De um sabemos da forma como se “licenciou”, da sua função agilizadora nos “negócios” e do modo como se foi embora, numa espécie de reedição da saída de Dias Loureiro do Conselho de Estado, quase que a pontapé. Do outro fica-se agora a aguardar o julgamento.
E registo o que a senhora procuradora, que não é anónima mas que mostra, coisa rara em Portugal, ter tomates, e contra quem certamente se iniciará agora mais uma campanha de desacreditação, escreveu na acusação sobre o arguido Miguel Macedo: “o muito grave e acentuado desrespeito pelos deveres funcionais e pelos padrões ético-profissionais de conduta, evidenciando total falta de competência e honorabilidade profissionais” e a “incompatibilidade absoluta” com a manutenção de qualquer cargo público que pressuponha “zelo, isenção e lealdade“.
Mais forte era difícil para a santíssima trindade abençoada por Cavaco Silva e à qual o líder do CDS-PP deu o aval.
Confesso que não alcanço o que leva tanta gente da nossa classe política, à direita e à esquerda, a agir desta forma, prestando-se a este tipo de situações (confusões?) no exercício de cargos públicos, onde a simples estupidez se confunde com a má formação ética e política, deitando-se tudo a perder: o nome, a carreira (ainda que construída à sombra da politiquice), a reputação.
Dos crimes poderá vir a ser absolvido, do juízo de censura é que não se livra. Ele e quem o meteu lá. Com bananas ou sem bananas, de avental ou em pelota.


Importa sublinhar que na mesma legislatura passou de Ministro a arguido com pulseira electrónica, um feito se comparado com a anterior legislatura.
A senhora procuradora é que tinha razão, não existe corrupção em Portugal, nem indícios sequer…
Creio que foi o SAC que colocou aqui um post a elogiar este ex-ministro por se ter demitido na altura em que se soube da “trapalhada” dos vistos gold e que eu critiquei pois a sua conduta já revelava muitas “incongruências” e incompetências, cá para mim o homem saiu apenas para ver se ninguém dava por mais maroscas.
Estes casos são reveladores da incompetência dolosa com que os bens públicos são administrados e se umas acções caiem nas malhas da justiça outras igualmente graves mas que estão “dentro da lei” ou do espírito ” da mesma (como agora se acena amiúde ) ficam á margem da justiça e são estas ultimas que mais preocupam pois são transversais a toda uma casta que começa a agitar bandeirinhas aos 16, segue a assessor aos 26 e quiçá a secretário de estado aos 36.
A foto demonstra bem três exemplos do mais reles que temos…
Muito bem. Só é pena que não use o mesmo critério quando a desonestidade vem do outro lado…
Tem andado desatento. Ou lê pouco.
O comentador não tem andado desatento. Aliás o autor deveria no mínimo ter a ombridade de referir que isto aconteceu com um Governo PSD/CDS.
E que a dita procuradora foi nomeada pelo malvado Governo, pelo Presidente da Republica o malvado e pouco polido Cavaco que tanto detesta.
“O cargo de Procurador-Geral da República/PGR, único magistrado do MP sujeito a designação pelo poder político, assenta na dupla confiança do Presidente da República e do Governo: a respetiva nomeação e exoneração são feitas pelo primeiro, sob proposta do segundo (artigos 133.º/m), CRP e 131.º/1, Estatuto do Ministério Público/EMP), não estando a escolha vinculada a qualquer área de recrutamento ou sequer a especiais requisitos de formação.
Desde 12 de Outubro de 2012, o cargo é ocupado por Joana Marques Vidal”
Joana Marques Vidal tomou hoje posse como Procuradora Geral da República. Cavaco Silva diz que a primeira mulher a ocupar o cargo reúne as qualidades necessárias: Ministério Público tem de ter “isenção, independência e coragem”
E agora se não existir ” campanha de desacreditação” o que o autor vai fazer?
Peço desculpa ao autor. O meu comentário sobre a procuradora está errado uma vez que é uma outra procuradora.
Lê pouco, provavelmente nem sabe.
Então este não tem direito a estar inocente até ao veredicto final, espingardar contra as fugas ao segredo de justiça* e ataques institucionais com oratória barata em cine-teatros de província?
* concedo que a quebra do segredo de justiça depende em grande parte da qualidade dos advogados de defesa que a administram…
Confesso também a minha desilusão relativamente a este fulano — mas vi muitos destes tipos na faculdade. AE’s, partidos, amigalhaços, enfim, o costume: o sangue meridional fervilhante de aldrabice facínora, tão apreciado por alguns afro-islamófilos da nossa praça.
Nós, os visogodos que ainda sobram, devíamos ter eliminado toda a tralha magrebina e mediterrânica de gente que aqui estava na altura da reconquista, pá. Erros que se cometem e que se pagam muito caro.
Espanta-me como há gente que ainda se espanta com estes casos.
É que nem são casos – são a regra.
Que, como todas, tem exceções.
Casos são aqueles que vêm a lume.
Esses, sim, é que são a exceção que confirma a regra.