A queda a pique do Syriza


Pedro Correia,

Sondagem confirma crepúsculo da ex-nova esperança da esquerda europeia.

0 comentários em “A queda a pique do Syriza”

  1. Caro Pedro:
    Mais uma prova dos efeitos da austeridade na popularidade dos governos.
    E quando se parte de posições irrealistas de confronto com a UE quando se precisa dela, pior ainda.
    O Caderno de Economia do Expresso traz um artigo muito interessante sobre o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Finlândia – Timo Soini – do partido dos Verdadeiros Finlandeses, que defendia a expulsão dos países indisciplinados do Sul da UE, por serem os culpados da crise, e agora já questiona o euro como moeda disfuncional e propõe uma reflexão sobre a saída da Finlândia do euro.
    A Finlândia, bem comportada e rigorosa nas finanças públicas, esteve vários anos em recessão e está a crescer apenas 0,5%.
    A Nokia, símbolo do sucesso e eficácia deste país, tinha 200.000 trabalhadores. Foi vendida à Microsoft (tal como a nossa PT) e hoje tem só 2000.
    Ao lado, a vizinha Suécia está a aguentar-se e a crescer bem fora do euro.
    Quer isto dizer que sou pela saída do euro?
    Não, apenas por regras um pouco (ou mesmo muito) mais inteligentes.
    O bem nosso conhecido Vítor Gaspar defendia há pouco, em entrevista ao Expresso, o papel da política orçamental, ele que apregoou aos 7 ventos as virtudes da política monetária expansionista.
    Bingo, Timo Soini; bingo, Vítor Gaspar.
    (Manuel Silva)

    1. Insólito, nesta história, foi Tsipras ter feito duas campanhas eleitorais e uma campanha referendária em 2015 garantindo aos gregos que com ele no poder a austeridade acabaria, que a dívida seria reestruturada e que ninguém como ele falaria tão grosso em Bruxelas. Pelo menos dois jornais portugueses encheram as primeiras páginas de 26 de Janeiro de 2015 com a manchete “Grécia – a austeridade acabou” (cito de cor).
      Terem dito isso ou terem dito o contrário era igual, como hoje se vê. Com uma vantagem na segunda hipótese: pelo menos aí não teriam ludibriado o eleitorado.

  2. O artigo lincado não nos informa sobre os resultados completos da sondagem, o que é pena, porque suspeito que a descida do Syriza seja parcialmente acompanhada pela subida de outros esquerdistas ainda mais radicais.

    1. Mais radical do que o Syriza só conheço o Partido Comunista Grego que defende a saída imediata do país da zona euro e da UE.
      Aliás defende que a Grécia nunca devia ter aderido à CEE. Tal como o PCP, aliás.

  3. Não é o Syriza que cai a pique, é a UE que faz tudo, para que caia. A UE não se preocupa minimamente com nada nem com ninguém, preocupa-se com o enriquecimento dos mesmo de sempre e como tal, há que destruir. Veja-se o que se passa connosco: impõem as regras, cumprem-se as regras e no fim querem aplicar sansões. A continuarmos assim, há uma certeza que quem vai cair a pique é a UE que é comandada por autênticos medíocres.

      1. Não tenho venda, a si, é que parece que lhe aperta e muito. Não querermos ver o óbvio é que é mau e quem não se apercebe que a UE, tal como está, não tem futuro, é que é grave. Está tão evidente que só não vê quem não quer. Onde está a CEE? Foi essa em que entrámos, mas que hoje, está completamente destorcida e comandada por autênticos medíocres. É ver o Presidente do Eurogrupo que só ameaça. É pena, é não ter sido ameaçado quando plagiou.

  4. Os nossos líricos basta deixarem-nos falar e actuar mais um bocadinho e as esganiçadelas, incoerências e lirismos vêm ao de cima. Não vejo grande coisa de política, mas o pouco que vi deu para perceber que o brilho da meninas do BE, está menos ofuscante. Deixem-nos tomarem conta de câmaras e vai ser uma razia quatro anos depois.Não se consegue pintar a manta muito tempo a muitos.A verdade vem sempre ao de cima, como se nota quando confrontamos a gente coerente do PCP , com a “terrível falta de liberdade” da UE.

    1. Para já, da parte de partidos que se dizem solidários, não se escuta por cá nem um sussurro de solidariedade com o Syriza. Até parece que nem conhecem o engenheiro Tsipras de lado nenhum.

      1. Esses partidos têm de andar sempre a falar no Syriza? Quanta solidariedade se viu aqui, de sua parte, com Tsipras? Há solidariedade, esqueceu-se que AC foi fazer um pacto com o engenheiro, como refere. Triste e mau, é não falar no comportamento da UE que era isso que devia fazer, mas não, dá-lhe mais prazer rebaixar quem tudo quis fazer e nada pode fazer porque o impedem de o fazer, ameaçando-o. É a UE que quer dominar os mais débeis e fazer deles, gente que pouco importa, mas pelo que parece isso, para si, é que está certo porque a UE de medíocres é que são bons.

        1. Tsipras é débil? Não era isso que vocês diziam durante a campanha eleitoral grega. Pelo contrário, diziam que ele ia dar um murro na mesa e bater o pé à “Europa”.
          Tem-se visto…

          1. Mude e não continue a parecer que não entende o que entende e muito bem. Débil não é o Tsipras, mas a Grécia, nós e outros, é que são os débeis, aos olhos dos poderosos. Sabe isso muito bem, mas quer fazer dos outros parvos, o que não o engrandece em nada. Engrandecê-lo-ia se reconhecesse aqui, os erros, duma UE que o é, só no nome, no resto é uma palhaçada em que os poderosos amordaçam os pobres e fazem tudo que querem. Bateu o pé e quando o fez ameaçaram-no e obrigaram-no a continuar, a ser o que eles querem. A atitude da UE é tão boa que o próprio FMI, já disse que a dívida da Grécia tem de ser reestruturada, mas esta União, quer mais massacre. Grande UE que faz tudo e dá tudo, para que o Reino Unido não saia, em contrapartida aos outros, ameaça. Deixe o Tsipras e concentre-se na UE que essa, sim, tem muito que se lhe diga, mas de negativo.

          2. Pergunte aos gregos se querem sair da UE. Dois terços dir-lhe-ão que não. Eles lá sabem. Mais facilmente correm com o engenheiro Tsipras e o seu parceiro de extrema-direita do que abandonam a UE.

          3. Não é preciso perguntar porque os gregos sabem, tal como nós que a UE está repleta de incompetentes, incapazes e pobres de espírito. São tão maus que uma possível saída do Reino Unido, os está a deixar em pânico. Em finais de Junho veremos se o Reino Unido, a quem eles cederam em tudo, sair que fará esta UE que tanto admira e que tão pouco tem de União. Não é preciso pensarmos muito, para vermos que está a ficar tudo errado. Por mais que enalteça a UE, lhe garanto que ou mudam as regras ou diga adeus a esta União de fracos que tão bem idealizada foi e tão estrangulada está.

          4. Quem precisa dum desenho, é o Pedro que ainda não conseguiu ver que a UE tal como está, não vai a bom porto. Os gregos querem paz, estabilidade e que os deixem viver, coisa que a UE não lhes dá.

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