O meu gato e eu


Teresa Ribeiro,

O teu mutismo poupa-nos imensas discussões. Desentendemo-nos às mil maravilhas.

5 comentários em “O meu gato e eu”

  1. é assim, o seu gato?
    divirta-se com ele. atire-o ao ar, bem alto, e poderá comprovar o que o poeta e.e.cummings “viu” na queda de um gato:

    (im)c-a-t(mo)
    b,i;l:e

    FallleA
    ps!fl
    OattumblI

    sh?dr
    IftwhirlF
    (Ul)(lY)
    &&&

    away wanders:exact
    ly;as if
    not
    hing had,ever happ
    ene

    D

    A explicação que ele deu ao seu tradutor japonês (que se deve ter torcido mais que o gato):
    “I am looking at a relaxed “c-a-t”;a creature motionlessly alive—'(im)(mo)b,i;l:e'”
    “…suddenly,for no apparent reason,the animal executes a series of crazily
    acrobatic antics—’Fall(-)leAps!flOat(-)tumblIsh?-drIft(-)whirlF(Ul)(lY) &&&’ …after which, he wanders away looking exactly as if nothing had ever happened…whereas, for me, the whole universe has turned upside-down in a few moments….”

    na composição dos versos, podemos imaginar um gato a cair na vertical.

      1. “atirei o pau ao gato” é uma canção infantil encantadora, mas a letra “magoa” um pouco.
        mas também não é por isso que vamos agora sugerir a sua alteração para algo mais pacífico, do género “atirei o carapau ao gato, mas o gato não o comeu”.
        e o e.e.cummings, no seu poema (?) só quis manifestar a sua admiração pela agilidade acrobática dos gatos, claro.

  2. Na verdade, prefiro o silêncio às discussões.

    A dificuldade em conseguirmos comunicar é um grande problema para todos nós (uns mais do que outros, dependendo sobretudo da personalidade), em diversos momentos da nossa vida e pelos motivos mais variados.

    Sem diálogo, nada se resolve, antes tudo se complica.

    Nada que ninguém já saiba o que é, não é verdade?

    Cristina Silva

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