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1. Antes de tudo os dois vencedores: o PS; António Costa. A ordem é arbitrária. Os que, como eu, não gostam bem que podem botar o rol de coisas que consideram criticáveis: o controlo da justiça; e o da comunicação social, a estatal e a privada; a rede familiar no aparelho político; a (indi)gestão dos fogos rurais; a continuidade da austeridade; a perene inexistência de um verdadeiro desenvolvimento nacional; as constantes diatribes governamentais, a errática política africana, etc. Mas o que é certo é que a população votante aprecia. São as pessoas alienadas e ignorantes, ou vice-versa? Essa explicação pulidovalentesca, por mais que atractiva em dias de irritação, é vácua. A força sociológica do PS não é conjuntural e é fortíssima. E um “partido” não é uma “frente” ou um “movimento”, é um “partido” mesmo que tenha uma retórica “nacional”. O PS, tal como os outros, é um partido, portanto ligado a interesses preferenciais, e está imensamente ancorado no país. Lapaliçada? Talvez, mas há muitos que o esquecem. E Costa é muito hábil. Competente. Reproduz e engrandece essa base sociológica. Está para durar, excepto se houver um “arrefecimento global” económico-financeiro.
2. Foi um straight flush: PSD atarantado – já o estava e Rio sublinhou-o no penoso discurso final, exactamente igual ao de Jerónimo de Sousa, feito antes: disse ele que o PSD foi alvo de campanha da imprensa, de difamação até; que o PSD apresentou propostas detalhadas em todas as áreas temáticas (como se isso não fosse o trivial num partido daquela dimensão); que o PSD divulgou essas propostas em campanha; e que as profecias da hecatombe do PSD foram exageradas. A efectiva similitude com o discurso do secretário-geral do PCP foi mais que patética, pareceu mesmo plágio. CDS esmagado. PCP amarfanhado. BE reduzido – por mais que anunciem vitória os resultados não foram os que esperavam, e perderam 60 mil eleitores, uma boa quantidade desses para o rival mais próximo, agora neo-parlamentar. E nenhum dos pequenos partidos ficou imprescindível para futuras negociações.
Melhor para o PS/Costa seria mesmo muito difícil. E o óptimo é inimigo da … maioria absoluta.
3. A comunicação social trata o BE com cuidados inexcedíveis. Até quando? Vi a noite eleitoral na estatal RTP. Ali José Rodrigues dos Santos, que tanta esquerda apoda de reaccionário (ou mesmo “fascista”) várias vezes falou do resultado daquele partido, afirmando que não tinha crescido. Mas não foi capaz de dizer que o Bloco de Esquerda perdeu cerca de 60 mil votos. E na intervenção final do painel de comentadores Marisa Matias conseguiu dizer que “não há crescimento”, sendo que o jornalista (do Estado) não a fez enfrentar os resultados.
Mas isso são as coisas que todos viram. Deixo também os meus apontamentos pessoais, para quem tenha paciência/interesse:
4. Fui votar bem cedo, aqui na vizinhança onde cresci e agora vivo, na escola onde votavam os meus pais e eu sempre votei. Faltava gente nas mesas de voto – isto no centro de Lisboa, freguesia Olivais -, e vizinhos conhecidos convocaram-me para ajudar. Não tive “lata” para dizer que não – ainda para mais já tendo feito várias eleições no estrangeiro. E assim passei o dia numa mesa de voto, integrando uma simpática e funcional equipa de verdadeiros veteranos desta actividade – gente com 30 anos ou mais disto, entenda-se. Por eles vim a saber que este trabalho, afinal, é remunerado. Ou seja, ganh(ar)ei cerca de 50 euros pela missão cívica. E nisso percebi porque faltavam pessoas na alvorada eleitoral: pois a junta de freguesia pagara o trabalho feito nas eleições europeias apenas na sexta-feira anterior … Cá se fazem, cá se pagam, diz o povo na sua infinita sageza.
Fiquei como escrutinador na mesa dos “Manuel” e das “Maria” – e saí impressionado com a dimensão do voto geronte. A freguesia é muito envelhecida, e isso nota-se à vista desarmada (Há quase uma década, quando vivia em Moçambique, cá viemos de férias e a minha filha, com cerca de 7/8 anos, perguntou-me, impressionada, “pai, porque é que há tantos velhos em Portugal?”). Entenda-se, saí do dia naquela mesa de “Manuel” e “Maria” (mas também de “Marco” abstencionistas) impressionado com a dignidade de tanta gente já tão frágil que não se dobra, e vai botar a sua opção. Numa taxa de abstenção bem abaixo da nacional, menos de 35% numa mesa de 940 eleitores. Impressionado também com a minha extrapolação, a do conservadorismo óbvio que um eleitorado assim composto transportará em termos nacionais, mas isso é outra conversa.
5. Eu anunciara em quem iria votar. Fi–lo no meu blog, sem o reproduzir aqui pois não me parece curial usar um blog colectivo para algo que poderia ser considerado como campanha política. No fim do dia eleitoral pude perguntar-me sobre se vale a pena que aqueles que não têm actividade política explícita escrevam sobre política. E confirmei que vale, mesmo: eu havia blogado que votaria no Aliança, pela chã razão de que tenho apreço pelo “panache” do Santana Lopes, na sua óbvia crónica de uma morte política. Fui assim até à mesa de voto, boletim já na mão. Hesitei. E mudei. Por influência do João Caetano Dias, o enorme bloguista do saudoso “Jaquinzinhos“, em particular deste seu texto. Não sou grande fã dos hiper-liberais, nem nunca li com apreço os grandes blogs liberais, tamanho o desvario de muitos dos seus escribas – de facto reaccionários nada liberais. E a divertida campanha do Iniciativa Liberal fez-me desconfiar, pareceu-me uma espécie de Bloco de Direita, se nos lembrarmos dos tempos iniciais do BE.
Mas o país precisa de mudanças. Redução do estatismo, económico e cultural. Combate ao clientelismo. E à verdadeira criminalização do Estado, que o PS praticou neste XXI e procura apagar (e talvez reproduzir). A chegada de uma geração mais nova, apesar de tiques nada liberais (“aumento das penas de prisão” para quê, num país com a tipologia e a incidência de criminalidade que Portugal tem?), com ideias que afrontam o Bloco Central, herdeiro do corporativismo do Estado Novo, é salutar.
Ou seja, já com a sebenta Bic na mão desviei o voto. E no ínfimo do meu voto colaborei nesta inovação. Obrigado, grande jcd, desde sempre um dos meus dois bloguistas preferidos, pela provocação intelectual. Agora é ver o que esta nova via pode influenciar.
6. Chegado a casa, algo cansado, comi uma febra reaquecida (que viera na antevéspera num doggy bag). E vi o que todos já sabem: que os partidos racistas CHEGA e LIVRE elegeram cada um o seu deputado. O que anuncia que as suas pérfidas agendas virão a ser agregadas por outros partidos competidores: em particular o BE que já viu parte do eleitorado deslocar-se para esta eleição – algo decerto maquinado pelo PS, tal era a ironia de Costa saudando o novo partido parlamentar -, e o CDS, que procurará disputar a direita conservadora. A ascensão destes racismos à assembleia é a grande derrota da democracia portuguesa. E que cada um de nós, democratas, escreva o que puder, resmungue o que entender, contra essas excrecências. Pois, como digo acima, nem que seja apenas para “convencer” um compatriota justifica-se tomar posições.

“Impressionado também com a minha extrapolação, a do conservadorismo óbvio que um eleitorado assim composto transportará em termos nacionais, mas isso é outra conversa.”
Concedamos que sim, à sua extrapolação! Mantém-se a questão intrigante, para mim. Como votam os conservadores em Portugal!? O que será um conservador em Portugal!?
Temos dois partidos conservadores no parlamento: o PC e o PSD.
Isabel
O CDS também é conservador.
O CDS também é conservador.
Aquilo não é bem ser conservador
Isso dependerá do que cada um entende por “conservador”. Como explicito na resposta ao comentário de Justiniano não era a essa delimitação que eu aludia
Julgo que será explícito – mas talvez esteja errado -.pelo tom do postal que não estou a elaborar sobre o que é o “conservadorismo”, em termos ideológicos ou conceptuais, e sobre qual é o seu actual conteúdo em Portugal. Ao que procurei aludir, explicitando que era uma mera extrapolação minha provocada apenas pela experiência de uma mesa de voto, com 940 eleitores – alguns nonagenários, imenos octogenários, centenas de septuagenários, raros sub-20s, escassos vintões – numa freguesia muito envelhecida, foi ao facto de que um eleitorado muito idoso será muito menos atreito a mudanças eleitorais e a propostas de transformações, que terá um comportamento eleitoral muito conservador. E nisso tendendo a votar nas mesmas áreas partidárias, mesmo que mudando de partido votado.
O habitual desprezo pelas opções dos outros, nada de novo.
Em de se focar nas responsabilidades do colectivo e possíveis consequências prefere o discurso da sua aparente superioridade em relação aos demais.
WW
Anónimo WW este é o típico comentário anónimo, a atoarda cheia de presunção, a mãozinha atrevida na anca, anonimizada quando atrás de um ecrã. O postal pode ser uma porcaria mas onde encontra a “aparente superioridade em relação aos demais”? O postal é sobre eleições, está escarrapachado que iria votar por num partido apenas por uma “chã razão” de achar piada a um tipo candidato e que mudei, à última hora, porque li um texto que me agradou, ainda que não simpatize particularmente com algumas ideias propaladas pelo que grupo que ali se defende. É essa a minha superioridade face aos outros? É esse o meu desprezo?
Quem desprezo eu neste postal? Os eleitores do PS? É isso que você, anónimo WW, encontra? Tem a razão. Os eleitores votam nos “partidos” que consideram representar os seus interesses, isso é a democracia. Referir isso é desprezá-los? Desprezo os outros partidos parlamentares? Do que escrevi você, anónimo WW, pode retirar que menosprezo os discursos de ontem de Rui Rio e de Jerónimo de Sousa, porque não explicam (de facto tentam esconder) o acontecido. Menos-prezo, não des-prezo. Desprezo os jornalistas da RTP porque são superficiais e até carinhosos com o BE? É isso que encontra? Criticar uma postura suave face a um partido, notoriamente diversa da que eles têm face a outros (face ao PCP é constante) é desprezo?
Desprezo os meus vizinhos, os fregueses da minha freguesia, a que aludo? Desprezo os eleitores, tantos deles já tão envelhecidos, que me comoveram na sua vontade de participar nas eleições, e que refiro? É isso que encontra?
Ou limita-se a “mandar a (miserável) boca” porque eu efectivamente desprezo a abjecta noção racista que conduz os miseráveis movimentos em torno do CHEGA e do LIVRE? E como me repugnam essas escumalhas você, anónimo WW, escondido atrás do miserável anonimato, vem-me dizer que a todos desprezo em nome de uma qualquer ideia de superioridade própria? É porque desprezo a escumalha? Se é por isso, se é por se sentir desprezado por ser escumalha, ok. Mas não terá razão quando afirmo a minha superioridade face aos outros. Apenas porque afirmo a superioridade de tantos face a estas abjectas minorias.
partidos racistas ?…no meio de partidos comunistas, marxistas, antipatrióticos, ateístas, socialistas corruptos, extremistas intolerantes dos animais por fora e marxistas por dentro…who cares ?
em vez de dizeres asneiras poderias ir aprender a escrever os nomes e diminutivos que queres usar para assinar as patetices que botas na internet.
Mesmo por aqui vários autores e experientes homens da política referiram frequentemente a parcialidade, a cerimónia, com que comunicação social tratou o governo PS. Expresso, DN, Público….
Ignorar a luta intestinal, dentro do PSD, deste ano, com outras passadas é a meu ver incorrecta, porque Passos fissurou, ideologicamente, o partido como nenhum outro o tinha feito, trazendo para as suas fileiras personagens não muito recomendáveis.
Houve todo um trabalho de sapa, desde o início, da liderança de Rio, escolhido em congresso, que culminou com a saída da Santana Lopes, e mesmo com o congresso extraordinário da responsabilidade de Luís Montenegro.
Segundo Rangel:
Rio “pôs as coisas no seu lugar, mostrou bom senso, sentido de estado, sentido de responsabilidade, mas ao mesmo tempo também, coragem. Abrir uma crise política em pleno período eleitoral, a meio do mandato, sem haver nenhum acontecimento excepcional, sinceramente é algo que é inédito, e que não é bom nem é positivo, e do meu ponto de vista até surpreende porque deixa mal as pessoas que estão a fazer isso”.
E vou ficar por aqui. Isto do PSD e da responsabilidade de Rio já se assemelha às conversas sobre as alterações climáticas, mais a responsabilidade do Homem, nelas.
O problema do PSD e de Rio ultrapassa-me. Votei uma vez naquele partido, em 1999, há vinte anos, não sou um psdólogo, psdfilo, ou psdfóbico. Eles que se arranjem. O discurso do homem, ontem, foi apatetado, e “prontos”…
Caro Vorph, nem parece seu!! Andar às bocas!!?? “trazendo para as suas fileiras personagens não muito recomendáveis.”. Estará a falar do Miguel Morgado e do Pedro Lomba!!? Por outro lado, a nova esperança intelectual do PSD de Rio estará entregue a personagens de grande vigor intelectual como Hugo Carvalho ou Elina Fraga, ou será o Silvano!!?
https://www.cmjornal.pt/portugal/detalh e/jose-miguel-judice-julgado-pela-ordem-d os-advogados
https://www.jn.pt/justica/bastonario-do s-advogados-fura-regra-e-fica-a-ganhar-m ais-de-13-mil-por-ano-9473101.html
https://www.publico.pt/2013/02/03/jorna l/marinho-e-pinto-acusado-de-destruir-es trutura-da-ordem-26003246
Estranho!!!
Quanto a Silvano, até lhe respondia, mas tinha que ser durante um jantar, regrado e regado. Há coisas que não posso dizer, aqui…olhe vá passando no meu Blogue de Alterne, que sobre o assunto há-de aparecer assunto. Abraço
ó Valknut não percebo nada disto: que tenho eu e o meu postal a ver com as notícias lá do que se passa no PSD desde as calendas gregas? Quer escavar isso? Faça-o onde lhe apetecer, até mesmo nos meus postais que se debrucem sobre as pertinências e impertinências do PSD, se me der para aí, mas – caramba – aqui é mesmo abusivo
Um outro ponto, o que o Vorph também aflora!
Não foi com Rio que a merdia de referencia começou a hostilizar todo o campo político à direita do PS. A coisa começou há mais de 10 anos, às claras em todo o Ocidente desenvolvido (o espectro de uma vertigem suicidaria paira sobre nós)!! Rui Rio pensou, tonta e ingenuamente, que poderia vir a ter a simpatia da merdia de referencia se se fingisse de parvo e transvestisse de progressista (um mistério tingido de tolice esta mania de Rio se pintar de progressista alimentando “causas fracturantes” ou rupturas com a matriz cultural. Acho que deve achar que é a mesma coisa do ser prá frente dos idos de 70 da sua juventude!!) Uma coisa grotesca!!
Rio não percebeu. O resto, de referência ou não (que é pouco lida, já agora, se pensarmos em milhões de eleitores), não interessa
Mas aonde e que o PSD perdeu!!! Ganhou…mas andou tudo a dormir nos ultimos 4 anos…um dos grandes perdedor foi o PS…senao conseguiu a maioria absoluta com as condicoes que teve
OK
O resultado das eleições permitem-me afirmar que Portugal, em termos eleitorais, continua a querer viver entre a hipocrisia e o puritanismo victoriano.
Hipocrisia, na medida em que os contrastes medem-se hoje através de uma classe governamental e também governamentalizada que faz apologia do sucesso, mas somente revela a miséria em que o país mergulhou;
Puritanismo, na medida em que essa mesma hipocrisia se faz sentir através de pseudo novos valores para encobrir um efectivo preconceito em torno da matéria: feminismo e lgbtismo, racialismo e a até mesmo, entre outros, a valorização/legalização do crime para encapotar o referido, nomeadamente o abortismo em nome da liberdade e da posse de um corpo; que na realidade são dois: o que se mata e o veículo.
É mentira quando afirmam que vivemos em uma sociedade sem valores. É mentira, na medida em que o valor é a afirmação da mentira que gera votos e uma relação de concubinato entre estado e certos grupos de interesse e também com interesses. Portanto, é um regime societário fragilizado que hipoteca toda uma nação e impede o surgimento da massa crítica.
Por último, importa referir que se confunde democracia com regime eleitoral. A faculdade de votar não determina a democratização da sociedade: como também é o caso português.
Assim, infere-se que a nação possui uma classe governamentalizada que impera e concede imperar sobre todos os demais.
A democracia é a liberdade de associação, de expressão, de votação (e de contabilização dos votos). O resto cada um lhe mete o que quer, mas é conversa para encher … Quanto ao que diz, pronto, é a sua opinião, obrigado por a partilhar com os que por aqui passam.
A democracia não é para resignados. E enchidos é o que se anda a oferecer em nome da nova ordem.
Democracia é um sistema político. É para todos, os resignados também.
Era esse o ponto, jpt.
pai, porque é que há tantos velhos em Portugal?
É ma boa pergunta, mas igualmente boa seria “pai, porque é que há tantas crianças em Moçambique?”.
Ó Lavoura, lá vem você, foda-se
Como não amar jpt?
Irra
PS: que ninguem se chibe à descendente
Agradecia que me explicasse porque é que considera o Livre racista.
Muito obrigado.
É um conceito muito peculiar de “racismo”: toda e qualquer distinção entre raças.
Assim, se o Livre privilegia apresentar uma candidata por ela ser de raça negra, então o Livre está a ser racista. Se uma universidade favorecer a inscrição de estudantes de raça negra (como muitas universidades americanas usualmente fazem), então essa universidade estará a ser racista.
No campeonato inglês de futebol também há um conceito peculiar de “racismo”: dizer que outrém não é de raça branca. Por exemplo, se um jogador disser que o seu colega é da cor do chocolate, está a ser racista.
Eu respondo, pelo jpt :)) políticas identitárias, associadas à cultura neomarxista… Jpt estou a brincar, posso é não ter piada, é possível
Vorph
Ó Vorph, junto-lhe assim, em registo mais chã, outra: a minha preta é preta, o teu preto não é …
Exactamente, também não compreendo
Zé, se não percebe não serei eu a explicar-lhe
Agradecia que me explicasse porque é que considera o Livre racista.
É simples: por que motivo é que aquela rapariga da qual só se sabe que gagueja e que quer o ordenado mínimo a 900 euros foi eleita? Porque é preta.
Pois eu não consigo convencer um compatriota em particular a ir votar. E como ele não vai a esposa também não vai, o pai está velho e também não vai sozinho, a mãe está num Lar também não vota, e o filho tem 27 anos e creio que nunca votou.
É um direito, não votar. Sou contra o voto obrigatório, acho que daí ao braço no ar é um passinho, e lá se vai o voto secreto. Milhões de portugueses exercem pontualmente o direito de se furtar à estafadeira que é perder meia-hora de 4 em 4 anos a votar. Não por terem as pernas partidas ou estarem em coma – francamente nem sei se a preguiça por si só justifica a abstenção. O que lhe disse, e não gostou, foi que não o aturo mais 4 anos a queixar-se destes gajos.
Eu não sou pelo voto obrigatório, muito pelo contrário. Nem aceito os tontos que dizem ser o voto um “dever cívico”, é um direito, que é coisa contrária. Nem acho que tenhamos a obrigação de “convencer” os outros. A única coisa que digo é que vale a pena escrever sobre política, que nisso talvez possamos “convencer” um compatriota de uma qualquer ideia que nos seja simpática.
Jpt, fez muito bem. Bom postal, como é seu hábito. Quanto às penas de prisão, discordo, num ponto. Um indivíduo condenado a 7 anos de prisão deveria cumprir 7 anos de prisão. Nos casos de corrupção, não deveria haver a “figura” de pena suspensa. Depois um tipo que viola uma mulher apanha o quê? 12 anos (o Godinho, das sucatas, apanhou 15!!!!)? Um tipo que mata um, apanha os mesmos anos de outro que mata 10. Isto não faz qualquer sentido.
“aumento das penas de prisão” para quê, num país com a tipologia e a incidência de criminalidade que Portugal tem?
Temos uma tipologia criminal muito nossa. A violência doméstica e em consequência o assassinato de mulheres
matar as esposas não é monopólio português. Mas não é esse o tema: no manifesto do IL, e no resumo eleitoral, lá aparecia o item do aumento das penas – é uma óbvia piscadela de olho ao eleitorado muito reaccionário, muito conservador. Não é com isso que um partido liberal se robustece. E a ideia, face ao conteúdo da criminalidade portuguesa, é uma patetice.
Nos países comunistas as penas são muito mais graves
Nos islâmicos. Bem sequer e crime
Onde está a reação ?
Quer lá o portuga saber da errática política africana. Nem do sns. Até ficar doente. Quer é €€ na conta.
E o PS deu. Que tenha dado pevides, e que boa parte do “aumento de rendimento” seja consequência das taxas de juro negativas, é um pormenor. Que todo esse incremento seja sacado via austeridade encapotada, outro pormenor insignificante.
No dia em que a malta comece a fazer contas, tem uma surpresa.
É possível Mas acho que foram 1 milhão e 800 mil tipos a votar assim. Que dizer? Que são todos estúpidos? Não, como digo acima, que um tipo acorde mas disposto e se sinta um Vasco Pulido Valente, para o qual todos os agentes históricos, individuais e colectivos, são umas bestas (à excepção dele próprio, historiador e colunista, claro), é perfeitamente normal, e acontece-me em muitos dias de noites mal-passadas. Mas não serve para sempre.
duas brevissimas
na mesa de voto onde fui, e acho que nas demais ali , a composiçao da mesa eram adolescentes raparigas, mas o presidente era homem normal, adulto.
Pensei que fosse uma nova estrategia nacional para “arrastar ” os jovens a votarem. Mas no sitio do jpt nao foi assim.
No post, o que me deixou confuso, foi a referencia ” E que cada um de nós, democratas “… talvez ainda atordido pelas declaraçoes de quem a imprensa diz ser a extrema direita agora no parlamento, mas essa direita anunciar que so quer melhorar esta democracia
eles dizem o que lhes apetece. “E que cada um de nós, democratas” interprete como quer
Não trate mal os anónimos. O senhor passa a vida a dar-lhes pancada, mas assinar postais não faz de si menos anónimo do que os anónimos.
Quanto à prosa, a mesma coisa. Veja lá se aprende qualquer coisinha com o Pedro Correia. Pelo menos para a malta ganhar coragem de ler os seus postais sem perder a vontade de desistir a meio de tal empreitada.
Anónimo do I L
Anónimo, uma vez que pertence a IL, gostaria de colocar-lhe as seguintes questões:
o Carlos Pinto anda muito preocupado com a redução do peso do estado, melhor, com o exagero das despesas do estado. Como a IL defende a eutanásia, pergunto-lhe se não será mais barato oferecer cordas, sem carrascos, para enforcamento de quem pretende morrer?
Já agora, como o aborto é um assassinato legalizado e custa dinheiro, não ficaria também mais barato oferecer essas cordas às e aos abortistas (pois dizem ser donos de seus corpos), também sem carrascos, e assim erradicar-se-ia definitivamente uma despesa desnecessária?
Como assassinar uma criança no ventre materno é um grande avanço civilizacional, não ficaria também mais barato legalizar a violência doméstica para assim deixar de ser violência?
Por último, não será uma forma de reduzir despesa, ciando simultaneamente igualdades e liberalidades, atribuir aos trabalhadores, aos patrões, aos deputados e órgãos de soberania o ordenado de acordo com o salário médio nacional apurado actualmente, fazendo com que o valor remanescente seja distribuído pelos pobres e vulnerabilizados pela crise liberal hodierna, aumentando-se assim a possibilidade de mais consumo e menos inflacção?
O que pensa a IL sobre estas interrogações?
É tão estúpido que nem vale a pena comentar: para si, um liberal defende uma sociedade sem lei: livre para matar, por exemplo. Tenha dó. E durma mais um bocadinho
Está lá uma pergunta sobre o que também considero ser uma estupidez liberal, que é a eutanásia. A ética médica e deontológica é ajudar a viver e também morrer, cuidando, mas nunca matar. E o resto vem por acréscimo. Quer você responder?
Um liberal a considerar que alguém que assina é anónimo? Não tem ponta por onde se lhe pegue, uma verdadeira patetice digna de um anónimo.
A Alemanha entrou em recessão técnica.
Como TODOS sabemos…seis meses depois a crise atinge a totalidade da UE.
Todas estas discussões sobre novo governo w geringonca são fúteis.
Portugal vai ser atingido por nova bancarrota.
Aí a esquerda vai fugir como sempre….deita as culpas para o capitalismo…..
E a tenebrosa direita vai de novo tentar salvar o país dá miséria total ..
É assim desde 1928….
Entretanto a esquerda tem os bolsos cheios com as famílias bem colocados.
Sw aparecer nova cândida Almeida a garantir….
NAO HÁ CORRUPÇÃO…
promovida ao STJ…..
As famílias ficam ricas w descansadas.
PS…mesmo a calhar . Há 2 meses discutia se se teria maioria absoluta.
Mesmo ao colo dos media Costa ficou aquém
É tb um perdedor….
A atitude dw Costa rodeado dos 5 ou 5 guarda costas do governo ao tentar agredir um idoso é RELES MESQUINHA W RESSABIADA
em qqer país civilizado seria um super escândalo e fim da carreira política
Mas os media seguraram Costa…
Como fizeram com os incêndios tancos famíliasgate…e as mentiras dw 2015.
Estamos no fundo da UE. W na fronteira do 5 mundo
Não precisa de gritar que a gente lê bem
Eu, por razões inversas ao caro JPT, não votei IL porque me pareceram nada reaccionários e nada conservadores! Há um vício nos liberais extremados! Têm uma enorme dificuldade em ver o intangível e infungível. A única angústia metafísica que os acomete é o imposto predial!!
E sobretudo, tal como os marxistas, versam sobre o capital e menosprezam o mais importante capital. O capital que assenta sobre os símbolos da memória, da história e da cultura, que se traduz numa comunhão de mores que sustenta instintualmente a coesão! O capital que transforma a sociedade num organismo único, vivo e coerente! Os liberais mais extremados ficam-se pela matriz comum e formal que é a ordem jurídica e a partir daí experimentam a comunidade que herdaram até descobrirem o limite da sua resistência estrutural!!
Por outro lado, tendo a concordar com as razões que aponta e da necessidade e premência dessa voz na AR. Haverá, pelo menos, uma voz impenitente e inclemente contra a instrumentalização dos direitos inerentes às pessoas como se de direitos do estado se tratassem! E sem a tibieza a que, nesse campo, PSD e CDS nos habituaram!
Espero, sinceramente, que alguma coisa nos possa, ainda, salvar dos que nos querem salvar (do mercantilismo, do racismo, da homofobia da desigualdade….) e dos que não se contentam em nos salvar e pretendem salvar o mundo, o sistema solar…a via láctea e mais e tudo!!
Um bem haja,
essa da “angústia … predial” está muito bem conseguida ….