Marcelo Rebelo de Sousa fez hoje o melhor discurso desde que ascendeu ao cargo de Presidente da República, há cinco anos. E um dos melhores discursos alguma vez proferidos numa sessão solene do 25 de Abril na Assembleia da República.
O melhor
Pedro Correia,

foi uma lição de história
contrasta com os discursos dos Deputados
Absolutamente.
Alguma vez tinha que ser.
E porque não fez no seu primeiro 25A do seu primeiro mandato?
Táctica ou agora é que se lhe apertaram os calos?
Vou por esta
Sublinho “discurso”.
Não me reconciliou com MRS mas confesso que gostei mesmo muito da referência aos ex-combatentes.
Em 1966, em casa de um amigo de infância e colega de recruta em Mafra, estivémos a discutir demoradamente se iríamos para a Guiné se para Paris de França. Ele escolheu Paris, possivelmente por ter já dois primos direitos e um irmão na Guiné e estar previamente traumatizado em relação à Guiné. Eu escolhi a Guiné possivelmente (é impossível garantir a autoavaliação) porque estava pessoalmente curioso em saber como reagiria quando estivesse debaixo de fogo (correu bem, por puro acaso, mas isso seria outra história).
O meu amigo prosperou e eu sobrevivi sem mais do que o que então chamávamos “estar apanhado pelo clima” e hoje seria PSPT, ou PTSD em inglês (tive de sair de repente do cinema S. Jorge a meio de uma sessão porque estava à beira de insultar toda a gente que enchia o “foyer” e gozava o ar condicionado num dia de semana).
A partir de 1974, senti-me profundamente injustiçado por ser politicamente considerado como quase criminoso e fiquei eternamente grato a Paulo Portas quando aprovou a pensão a ex-combatentes do Ultramar, não obviamente pelos 150 euros anuais mas pelo reconhecimento implícito (para comparação, a membros do PCP que viveram na clandestinidade antes do 25 de Abril foram atribuídos subsídios mensais bem superiores ao salário mínimo então aprovado e transmissíveis a viúvas e companheiras).
Assim não podia deixar de gostar do discurso de Marcelo mas sem me esquecer de que foi apenas um discurso.
“Assim não podia deixar de gostar do discurso de Marcelo mas sem me esquecer de que foi apenas um discurso”,… e apenas agora.
Estou de acordo, foi um belo discurso. A História assume-se com todas as verrugas, se não conhecermos bem as nossas fraquezas dificilmente nos tornaremos melhores.
o melhor discurso de sempre, na casa da democracia