O ridículo mata


Sérgio de Almeida Correia,

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Não tenho nada contra manifestações, desde que sejam pacíficas e tudo se processe dentro da legalidade. Com mais ou menos exaltação, mais ou menos indignação, todos têm o direito de se manifestar e agitar as suas bandeiras, tendo o Estado de direito o dever de proteger essa conquista da democracia. Se existe ou não razão para a manifestação, isso é outra história. Por isso mesmo, seria curioso se amanhã os defensores da escola pública se lembrassem de promover manifestações por todo o país em defesa da sua dama. Para exigirem, por exemplo, o fim dos contratos de associação e mais dinheiro para a escola pública. Quem sabe se então o título da notícia não seria qualquer coisa como “Milhares em defesa da escola pública e contra os contratos de associação“?  Não é que eu esteja a sugerir alguma coisa que não devesse já ter sido feita, mas seria o bom e o bonito.

De qualquer modo, tenha uma manifestação o peso que tiver, convenhamos que a defesa dos contratos de associação não é propriamente a mesma coisa que defender a Rádio Renascença do perigo comunista. Para ser coerente e manter a razão, a Igreja portuguesa devia agir com inteligência. E arranjar uma causa, como hei-de dizer, menos fracturante. 

0 comentários em “O ridículo mata”

  1. No seu próximo post sobre a a manif pró-escolha pública*, não se esqueça de ilustrá-lo com uma carroça puxada com bois vermelhos!
    * Próximo mês.
    O carro diz tudo sobre a “malandragem” de certos posts!

  2. Dê então uma sugestão como seria esse ‘agir com inteligência’ quando os cretinos geringonçosos dão um pré-aviso de dois meses para alterar estruturas montadas há dezenas de anos e contratualizadas para os três próximos anos?

    Ainda se fosse austeridade de esquerda…mas a página até já foi virada!

      1. Ingénua Maria, pois não vê que o pópó contém ´duas mensagens ambas estúpidas:
        – A primeira é a de que alguém que presta serviços ao estado não pode ganhar dinheiro, e muito menos na missão da educação agora promovida a nova acção missionária,
        – A segunda, é a de que o Estado ou é corrupto ou incompetente e paga em demasia serviços que adquire; daí que cometer a um tal administrador do dinheiro do autor (contribuinte) a tarefa maior de gerir directamente a exploração do serviço, não faria qualquer sentido.

  3. Jacobinos a dar conselho á Renascença é delicioso – para agir com a inteligência, na “contra-manifestação” deviam dar como ilustração á noticia uma vaca com asas cavalgada pelo Matusalém da Fenprof e, á vaca atrelado, as marionetes do ministro ‘bolseiro’ e aquela secretaria de Estado Esganiçada de dedo levantado….

  4. Começo a ficar preocupado com a qualidade da matemática ensinada nestas escolas, mais de 40 000 em 4 000 m2, mais de 10 pessoas por m2. É obra ou um milagre.
    Jornalista a publicarem o que os manifestantes querem é que já é outra coisa. Vá-se lá saber porquê…

  5. “Pró escola Publica”, esqueceu-se de adicionar:
    Pró Totalitarismo no Ensino onde nenhum programa pode ser diferente,
    Pró-Violência de Estado.
    E ataque claro às crianças que são diferentes.

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