbvia…

            Pois, eu também já me cruzei com mais de meio mundo, mas como tenho memória selectiva memorizo o mundo e esqueço quem não me foi próximo ou me impressionou positivamente 🙂

            [Que cansaço]

          5. Ó Pedro, eu de ti até me lembro da frase do Pessoa que tinhas colada na tua máquina de escrever… e aprendi imenso contigo naquela maratona que foi a 1a visita de um presidente da República português a Macau.

            Nunca descobri é se a Maria da Guia eras tu [ou vocês todos] 🙂

            Hasta mañana, til we meet again, don’t know where, don’t know when…

          6. Tem toda a razão, João Carvalho, “cruzamo-nos não é igual a cruzámo-nos…” aliás, acho mesmo que as duas palavras estão uma para a outra como frigideira para sertã, afia para aguça, pisar para calcar…

            [Essa coisa de gostar de “malhar” afinal deve ser uma característica dos homens do Puârto] 🙂

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