O primeiro dia da segunda etapa


Pedro Correia,

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«Uma pátria é muito mais do que o local onde nascemos.»

 

«Este foi um ano demolidor para a vida e a saúde, para o emprego e os rendimentos, para os planos e as realizações, as comunidades, as famílias, as pessoas, cada um de nós.»

 

«Teremos de reconstruir a vida das pessoas, que é tudo ou quase tudo: emprego, rendimentos, empresas, mas também saúde mental, laços sociais, vivências e sonhos.»

 

«Queremos usar os fundos europeus com clareza estratégica, boa gestão, transparência e eficácia.»

 

«Queremos uma democracia que seja eticamente republicana na limitação dos mandatos, convergência no regime e alternativa clara na governação, estabilidade sem pântano, justiça com segurança, renovação que evite rotura, antecipação que impeça decadência, proximidade que impossibilite deslumbramento, arrogância, abuso do poder.»

 

«Que seja esta a primeira lição do dia de hoje: vivemos em democracia, queremos continuar a viver em democracia e em democracia combater as mais graves pandemias. Preferimos a liberdade à opressão, o diálogo ao monólogo, o pluralismo à censura, e demonstrámo-lo realizando duas eleições em pandemia, de uma das quais resultou a subida da oposição ao Governo.»

 

Frases de Marcelo Rebelo de Sousa no excelente discurso que hoje proferiu no alto da tribuna do Parlamento, marcando o início simbólico do seu segundo mandato presidencial

26 comentários em “O primeiro dia da segunda etapa”

  1. A pronunciarem os “Mandamentos”, todos são muito bons.
    Até lhes permite uma liturgia enfática.
    São um óptimo sonífero para a Fé, de que agora vão é que vão resolver os problemas.
    É o pântano da ilusão, que todos os regimes instalados tentam prolongar.
    O problema é o «nome» não ser «a coisa nomeada», infelizmente.
    De todas as frases escolhidas por Pedro Correia, a que me toca mais é a primeira: — A Nacionalidade não ser apenas o sítio de nascença.
    O que remete para um Ser definitivamente separado do corpo (mero robot).

  2. “Um País de bananas governado por sacanas”
    O actual enganou muita boa gente. Devem estar arrependidos, ou talvez não.BANANAS.

  3. A TV hoje parecia a televisão dos anos 50 (presumo eu, não era nascido): um discurso do Presidente, futebol e umas vagas medalhas ganhas por uns atletas do ultramar. Podia ser na Venezuela ou na China, era igual. O pós qualquer coisa é sempre essa coisa ao contrário.

    Da nossa condição europeia e ocidental, nada. Esta gente gosta de ser nharra. Não comungo desses ideais abananados nem farei nunca parte de uma república de mangas de alpaca provincianos.

  4. O resto parece-me tudo muito bem, mas devo andar muito distraída. Que eleição é que resultou na subida da oposição ao Governo durante a pandemia? Isto de estarmos fechados em casa desorienta, mas só dei pelas eleições presidenciais. As europeias foram a 26 de Maio, e as legislativas a 6 de Outubro de 2019 e não elevaram a oposição ao Governo.

    Não ouvi o discurso do Presidente da República na íntegra. Seria uma referência histórica à Primeira República e ao mandato de Sidónio Pais durante a Pneumónica?

  5. o excelente discurso que hoje proferiu

    Não me admiraria que o Pedro Correia estivesse atualmente a trabalhar para, ou a colaborar com, o Presidente da República.

  6. o excelente discurso que hoje proferiu

    Só ouvi pequenos excertos do discurso. É deplorável. Marcelo está velho, velho, velho, os seus discursos são falsos, rançosos, hipocondríacos.

    Este é um país deplorável, a começar pelo seu Presidente.

      1. Muita gente deplora os resultados de muitas eleições. Por exemplo, o Pedro Correia deplorou o resultado das eleições legislativas de 2015. Deplorar os resultados de eleições faz parte dos nossos direitos democráticos.

  7. Depois de ontem ter conversado consigo via online fui pesquisar o discurso do Presidente.
    Na realidade ele não é o meu presidente, mas a Constituição preside o país.
    O discurso é bonito, apelativo e tocante, como todos os discursos de ocasião. Até o Biden fez isso e agora vemos as tensões no mundo em tão curto espaço de tempo e sem respeito por ele. Trump, menos “discursivo” e letrado, dizia e fazia as mesmas coisas de outra forma, e o mundo respeitava-o.

    Porém Marcelo fez uma coisa que me agradou: nomeou Lídia Jorge para conselheira de estado.
    É um sinal que os feminismos bacocos estão a cair, privilegiando-se a inteligência, experiência, maturidade e sensibilidade.

      1. O DO sempre na vanguarda. Já me vou preparando para o discurso de tomada de posse de Lídia Jorge (seria óptima candidata), ornamentado com ‘adejandos’, ‘ajoujados’. Enfim, ‘ajaezado’ à andaluza, nas palavras de Mário de Sá-Carneiro.

  8. Cavaco não cumprimentou Marcelo, mas ninguém reparou?

    A falta de educação já está bem institucionalizada pelos Portugueses!
    Dano colateral do excesso de liberdade…
    Vergonhoso!

    Armindo Laureano

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