O Prémio Pulhitzer/Sakhanov


Rui Rocha,

Encurralado nas entranhas do seu distúrbio de personalidade, José Sócrates ainda não percebeu. Mas o movimento dos envergonhados é não só a estratégia possível para o PS, mas também aquela que mais lhe convém a ele próprio. A descolagem encenada do PS da figura de Sócrates é condição indispensável (embora eventualmente não suficiente) para tentar uma maioria expressiva nas legislativas. Uma maioria expressiva, desejavelmente absoluta, é condição indispensável (embora eventualmente não suficiente) para o PS poder mexer os cordelinhos necessários a que ninguém se magoe no Processo Marquês. O movimento dos envergonhados é como um xarope de óleo de fígado de bacalhau. Tem sabor intragável, a criança Sócrates esperneia quando o bebe, mas o pai extremoso PS sabe que no longo prazo lhe vai fazer bem. Assegurado esse contexto, e dando tempo ao tempo, chegará o dia em que se poderá pensar até numa reabilitação púbilica controlada. Criar, por exemplo, um prémio Pulhitzer ou Sakhanov para distinguir a vasta obra que Sócrates tem publicada ou a sua luta pela liberdade.

4 comentários em “O Prémio Pulhitzer/Sakhanov”

  1. Há outras abordagens possíveis e respeitáveis, como a de A.G. no “Observador” de hoje ( passe a “publicidade”):.”…as meninas começaram a desconfiar que a Madame e uma ou outra menina são um bocadinho putas e que aquilo tudo é um bordel”.

    JSP

  2. Não gosto mesmo de generalizações, e embora não acredite no sistema partidário como ele é, acredito que nem todos em casa conhecem a arca dos esqueletos ou comem do saco azul.

    Mas não duvido que haja uma facção estrategicamente disposta para, e a, tal. Cabe aos outros a desinfestação, assim tenham força.

    Gostei muito dos prémios!
    Proponho ao Rui que faça uma nomeação mensal com atribuição anual no Solstício de Inferno.
    E eventualmento poderá abrir concurso para Patronos e Titulares Eméritos…

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