
A popular apresentadora de televisão foi acolhida na Assembleia da República, na qual defendeu a regulação dos conteúdos das “redes sociais”. Presumo que a verdadeira “namorada de Portugal” esteja ainda desiludida com a revogação dos preceitos mais “controleiros” da lei – dita “Carta Portuguesa dos Direitos Humanos na Era Digital” – que o (ex-)deputado socialista Magalhães havia tentado estipular – e que haviam desagradado aos malvados adoradores do Algoritmo, ao próprio Presidente da República, reconhecido instangrameiro, e, presumia-se, aos tuíteristas do Tribunal Constitucional. Ciosa defensora da pluralidade informativa e da ética republicana na comunicação social, Ferreira, ela própria com responsabilidades directivas televisivas, estará preocupada com os processos monopolistas decorrendo nesses meios, sempre em prol de uma efectiva liberdade de informação promovida por uma comunicação social livre de pressões políticas, ameaçada que tal liberdade está pelo verdadeiro vazio legislativo existente.
Entretanto, Ferreira, que em tempos idos deixara no ar a hipótese de se candidatar a Belém, vai já pavimentando esse caminho. Presumo que para esse desiderato contará com o apoio do ilustre Senador, antigo cabeça de lista nacional escolhido pelo então primeiro-ministro José Sócrates, cônjuge de membro dos governos por aquele capitaneados e actual colega europarlamentar de Silva Pereira – entre outros -, e que do alto da sua (senatorial) experiência política nos alerta para o processo em curso, que será alimentado pelas tais “redes sociais” e pela imprensa “monopolizada”. Processo no qual “o Ministério Público, entretido que está na sua guerrilha diária contra o Governo e os políticos, por via do seu órgão oficioso, o Correio da Manhã,” minam a democracia, tal como ela deve ser. Esperemos então pelo pacote legislativo que nos defenderá da perfídia ôntica da ralé das “redes” e dos ilegítimos anseios dos capitalistas da comunicação social.

diria como Pinto da Costa:
‘o que é democracia? onde joga?’
vão brincar com objectos não disfuncionais das Caldas
Se bem me lembro, este era o tipo que classificava as investigações à vida de Sócrates em Paris, como jornalismos de sarjeta.
Nem se lembra que se estas atoardas que agora lança, alguma vez viessem a ser lei, ele próprio poderia ser mandado calar por um outro idiota simetricamente palerma ao agora proponente… enfim.
Não é flor que se cheire – sim, o “parolo” (assim se definiu, em sarcasmo com os lesados por Sócrates, num cúmulo de sem-vergonha) não gosta que investiguem as redes sociais do seu partido (https://www.dn.pt/arquivo/2007/santos-s ilva-quer-todos-a-lutar-contra-o-jornali smo-de-sarjeta-656518.html ). No que vai bem acompanhado pelo ilustre constitucionalista, em tempos o preferido de Sócrates.
Cristina a presidenta?
Porque não, até já temos ‘Cristina, não vais levar a mal…’, e muitas idas a uns dias de férias por todo o mundo.
Se já temos artistas de tv em presidentes, calhava bem uma voz refilona libertar Olivença, mesmo que os espanhóis nos impedisse apoiados por uns vasconcelos lambe botas.
O ernesto não é flor que se cheire.
A tina só se for para presidente da junta da Malveira.