O Patriotismo


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“…patriotism – a somewhat discredited sentiment, because the delicacy of our humanitarians regards it as a relic of barbarism … It requires a certain greatness of soul to interpret patriotism worthily – or else a sincerity of feeling denied to the vulgar refinement of modern thought which cannot understand the august simplicity of a sentiment proceeding from the very nature of things and men“. 

(Joseph Conrad, Prince Roman, Selected Short Stories, Wordsworth, 1997, p. 206).

 

 

Neste Fevereiro cumpre-se um ano de guerra na Europa. A qual vem implicando um enorme esforço assente no “patriotismo”, o ucraniano. E é interessante ver como na Europa, e por cá, a extrema-direita “soberanista” logo se tombou por simpatias pela força imperial agressora contra o que sempre diz defender, as tais nações, nisso confluindo com a esquerda comunista, esta que sempre se reclama de avessa aos “impérios”. Sendo os democratas, mais ou menos confederativos, os grandes apoiantes desse esforço patriótico. De como a realidade bem mostra a falácia das demagogias.

5 comentários em “O Patriotismo”

  1. « Em sentido institucional, são democracias a democracia directa, a democracia convencional, a democracia representativa »
    à escolha do freguês

  2. Guerra na Europa!?
    E porque não guerra na Ucrânia?
    Se já tivemos guerra na Europa, após a II Guerra Mundial, e chamamos guerra na Bósnia e guerra no Kosovo, com as forças na NATO em acção de bombardeamento, mas nunca lhe chamamos ‘guerra na Europa’.
    Ou essa manifestada, agora, guerra na Europa é um desejo de ver no conflito exércitos da NATO para bater nos russos e inclusive ir até às portas de Moscovo como Napoleão?
    Para isso vá você, que é muito patriota e parece gostar de guerras.
    É pena ser proibido haver lambe botas que querem uma conferência de paz para acabar a guerra na Ucrânia

  3. As reações -dos vários (semi)Países que compreendem a União Europeia- à invasão de um País, a Ucrânia, pela Federação Russa, assim como a visível reação da própria sede da actual União Europeia … dizem imenso sobre o ambiente político e cultural de essas diferentes identidades.

    A forte e decisiva reação do Reino Unido. A envergonhada e dúbia atitude da França. As hesitações alemas. A curiosa autonomia de Madame U. von Leyen.

    Uma provação. A Guerra, mais uma neste Continente. Quando isto serenar, correrão rios de tinta, tempos de TVs e bits na Net, a tentar lavar e justificar consciências … em vão.
    Isto se entretanto não acontecer a tal “Guerra sem vencedores”.

    1. Parece, calhando até é, que há vários vendedores de armamento como de venda de andares se tratasse.
      Digo venda por todo aquele material bélico entregue à Ucrânia para se defender vai ser pago aos fornecedores. Provavelmente e é lógico a guerra acabar, o governo daquele país será de quem o defende actualmente, mas como terá de haver eleições (ou não?) bem pode ganhar outro artista tv com um programa de ‘não pagamos’.

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