O equivalente ao Syriza em Portugal é o Bloco. Que participou nos comícios todos das campanhas do Tsipras mas agora parece que nem o conhece de parte nenhuma.
Caro Pedro: Mais uma prova dos efeitos da austeridade na popularidade dos governos. E quando se parte de posições irrealistas de confronto com a UE quando se precisa dela, pior ainda. O Caderno de Economia do Expresso traz um artigo muito interessante sobre o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Finlândia – Timo Soini – do partido dos Verdadeiros Finlandeses, que defendia a expulsão dos países indisciplinados do Sul da UE, por serem os culpados da crise, e agora já questiona o euro como moeda disfuncional e propõe uma reflexão sobre a saída da Finlândia do euro. A Finlândia, bem comportada e rigorosa nas finanças públicas, esteve vários anos em recessão e está a crescer apenas 0,5%. A Nokia, símbolo do sucesso e eficácia deste país, tinha 200.000 trabalhadores. Foi vendida à Microsoft (tal como a nossa PT) e hoje tem só 2000. Ao lado, a vizinha Suécia está a aguentar-se e a crescer bem fora do euro. Quer isto dizer que sou pela saída do euro? Não, apenas por regras um pouco (ou mesmo muito) mais inteligentes. O bem nosso conhecido Vítor Gaspar defendia há pouco, em entrevista ao Expresso, o papel da política orçamental, ele que apregoou aos 7 ventos as virtudes da política monetária expansionista. Bingo, Timo Soini; bingo, Vítor Gaspar. (Manuel Silva)
Insólito, nesta história, foi Tsipras ter feito duas campanhas eleitorais e uma campanha referendária em 2015 garantindo aos gregos que com ele no poder a austeridade acabaria, que a dívida seria reestruturada e que ninguém como ele falaria tão grosso em Bruxelas. Pelo menos dois jornais portugueses encheram as primeiras páginas de 26 de Janeiro de 2015 com a manchete “Grécia – a austeridade acabou” (cito de cor). Terem dito isso ou terem dito o contrário era igual, como hoje se vê. Com uma vantagem na segunda hipótese: pelo menos aí não teriam ludibriado o eleitorado.
O artigo lincado não nos informa sobre os resultados completos da sondagem, o que é pena, porque suspeito que a descida do Syriza seja parcialmente acompanhada pela subida de outros esquerdistas ainda mais radicais.
Mais radical do que o Syriza só conheço o Partido Comunista Grego que defende a saída imediata do país da zona euro e da UE. Aliás defende que a Grécia nunca devia ter aderido à CEE. Tal como o PCP, aliás.
Não é o Syriza que cai a pique, é a UE que faz tudo, para que caia. A UE não se preocupa minimamente com nada nem com ninguém, preocupa-se com o enriquecimento dos mesmo de sempre e como tal, há que destruir. Veja-se o que se passa connosco: impõem as regras, cumprem-se as regras e no fim querem aplicar sansões. A continuarmos assim, há uma certeza que quem vai cair a pique é a UE que é comandada por autênticos medíocres.
Não tenho venda, a si, é que parece que lhe aperta e muito. Não querermos ver o óbvio é que é mau e quem não se apercebe que a UE, tal como está, não tem futuro, é que é grave. Está tão evidente que só não vê quem não quer. Onde está a CEE? Foi essa em que entrámos, mas que hoje, está completamente destorcida e comandada por autênticos medíocres. É ver o Presidente do Eurogrupo que só ameaça. É pena, é não ter sido ameaçado quando plagiou.
Os nossos líricos basta deixarem-nos falar e actuar mais um bocadinho e as esganiçadelas, incoerências e lirismos vêm ao de cima. Não vejo grande coisa de política, mas o pouco que vi deu para perceber que o brilho da meninas do BE, está menos ofuscante. Deixem-nos tomarem conta de câmaras e vai ser uma razia quatro anos depois.Não se consegue pintar a manta muito tempo a muitos.A verdade vem sempre ao de cima, como se nota quando confrontamos a gente coerente do PCP , com a “terrível falta de liberdade” da UE.
Para já, da parte de partidos que se dizem solidários, não se escuta por cá nem um sussurro de solidariedade com o Syriza. Até parece que nem conhecem o engenheiro Tsipras de lado nenhum.
Esses partidos têm de andar sempre a falar no Syriza? Quanta solidariedade se viu aqui, de sua parte, com Tsipras? Há solidariedade, esqueceu-se que AC foi fazer um pacto com o engenheiro, como refere. Triste e mau, é não falar no comportamento da UE que era isso que devia fazer, mas não, dá-lhe mais prazer rebaixar quem tudo quis fazer e nada pode fazer porque o impedem de o fazer, ameaçando-o. É a UE que quer dominar os mais débeis e fazer deles, gente que pouco importa, mas pelo que parece isso, para si, é que está certo porque a UE de medíocres é que são bons.
Tsipras é débil? Não era isso que vocês diziam durante a campanha eleitoral grega. Pelo contrário, diziam que ele ia dar um murro na mesa e bater o pé à “Europa”. Tem-se visto…
Mude e não continue a parecer que não entende o que entende e muito bem. Débil não é o Tsipras, mas a Grécia, nós e outros, é que são os débeis, aos olhos dos poderosos. Sabe isso muito bem, mas quer fazer dos outros parvos, o que não o engrandece em nada. Engrandecê-lo-ia se reconhecesse aqui, os erros, duma UE que o é, só no nome, no resto é uma palhaçada em que os poderosos amordaçam os pobres e fazem tudo que querem. Bateu o pé e quando o fez ameaçaram-no e obrigaram-no a continuar, a ser o que eles querem. A atitude da UE é tão boa que o próprio FMI, já disse que a dívida da Grécia tem de ser reestruturada, mas esta União, quer mais massacre. Grande UE que faz tudo e dá tudo, para que o Reino Unido não saia, em contrapartida aos outros, ameaça. Deixe o Tsipras e concentre-se na UE que essa, sim, tem muito que se lhe diga, mas de negativo.
Pergunte aos gregos se querem sair da UE. Dois terços dir-lhe-ão que não. Eles lá sabem. Mais facilmente correm com o engenheiro Tsipras e o seu parceiro de extrema-direita do que abandonam a UE.
Não é preciso perguntar porque os gregos sabem, tal como nós que a UE está repleta de incompetentes, incapazes e pobres de espírito. São tão maus que uma possível saída do Reino Unido, os está a deixar em pânico. Em finais de Junho veremos se o Reino Unido, a quem eles cederam em tudo, sair que fará esta UE que tanto admira e que tão pouco tem de União. Não é preciso pensarmos muito, para vermos que está a ficar tudo errado. Por mais que enalteça a UE, lhe garanto que ou mudam as regras ou diga adeus a esta União de fracos que tão bem idealizada foi e tão estrangulada está.
Os gregos querem continuar na UE. É preciso fazer um desenho ou esta frase basta?
Quem precisa dum desenho, é o Pedro que ainda não conseguiu ver que a UE tal como está, não vai a bom porto. Os gregos querem paz, estabilidade e que os deixem viver, coisa que a UE não lhes dá.
Essa diabolização da UE é parte integrante do discurso de Marine Le Pen. Como se comprova aqui: http://www.lefigaro.fr/politique/2014/11/27/01002-20141127ARTFIG00329-marine-le-pen-si-je-suis-elue-en-2017-je-ferai-un-referendum-sur-la-sortie-de-l-europe.php
Na Grécia demorou menos de 18 meses, mas em Portugal deve demorar um pouco mais…
O equivalente ao Syriza em Portugal é o Bloco. Que participou nos comícios todos das campanhas do Tsipras mas agora parece que nem o conhece de parte nenhuma.
Caro Pedro:
Mais uma prova dos efeitos da austeridade na popularidade dos governos.
E quando se parte de posições irrealistas de confronto com a UE quando se precisa dela, pior ainda.
O Caderno de Economia do Expresso traz um artigo muito interessante sobre o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Finlândia – Timo Soini – do partido dos Verdadeiros Finlandeses, que defendia a expulsão dos países indisciplinados do Sul da UE, por serem os culpados da crise, e agora já questiona o euro como moeda disfuncional e propõe uma reflexão sobre a saída da Finlândia do euro.
A Finlândia, bem comportada e rigorosa nas finanças públicas, esteve vários anos em recessão e está a crescer apenas 0,5%.
A Nokia, símbolo do sucesso e eficácia deste país, tinha 200.000 trabalhadores. Foi vendida à Microsoft (tal como a nossa PT) e hoje tem só 2000.
Ao lado, a vizinha Suécia está a aguentar-se e a crescer bem fora do euro.
Quer isto dizer que sou pela saída do euro?
Não, apenas por regras um pouco (ou mesmo muito) mais inteligentes.
O bem nosso conhecido Vítor Gaspar defendia há pouco, em entrevista ao Expresso, o papel da política orçamental, ele que apregoou aos 7 ventos as virtudes da política monetária expansionista.
Bingo, Timo Soini; bingo, Vítor Gaspar.
(Manuel Silva)
Insólito, nesta história, foi Tsipras ter feito duas campanhas eleitorais e uma campanha referendária em 2015 garantindo aos gregos que com ele no poder a austeridade acabaria, que a dívida seria reestruturada e que ninguém como ele falaria tão grosso em Bruxelas. Pelo menos dois jornais portugueses encheram as primeiras páginas de 26 de Janeiro de 2015 com a manchete “Grécia – a austeridade acabou” (cito de cor).
Terem dito isso ou terem dito o contrário era igual, como hoje se vê. Com uma vantagem na segunda hipótese: pelo menos aí não teriam ludibriado o eleitorado.
O artigo lincado não nos informa sobre os resultados completos da sondagem, o que é pena, porque suspeito que a descida do Syriza seja parcialmente acompanhada pela subida de outros esquerdistas ainda mais radicais.
Mais radical do que o Syriza só conheço o Partido Comunista Grego que defende a saída imediata do país da zona euro e da UE.
Aliás defende que a Grécia nunca devia ter aderido à CEE. Tal como o PCP, aliás.
Não é o Syriza que cai a pique, é a UE que faz tudo, para que caia. A UE não se preocupa minimamente com nada nem com ninguém, preocupa-se com o enriquecimento dos mesmo de sempre e como tal, há que destruir. Veja-se o que se passa connosco: impõem as regras, cumprem-se as regras e no fim querem aplicar sansões. A continuarmos assim, há uma certeza que quem vai cair a pique é a UE que é comandada por autênticos medíocres.
Essa venda não lhe aperta demasiado os olhos?
Não tenho venda, a si, é que parece que lhe aperta e muito. Não querermos ver o óbvio é que é mau e quem não se apercebe que a UE, tal como está, não tem futuro, é que é grave. Está tão evidente que só não vê quem não quer. Onde está a CEE? Foi essa em que entrámos, mas que hoje, está completamente destorcida e comandada por autênticos medíocres. É ver o Presidente do Eurogrupo que só ameaça. É pena, é não ter sido ameaçado quando plagiou.
Para já tem uma venda no nome. Continua secreto.
Os nossos líricos basta deixarem-nos falar e actuar mais um bocadinho e as esganiçadelas, incoerências e lirismos vêm ao de cima. Não vejo grande coisa de política, mas o pouco que vi deu para perceber que o brilho da meninas do BE, está menos ofuscante. Deixem-nos tomarem conta de câmaras e vai ser uma razia quatro anos depois.Não se consegue pintar a manta muito tempo a muitos.A verdade vem sempre ao de cima, como se nota quando confrontamos a gente coerente do PCP , com a “terrível falta de liberdade” da UE.
Para já, da parte de partidos que se dizem solidários, não se escuta por cá nem um sussurro de solidariedade com o Syriza. Até parece que nem conhecem o engenheiro Tsipras de lado nenhum.
Esses partidos têm de andar sempre a falar no Syriza? Quanta solidariedade se viu aqui, de sua parte, com Tsipras? Há solidariedade, esqueceu-se que AC foi fazer um pacto com o engenheiro, como refere. Triste e mau, é não falar no comportamento da UE que era isso que devia fazer, mas não, dá-lhe mais prazer rebaixar quem tudo quis fazer e nada pode fazer porque o impedem de o fazer, ameaçando-o. É a UE que quer dominar os mais débeis e fazer deles, gente que pouco importa, mas pelo que parece isso, para si, é que está certo porque a UE de medíocres é que são bons.
Tsipras é débil? Não era isso que vocês diziam durante a campanha eleitoral grega. Pelo contrário, diziam que ele ia dar um murro na mesa e bater o pé à “Europa”.
Tem-se visto…
Mude e não continue a parecer que não entende o que entende e muito bem. Débil não é o Tsipras, mas a Grécia, nós e outros, é que são os débeis, aos olhos dos poderosos. Sabe isso muito bem, mas quer fazer dos outros parvos, o que não o engrandece em nada. Engrandecê-lo-ia se reconhecesse aqui, os erros, duma UE que o é, só no nome, no resto é uma palhaçada em que os poderosos amordaçam os pobres e fazem tudo que querem. Bateu o pé e quando o fez ameaçaram-no e obrigaram-no a continuar, a ser o que eles querem. A atitude da UE é tão boa que o próprio FMI, já disse que a dívida da Grécia tem de ser reestruturada, mas esta União, quer mais massacre. Grande UE que faz tudo e dá tudo, para que o Reino Unido não saia, em contrapartida aos outros, ameaça. Deixe o Tsipras e concentre-se na UE que essa, sim, tem muito que se lhe diga, mas de negativo.
Pergunte aos gregos se querem sair da UE. Dois terços dir-lhe-ão que não. Eles lá sabem. Mais facilmente correm com o engenheiro Tsipras e o seu parceiro de extrema-direita do que abandonam a UE.
Não é preciso perguntar porque os gregos sabem, tal como nós que a UE está repleta de incompetentes, incapazes e pobres de espírito. São tão maus que uma possível saída do Reino Unido, os está a deixar em pânico. Em finais de Junho veremos se o Reino Unido, a quem eles cederam em tudo, sair que fará esta UE que tanto admira e que tão pouco tem de União. Não é preciso pensarmos muito, para vermos que está a ficar tudo errado. Por mais que enalteça a UE, lhe garanto que ou mudam as regras ou diga adeus a esta União de fracos que tão bem idealizada foi e tão estrangulada está.
Os gregos querem continuar na UE. É preciso fazer um desenho ou esta frase basta?
Quem precisa dum desenho, é o Pedro que ainda não conseguiu ver que a UE tal como está, não vai a bom porto. Os gregos querem paz, estabilidade e que os deixem viver, coisa que a UE não lhes dá.
Essa diabolização da UE é parte integrante do discurso de Marine Le Pen. Como se comprova aqui: 1/27/01002-20141127ARTFIG00329-marine-le-p en-si-je-suis-elue-en-2017-je-ferai-un-r eferendum-sur-la-sortie-de-l-europe.php
http://www.lefigaro.fr/politique/2014/1