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Razões de paternidade convocam-me para que, daqui a algumas semanas, cruze o Trancão rumo a Inglaterra. Pesquiso as rotas possíveis e enfrento os preços. Desiludo-me com os caríssimos comboios e as sinuosas camionetas. Acarinho a ideia de subir aos bombeiros da Encarnação, mochila às costas e nas mãos o dístico “United Kingdom”, num convicto “hei-de lá chegar” – entre várias outras do tipo, não cruzei eu tudo aquilo, polegar ao alto das framboesas de Inverness às maçãs de Leicester em apenas um dia?, e não foi assim há tanto tempo, parece-me…
Mas, enfim, rendo-me aos tempos. E vasculho as viagens aéreas, apartando-me de “companhias de bandeira”, claro está. Nisso acabrunho-me face aos “low cost” que não o são assim tanto. A minha primeira pesquisa é a mais lógica: subir a Avenida de Berlim até à Portela, apanhar o avião até Londres, beber um sumo de laranja em Notting Hill (imaginando um choque com a Julia Roberts) e no dia seguinte seguir ao meu destino paternal.
Para pernoitar por lá telefono a uma queridíssima amiga, há décadas vivendo na cidade. A qual de imediato se disponibiliza para me aboletar. E, sabendo que cada euro me é precioso, logo me aconselha sobre as minhas várias opções. Pois se poupa no preço do avião e depois paga-se ainda mais nos transportes subsequentes… Digo-lhe que tendo para um vôo para um aeroporto mais excêntrico. Ela, muito viajada, tem uma aplicação telefónica apropriada e logo me explica rotas terrestres e preços até sua casa. E antes explica-me, “do aeroporto até cá a casa é como de Santarém a Cascais”…
Enfim, escolherei outra rota, mais “maneirinha” à bolsa, desembocarei noutro sítio qualquer. Pois nem todas as viagens terminam naquilo do sair do aeroporto, mochila nas costas, e descer a Avenida até casa. Como, nisso privilegiado, até já fiz.
Servirá de algo partilhar estas memórias e presentes com as nossas “elites”?

aeroportos?: jámé!
faz obras públicas quem não sabe criar riqueza
P. Quanto valerão os hectares da Portela para fazer novos bairros e o caraças?
R. Mêmo bué.
Ou seja, vai sair de um lado e não vai entrar pelo outro.
e o camandro …
isso é pró lado do Lumiar, não? Perdão… da Alta
Ok, sortudo, ainda por muito anos terá o apeadeiro à porta de casa.
O problema é a fila de espera lá dentro. Passa-se muito mais tempo a secar, ali, do que a voar.
E já gora: no Contrato que entregou todos aqueles, e outros chorudos “serviços”, aos franceses não há uma cláusula que limite e consequentemente penalize as esperas lá dentro que tão má imagem dão do País?.
Não seria motivo para terminar com semelhante arranjinho?.
O meu filho contou-me ontem o que se passa no aeroporto de Zaventen (Bruxelas) e comentou ‘vocês continuam a ser os mesmos pobrezinhos, com meia dúzia de esperas e atrasos’. Aqui estamos com milhares de pessoas à espera de uma simples informação de como podem encontrar a bagagem no meio de milhares e malas.
Os polacos, turcos e outros imigrantes que trabalhava no aeroporto foram despedidos por falta de trabalho devido à pandemia.. Agora as companhias de aviação apenas se preocuparam vender as passagens, depois é o que se está a ver por todo o lado: falta de pessoal para os habituais serviços nos aeroportos.
Está igual em toda a Europa. ford-worcester-62021957 os-t-2-aeropuerto-madrid-14007088
Londres: https://www.bbc.com/news/uk-england-here
Madrid: https://www.epe.es/es/espana/20220705/ca
O motivo é exactamente esse: despedimentos em massa durante o covid e agora é so vender voos, o resto logo se vê.