O «Theatro Circo assinala hoje cinco anos da reabertura e um balanço de 300 mil espetadores». A notícia é da Lusa, que escreve o seguinte em lead: «O diretor do Theatro Circo [em Braga] considera “positivo” o balanço dos cinco anos após a reabertura, hoje assinalados, e revela que a “sala” que se tornou “espaço da memória coletiva da cidade” recebeu mais de 300 mil espetadores neste período.»
Portanto, a Lusa não só dá voz ao diretor do teatro que é memória coletiva, como garante que ele recebeu centenas de espetadores. É por estas e por outras que o povo quer espetar uma lança na comunicação social do Estado que anda a pagar a peso de ouro.



Tudo palavras corretas.
(eu acho muito bem que as pessoas se tenham manifestado contra o acordo, eu também nao gosto dele. Mas exigirem dos media e dos professores que nao o cumpram é um disparate)
Lá isso é verdade. Eu nem sabia que exigiam que o desacordo não seja cumprido. O que me parece mais estranho é que exijam aos media e aos professores que o cumpram. Mas eu não passo, afinal, de um simples espetador…
É um disparate porquê?
Vá lá saber-se porquê, Javali…
Porque sao pessoas cuja funçao implica cumpri-lo, que nao podem deixar de cumpri-lo e que na sua maioria nao têm culpa de que nós, os detractores do mesmo, nao tenhamos sido capazes de levar avante a nossa agenda política.
É como se eu fosse fazer a vida negra a todos os funcionários da Repartiçao de Finanças porque aumentaram os impostos, como se eles fossem obrigados a lutar as minhas batalhas por mim.
Disparate é adoptar a norma brasileira mesmo quando é admitida a dupla grafia, como é o caso. Disparate duplo, dada a confusão semântica estabelecida pela supressão da vogal (alegadamente) muda no desacordo, cuja entrada em vigor só está prevista para 2015.
Mesmo essa entrada em vigor parece que será apenas se já tiver acabado a ajuda externa.
O que diria disto o obreiro do tal Theatro, o ilustre architecto Coutinho…
Sabe-se lá. Na altura, ele viu-se à nora para arranjar espetadores que lhe acabassem as fundações da obra.
O maior problema é que não só o Acordo é baseado na má pronunciação de certas palavras como vai influenciar e destruir as que ainda são bem pronunciadas. É por isso que não deve meter as patinhas imundas na língua.
Pelo menos por isso.
Isto só vai lá à chanatada!
Mas o que me traz verdadeiramente de novo aqui é uma errata: Onde se lê “não deve meter” deve ler-se “não se deve meter”.
Certo.