O regresso dos maus da fita e o poder do pensamento positivo


escafandro,

Moodys afirma que esboço do orçamento de Estado é optimista e repete erros do passado.

Fitch considera que orçamento assenta em pressupostos de crescimento «irrealistas» e ameaça descer rating de Portugal.

Não será altura de a intelligentsia nacional começar novamente a bramir contra as agências de rating? (Poupando a DBRS, claro – por enquanto.)

 

Governo acredita que por cada euro de estímulos, retoma devolve quatro.

Funcionou bem em 2009 e 2010, não foi? E as PPP até se pagaram a elas mesmas…

0 comentários em “O regresso dos maus da fita e o poder do pensamento positivo”

  1. E o resgate foi bem desenhado pelo Teixeira dos Santos, coadjuvado pelo Catroga chinês.
    E ainda melhor aplicado pelo «Sim, queremos ir além da Troica».
    O Tribunal de Contas Europeu acabou de confirmar essa obra prima Socrático-Passista-Portista.

  2. A D. Branca, mesmo sem curricular no BdP ainda prometia melhor. Vamos a ver se o Centeno se aguenta mais tempo que a D.Branca (que foi 2 anos?)

      1. Não é 400% de juro. Vocês são uns exagerados!

        É 400% de retorno, o ganho são só 300%, o resto é o capital investido.

        Já a Dona Branca prometia 10% ao mês, que anualizado dá um retorno de 314% (ou seja um juro de 214%).

  3. Pois.

    http://economico.sapo.pt/noticias/comissao-europeia-acusada-de-falhar-em-resgates-a-paises-como-portugal_240824.html

    Pois então, tá-se mesmo a ver. Vamos lá traduzir isto. Diz a Moody’s: “No nosso ponto de vista, Portugal deverá provavelmente atingir uma taxa de crescimento mais próxima de 1,6% ou 1,7%”. E continua: “Se o PIB crescer menos do que o previsto, o défice terá de ser mais baixo para que este rácio seja cumprido, o que torna a meta mais exigente”. E conclui: “Também concordamos com o ponto de vista do CFP segundo o qual uma estratégia económica focada no consumo privado e no aumento dos salários acima do crescimento da produtividade poderá resultar no regresso aos antigos desequilíbrios da economia Portuguesa, com défices da balança corrente e uma perda de competitividade internacional”.

    Significa isto que desconhecemos o ponto de vista da Moody´s, que a Moody´s usa o condicional (Se) para dizer-nos que não tem ponto de vista sólido e que concorda com algo que a contradiz, isto é, se “Os peritos colocam em causa, sobretudo, as projecções consideradas para o aumento da procura externa e para a variação de preços. Além disso, notam que “o crescimento assente na procura interna, designadamente no consumo provado, corresponde a uma tendência bem documentada no passado”, então, é pelo consumo interno e, consequentemente, o consumo privado que deve ser feito o equilíbrio. À perda de mercados externos a vacina deve ser interna.

    E a Fitch vem dizer o mais do mesmo, isto é, nada.

    Se houver por aí algum iluminado como eu chegue-se para que me traga mais luz na tradução do que estes dois (Moody´s e Fitch) não dizem.

  4. As opiniões destas agências de rating pouco nos interessam agora. Só a opinião da DBRS nos interessa, porque é dela que depende que o BCE continue a comprar dívida portuguesa. Para as outras agências podemos bem estar-nos a c.g.r.

    1. Se calhar convinha não estarmos dependentes só dessa, não?

      E nesse sentido, se calhar devíamos ouvir a Fitch, que das restantes 3, era que apontava perspectivas positivas para o nosso rating.

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