
As mudanças políticas, económicas e tecnológicas das últimas décadas pouco têm alterado a sociedade: pois se antes a culpa era sempre do mordomo agora são sempre os motoristas que estão metidos ao barulho. Que o digam Sócrates, Rendeiro e outros que tantos… E que não restem dúvidas aos autores, esses motoristas são mesmo uns malvados.

Quando o mar bate na rocha…………
Qualquer rmotorista, seja nas forças armadas, seja no governo, cumpre ordens.
Gostava de saber se foi antes ou depois de analisarem o papel higiénico do falecido que chegaram à conclusão que o motorista é que era o culpado?
O motorista não podia obedecer a uma ordem proibida,
Não pode dizer que foi o Cabrita que lhe disse ‘vai a mais de 120 e atropela quem aparecer’.
Agora vai começar a “guerra” entre a C. Seguros do carro e a C. Seguros assidentes de trabalho do atropelado.
Habitualmente os carros ao serviço do estado não têm seguro.
Sei do que falo pois se não tivesse eu seguro de “danos próprios” bem me tinha lixado.
Este carro não sei o que tinha pois não era um carro apreendido.
Lapso meu, queria dizer que era um carro apreendido e portanto ali num limbo legal qualquer do ponto de vista do seguro de que desconheço.
(1) Não se consegue provar que o motorista estivesse a conduzir mal por ordem do ministro. Pode-se presumir que isso seja o que aconteceu, mas não há quaisquer provas disso. Não se pode acusar em tribunal alguém de alguma coisa quando as provas não existem.
(2) Nem sequer se consegue provar a cumplicidade do ministro na má condução: o ministro podia perfeitamente ir a dormitar enquanto era conduzido e não ter por isso consciência das asneiras que o motorista estava a fazer.
Nestas condições, infelizmente, de facto não se pode acusar o ministro de nada. Não há provas!
Íam mais pessoas no carro, presumivelmente todas elas hierárquicamente acima do motorista.
Claro.
Ou como diria a joacine, incolor.
O Ministro quando acordasse ao fim de uma viagem que duraria 2 horas mas foi feita em metade do tempo até lhe pregava um processo disciplinar.
Isso mesmo.
O motorista caso não tivesse havido acidente e fosse apanhado em excesso de velocidade era ele que seria multado e carta apreendida, mesmo que o ministro dissesse ter sido ele que mandou andar mais depressa. Poderia depois ter umas “desculpas”.
Outro pormenor, e a Companhia de Seguros – Acidentes de Trabalho estará a questionar, se o carro fosse a 120 teria atropelado o trabalhador da mesma maneira?
Julgo que os ministros não têm poder para alterar as Leis de Trânsito, só a Policia pode mandar avançar um carro pisando um traço contínuo ou andar a mais de 30 onde haja essa proibição, assim como a andar a mais de 120 numa auto estrada.
Mas, agora o ministro foi pregar para outra freguesia e safou-se sem ser o culpado da queda das árvores no Funchal e cheias no Algarve, que nos incêndios seria sempre o culpado.
O Cabrita que se lixe, não foi culpado da propagação covid na festa do Sporting também não vai ser deste caso. Neste caso o Cabrita só pode ser acusado de ir a dormir.
Agora, quem tiver em BMW, igual ao do desastre, circulando o carro a 160 km/h na auto estrada, experimente ir sentado no banco de traz e ver consegue notar se vai aquela velocidade sem estar constantemente a olhar para o conta-quilómetros.
O motorista tem de explicar porque ia aquela velocidade.
Qualquer pessoa que conduza e não seja um nabo sabe distinguir entre 120/130 Km/h e 160/170 Km/h sem precisar de olhar para lá.
‘Tá bem, mas era um BMW topo de gama, não é a mesma que um SEAT
O que é que há em comum entre o motorista da Casa Pia, do motorista do Sócrates e do motorista do Cabrita?
E não é o guiador…