O maior angariador de membros da NATO


Pedro Correia,

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Consuma-se o alargamento da NATO com a adesão da Finlândia e da Suécia, países que permaneciam neutrais há longos anos, por motivos diferentes, e agora desejam aderir à Aliança Atlântica para esconjurar a ameaça russa. Finlandeses e suecos rejeitam hoje ser os ucranianos de amanhã.

Em Helsínquia, por imperativo constitucional, a decisão foi ontem submetida a voto do parlamento. Com aprovação esmagadora: 188 favoráveis e apenas oito contra, havendo três deputados ausentes. Quase unânime.

Em Estocolmo, a decisão do Partido Social Democrata, que encabeça a coligação governamental, foi aprovada pela principal força da oposição. A primeira-ministra Magdalena Andersson protagonizou ontem uma conferência de imprensa conjunta com Ulf Kristersson, líder do Partido Moderado. Ambos deixaram claro que Governo e oposição convergem no pedido de adesão à NATO, numa inversão radical de 73 anos de assumida rejeição sueca da Aliança Atlântica.

O alargamento deverá ser confirmado na cimeira da NATO a decorrer no próximo mês em Madrid, mantendo-se a regra da aprovação por unanimidade apesar das actuais objecções da Turquia, que deverão ser ultrapassadas.

Novas derrotas para Vladimir Putin. O ditador russo, no seu frenesim imperialista, alegou a «crescente ameaça da NATO» como pretexto para invadir a neutral Ucrânia em Fevereiro. Tinha então quatro vizinhos membros do bloco político-militar euro-atlântico: Polónia, Estónia, Letónia e Lituânia. Passa a ter mais dois. Precisamente a Finlândia, ao longo de 1340 quilómetros de superfície terrestre, e a Suécia, com a qual partilha fronteira marítima no Báltico. 

Devia ser louvado no quartel-general da NATO, em Bruxelas. Tornou-se no maior angariador de membros para a organização.

 

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Votação electrónica, ontem, no parlamento de Helsínquia

98 comentários em “O maior angariador de membros da NATO”

  1. Tinha então quatro vizinhos membros do bloco político-militar euro-atlântico

    Não tinha quatro, mas sim cinco: a Turquia fica tão distante por mar da Rússia quanto a Suécia.

    1. A Suécia fica a dois passos do enclave russo de Kalininegrado: a fronteira marítima ali é bem visível, não é abstracção.
      A Turquia tem fronteira com a Rússia no Mar Negro, sim, mas as respectivas linhas costeiras estão a distâncias consideráveis.

      1. A Suécia fica a dois passos do enclave russo de Kalininegrado

        Não são dois passos. De Kalininegrado, na Rússia, a Karlskrona, na Suécia, serão uns 300 quilómetros. 300 quilómetros não são dois passos. De Sochi, na Rússia, a Trabzon, na Turquia, serão uns 400 quilómetros. (Isto a olhómetro no Google Maps.) Não me parece grande diferença…

    2. Na verdade, tinha cinco, e não é a Turquia. A Noruega tem uma pequena faixa fronteiriça com a Rússia, no norte da Escandinávia. Se querem ser tão perfecionistas, aí está. Se me vão dizer que é uma faixa pouco povoada, também os mil e muitos quilómetros de fronteira com a Finlândia o são.

  2. Não só na sede da NATO, também o senado americano e a federação dos emirados árabes unidos lhe devem honras de estado. Em pouco mais de 2 meses, fez mais pela valorização do dólar e do barril de petróleo do que anos e anos de lobbys e jogadas de bastidores para salvar ambos. O dólar cada vez mais ameaçado pelo euro enquanto moeda de referencia para transações de comercio e o petróleo a definhar face á crescente entrada de combustíveis alternativos ditos “verdes” (pelo menos de nome). Isto sem falar da industria de armamento (onde também os EUA são uma potencia mundial) que deve estar a viver dias de sonho com tantas encomendas, não só para o conflito que decorre, mas também para a corrida ao armamento que se verifica um pouco por toda a europa e não só. Falta o lunático voltar á cadeira do poder nos EUA e o circo fica completo.

  3. Sempre pensei que no melhor espírito de democracia, estas decisões de integrar a NATO fossem sujeitas a referendo: suponho terão tido boas razões para não ter sido feito, apesar de ter sido falado numa fase inicial. Isto porque sondagens, há para todos os gostos.
    Eu pelo menos gostaria que me perguntassem se concordava com uma decisão que significa passar a ser um alvo de armamento nuclear.

    1. O referendo é um instrumento político-jurídico dos países que o incluem nas suas Constituições. E apenas nesses.
      Nas democracias representativas, em geral, as decisões são tomadas por via parlamentar, não por via referendária.

      Em Portugal o referendo nacional esteve expressamente proibido na Constituição até à segunda revisão, concretizada em 1989 por acordo político entre o PSD e o PS.
      Mesmo assim, só pode ser convocado para validar ou invalidar actos legislativos precedentes e só é juridicamente vinculativo no caso de a participação ser igual ou superior a 50%. Até hoje isso nunca sucedeu.

      Quem gosta de convocar “referendos” é o ditador russo, que imita os plebiscitos hitlerianos em regiões ocupadas. Primeiro anexando-as de facto, depois convocando pseudo-consultas populares para legitimar a anexação.
      Até nisto há semelhanças entre Hitler e Putin. Qualquer dia o carniceiro do Kremlin começa a usar um bigodinho ridículo.

      1. Também a Suiça faz referendos com frequência.
        O instrumento em si julgo é a quint’essencia da democracia, prestando-se a mau uso como qualquer outra prática.
        Não é por existirem fraudes eleitorais que o direito a voto seja posto em causa.

      2. Num referendo quem manda e o POVO SR.CORREIA .EM Portugal chamem o que quiser mas democracia nunca .Vai aprender o que e que a palavra DEMOCRACIA significa ,mas tens que perguntar a um grego expecializado em linguas.

    2. As questões de política externa e de política de guerra não devem ser definidas por referendo, nunca. Porque são questões que não dizem respeito somente ao povo de um país.

      1. Talvez por isso as guerras sejam intermináveis.
        Eu pelo contrário acredito no Individuo, não acredito de todo no Estado.
        A principal preocupação do Estado é a auto-preservação no aparelho político nem que seja à custa do Individuo. Ou geralmente à custa do Individuo.
        Quando a definição moderna de Estado nasce, após a Revolução Francesa, entendia-se que o Estado devia servir a população. O actual paradigma é “o Estado exige que a população o sirva”.
        Alguma coisa deveríamos ter aprendido do século XX e da concentração de poder no Estado.

    3. Meu caro anónimo, para se ser um alvo nuclear não é preciso pertencer a nenhuma aliança político/militar. Basta existir.

      1. Acho que muita gente ainda não percebeu isso. Caso venha a existir um conflito nuclear, a geografia de pouco ou nada importa, apenas o tempo que se eventualmente resistirá, se uns meros segundos, horas ou dias. Se calhar pensam que indo para uma cave ou bunker com umas garrafas de agua e umas latas de conserva se vive alegremente por uns anos. É o que dá ver muitos filmes pós apocalípticos, todos falham num detalhe, a radiação demora milhares de anos a desaparecer naturalmente.

    4. Obviamente que deveria ter ido a referendada uma vez que a adesão à NATO não estava nos programas eleitorais e por isso não foi sequer votada.
      São decisões que devem ser consideradas inconstitucionais.

      Concordo com o título do texto.

      1. Conhece as Constituições sueca e finlandesa para afirmar tal inconstitucionalidade? Acaso os respectivos governos terão incorrido – por qualquer razão obscura -, em ilegalidades de decisão?

        1. Se a Constituição de um país supostamente Democrático permite que leis e decisões tão importantes sejam aceites sem sequer ir a voto então vale muito pouco…

          Eu sei que temos de escolher por exemplo entre uma França que faz referendos até que dê o resultado “certo” e o Putin para quem a eleições dão sempre o resultado “certo”…

          1. Se a escolha for essa que você diz, está feita por natureza sem necessidade de votação alguma.
            Basta ver quais são os países para onde se vai e quais são os países de onde se foge.
            Nos primeiros está a França, entre os segundos volta a estar a Rússia.

    5. Sr, Anónimo (faz sentido), eu também gostaria que a Rússia perguntasse à Ucrânia se gostaria de ser invadida. Deixe-se de argumentos oportunistas e, diga realmente o que pensa, se é que tem coragem.

  4. O referendo nacional “…só pode ser convocado para validar ou invalidar actos legislativos precedentes…”. Interessante.
    -As diferentes versões da Constituição (e respectivas aprovações) são, elas mesmas, “actos legislativos precedentes”.

    -Deduz-se que qualquer de estes “actos legislativos precedentes” -a saber: qualquer uma das versões da Constituição- deve dar azo a um referendo nacional pois é um documento supra-partidos, supra-deputados.
    A Constituição está entre o eleitor -o soberano em democracia- e os partidos/deputados, que aliás também estão sujeitos à “sua” Constituição.

    A Constituição é o documento base da nossa vida em sociedade organizada. De e para todos os cidadãos. Não comporta ipso facto aprovação delegável.
    Deviam, todas as versões, ser sempre sujeitas a referendo nacional.
    Assim sendo apenas são um previlégio de alguns. Sabemos porquê.

    1. A Constituição portuguesa nunca foi sujeita a referendo. Desde logo porque nessa data os referendos estavam proibidos. Pela própria Constituição.
      Nem a adesão de Portugal (melhor dizendo, da República Portuguesa) à CEE foi submetida a referendo. Nem nenhum dos passos posteriores da “construção europeia” em que estivemos, incluindo a adesão ao sistema monetário europeu, foi sujeito ao voto referendário.
      Referendo, entre nós, é algo que poucos levam a sério. Até ao nível local. Têm sido poucos e quase sempre sem adesão do eleitorado.

      1. Exacto. Os deputados constitucionalistas, autores da Constituição original e autores das alterações posteriores, aprovaram, a seu belo prazer, o documento que tinham acabado de elaborar. Nem “checks” nem “balances” do soberano, o cidadão eleitor. Quanto aos média…..
        Não admira o desinteresse de quem não ganha, nem tem nada a ver com “aquilo”.

        “Full democracies are nations where:
        Civil liberties and fundamental political freedoms are respected
        Valid systems of governmental checks and balances exist
        There are limited problems in democratic functioning
        Media is diverse and independent”
        em “https://www.zerohedge.com/geopolitical/mapped-state-global-democracy-2022″

  5. 1 – Mas a Rússia não é um dos 3 maiores construtores e vendedores de armas do mundo? Não quer a Rússia outra coisa, senão testar e experimentar armas. A Rússia vende armas à India, aos países da Ásia-Central, Médio Oriente, África e alguns da América do Sul.
    2 – A Ucrânia é um campo de treinos para a experimentação e modernização do armamento russo.
    3 – O Zelensky transformou a Ucrânia numa cotada de melhoramento de armas entre a Nato/Eua e a Rússia.
    4 – A Nato&Eua, ao não conseguirem tirar a Rússia da Ucrânia, mostram aos compradores de armas que as armas da Rússia são tão boas ou melhores do que as da Nato/Eua.
    5 – Haverá melhor feira de armamento para a Rússia mostrar aos seus potenciais compradores os seus produtos? Nem o Putin sonhava nos seus melhores prognósticos iniciais com este Euromilhões que a Nato/Eua lhe está a oferecer!
    6 – A cada prolongamento da guerra, devido ao envio de “mais armas” pelo Ocidente, o Putin deve dar uma grossa gargalhada.
    7 – E a China, esfrega as mãos de contente. E a Índia continua a comprar à Rússia milhões de toneladas de petróleo. E o preço do trigo e de outros recursos que a Rússia possui, continuam a valorizar-se e a terem maior valor no Mercado.
    8 – Advinhem quem são os compradores desses produtos e recursos que vão pagar mais caro?
    9 – Mas há uma coisa que ainda ninguém conseguiu explicar: — Mas porque o «regime Zelensky&batalhãoAzov» (com o apoio dos EUA/NATO) se achou no direito de ser mais “ucraniano” do que os «ucranianos pró-russos que nasceram na Ucrânia», ao ponto de os perseguir e matar durante 8 anos? Conseguem explicar isso?

    1. 1 – Lá por um português escolher ser de “esquerda” ou de “direita”, a favor ou contra a pertença à Nato, deixa de ser menos português do que os outros que escolheram diferente? Lá por um francês apoiar a saída da França da UniãoEuropeia e não desejar ficar sob a alçada dos EUA, deixa de ser tão francês como os que têm opinião diferente? Lá por um alemão não querer a Nato no seu território (e há milhares) passa a ser menos alemão dos que têm opinião diferente?
      2 – Agora imaginem um zelensky nesses três países (Portugal, França, Alemanha) a perseguir, matar e bombardear durante 8 anos os que não tinham a opinião dele…
      3 – Como foi possível este facciosismo cego e irracional, em apoiarem um regime que é obviamente xenófobo, discriminador, anti-democrático e fascista?

      1. Alguns putinófilos tugas, militares e civis, recomendavam há semanas a “finlandização da Ucrânia”.
        Apoio essa tese. Proponho, portanto, a adesão imediata da Ucrânia à NATO. Seguindo o exemplo da Finlândia.

        1. Se a Nato/Eua/UniãoEuropeia não estivessem cheios de medo de levarem com umas centenas de mísseis hipersónicos com mais de mil bombas nucleares em cima… já o tinham feito.

          1. Quem tem medo compra um cão.
            Aqui quem comprou um cão – e o traz sempre com a trela muito curta – foi Putin. Um cão chamado Lukachenko.

        2. A entrada da Ucrânia na UE/NATO deve durar anos, disseram os comentadores falantes de Domingo, nas TVs. A Constituição da Ucrânia tem de ser muito alterada a nível de direitos e garantias, o poder judicial e o governamental. As últimas alterações feitas por Zelensky, antes da guerra, não são “compatíveis” com a democracia da EU/NATO
          Sabia disso Pedro Correia?

    2. Mas há uma coisa que ainda ninguém conseguiu explicar: — Mas porque o «regime Zelensky&batalhãoAzov» (com o apoio dos EUA/NATO) se achou no direito de ser mais “ucraniano” do que os «ucranianos pró-russos que nasceram na Ucrânia», ao ponto de os perseguir e matar durante 8 anos”

      Ninguém consegue explicar porque a pergunta é falaciosa: quem tentou tirar territórios da Ucrânia foram separatistas/ forças russas, Zelensky não está no poder há oito anos e a história da “perseguição e morte” generalizada aos pró-russos é uma perfeita farsa da propaganda putinista, como se os resistentes ucranianos não tivessem sido tratados de forma estalinista. É perguntar a tantos que tiveram de escapar do Donbass ocupado e da Crimeia (aos tártaros locais, por exemplo, cujo líder nunca mais lá pôde voltar desde a ocupação russa).

      1. 1 – A minha pergunta não é sobre “território”. Sobre “território” votam quem lá vive, como no Kosovo, Timor, países CPLP, ou na Crimeia, e noutros sítios do mundo onde a ONU defendeu e legitimou o direito à autodeterminação.
        2 – A minha pergunta é sobre o direito a viver na terra onde se nasceu, onde se tem família, e onde se quer continuar a ser “ucraniano” lá.
        3 – Não valea pena arranjar truques, para fugir à pergunta.
        4 – Mais de 5 milhões de «ucranianos pró-russia» nascidos na Ucrânia queriam continuar a ser “ucranianos”, não queriam ser “russos” nem viver na Rússia. Até tinham representação parlamentar (11 partidos!).
        5 – Esses «ucranianos a favor de uma relação fraternal e amiga com a Rússia» não queriam ser “russos”, queriam ser “ucranianos”. E nem sequer impediram que o «regime zelensky» ganhasse as eleições e governasse.
        6 – A minha pergunta é, por isso, a seguinte: — Porque «zelensky&batalhãoAzov» necessitava de os perseguir, violar e matar durante 8 anos? Por se achar com mais direito a ser “ucraniano” do que eles?
        7 – O que «zelensky&batalhãoAzov» fez, com a cumplicidade da Nato/Eua, foi um acto criminoso de genocídio e xenofobia, que o coloca na categoria de anti-democrático e fascista.

        1. Só uma pequena questão: quem o nomeou a si para falar em nome dis ucranianos?? Quem lhe disse a si que os pressupostos que defende estão correctos? Regime Zelinsky&Batalhão Azov? Faz parte de alguma dissertação de ciencia politica ou ė um preconceito poó-rusdo seu? E para não perder mais tempo com as suas patranhas mesquinhas. Apenas lhe respondo que aos olhos do Mundo civilizado, a Rússia foi quem de forma revanchista, imbecil e cruel começou com este drama na Ucrânia! A Rússia se alguma vez tiver um regime responsável, inteligente e contra um imperialismo anacrónico, talvez se preocupe em dar bem-estar aos seus cidadãos em vez da miséria em que vivem e, em evitar que os filhos dos outros morram, para que o gangue que ocupa o Kremiln se permita a viver no maior luxo! O que me deixa muito curioso nisto tudo é ver a grande aliança entre fascistas e comunistas para socorrer o putin e seu regime criminoso! Unem-se sempre que há uma besta de duas patas com a manua das grandezas!

        2. Eu repito que a pergunta é falaciosa (para ser simpático) porque não se andou a fazer genocídio nenhum sobre os russófonos, muito menos Zelensky. Aliás é estúpido dizer uma coisa dessas porque a maior parte do Donbass estava ocupado pelos separatistas, que incluía perfeitos criminosos. Essa parte escapou-lhe ou o seu guião não previu isso? Quem aparentemente quer um genocídio do povo ucraniano é o seu patrão Putin, com aqueles discursos de que “não exista povo ucraniano”. E outra coia, quem tem de pôr as patas para fora são os russos e chineses, que aparentemente mete ao barulho: os ucranianos querem pertencer à Europa, não a regimes tirânicos de que aparentemente o Sap3 ou lá como assina gosta.

          1. Acho extraordinário como a memória é curta.
            Ainda há pouco mais de dois anos a imprensa ocidental andava incensada que a maior ameaça ao mundo ocidental era a “supremacia branca” e os “nazis”. Outro presidente americano…
            Agora que teem em mãos Azov supremacistas nazis verificáveis e auto-declarados – “isso não interessa, são heróis”.
            A mesma imprensa que dizia que um presidente Trump era impensável e que era um louco que “ia começar a Terceira Guerra Mundial”.
            Este, ainda nem chegou a meio do mandato e já leva vários recordes invejáveis.
            Muita gente a precisar de tomar o “cogumelo do tempo”.

          2. Se o cogumelo do tempo fizer efeito devia automedicar-se com ele: é cada tiro cada melro. Com que então para si o melhor exemplo de nazismo e supremacia branca é o Batalhão Azov, o pretexto gigante para a invasão (como se fossem um problema premente para o mundo); aparentemente não lhe passa pela cabeça que a melhor comparação com o nazismo seja um país que invade outro afirmando que o invadido não tem direito à soberania, que se deve fazer uma “desucranização”, e que se numa dada região se fala russo, então é porque pertence À Rússia. Uma cópia a papel químico dos pretextos nazis para sucessivas anexações nos anos trinta. Posso incluir a propaganda massiva, a desinformação permanente e mentirosa e o culto do líder.
            Quanto a Trump revelou-se um dos melhores amigos (e a aposta) de Putin. Se acha que esta guerra é culpa de Biden, então provavelmente terá de tomar mais coisas para além do cogumelo do tempo.

    3. Sim, é possível desde de que a minoria respeite a maioria.

      Desde 2014 a minoria russófona tem sido ajudada militarmente pela Russia.

      A Revolução Ucraniana de 2014, também chamada Revolução da Dignidade, teve início em Kiev, capital da Ucrânia, a partir de violentas manifestações de protesto, conhecidas como Euromaidan, contra o governo do presidente eleito, Viktor Yanukovych.
      Os distúrbios rapidamente se intensificaram, levando à deposição de Yanukovytch e à instalação, alguns dias mais tarde, de um governo interino, apoiado por grupos de centro-direita, direita, centro-esquerda e até de extrema-direita, todos mais ou menos anticomunistas, unidos contra o poder russo.
      O presidente deposto refugiou-se na Rússia, e passou a ser procurado na Ucrânia, sob a acusação de ser responsável pela morte de manifestantes.
      A queda do governo foi seguida por uma série de mudanças, em rápida sucessão, no sistema sociopolítico da Ucrânia, incluindo a formação de um novo governo interino, a restauração das emendas constitucionais de 2004 e a realização de novas eleições presidenciais, em 25 de maio de 2014, nas quais o pró-ocidental Petro Poroshenko saiu-se vencedor.

      1. 1 – Exactamente como a CIA/Eua queriam fazer na Bielorrússia, Cazaquistão. E fizeram em vários países do mundo, para porem lá uns fantoches pró-americanos, enquanto os senadores, empresas americanas, e até filhos de presidentes dos EUA faziam lá negócios.
        2 – Tem sido um fartar em vilanagem deste 1939-45.
        3 – Agora acabou. A China e a Rússia disseram: “Vão para a vossa terra, que é lá longe, deixem os povos do mundo em Paz”.

        1. Os EUA saíram do Afeganistão em agosto de 2021 depois de lá terem estado 20 anos.
          Quando saíram houve afegãos que prefiram morrer agarrando-se aos aviões dos EUA e caindo.
          Passou menos de 1 ano desde a sua saída…

          Para ti, estão melhor assim sem o imperialismo ocidental, sobretudo as meninas .

        2. Esquecem-se que a Europa fez tudo para que a Russia optasse pelos valores ocidentais/democráticos, ao ponto de países como a Alemanha, Itália, Eslováquia, Hungria …. estarem totalmente dependentes da energia russa.

          Onde é que estava a ameaça para Russia ?

          Falam da Nato mas esquecem-se da Geórgia em 2008, da Síria, da Bielorrusia (que agora vai voltar a aplicar a pena de morte para “terroristas” vulgo manifestantes)

          Tudo que tenha cheiro a democracia é punido.

          Será que os manifestantes sindicais cá Portugal têm a mesma opinião, acham que são terroristas?

        3. Você deve ser daqueles qur acga o putin um génio! Aposto que tem um poster do putin no quarto ao lado do Hitler e do Stalin!

  6. O putin é outro rocket man.
    Ele que se meta com os tugas e vai ver como é.
    Enfiamos-lhe com uma saraivada de metadados e para varrer o lixo mobilizamos o Pepe, o Otamendi e o Palhinha.
    Não se queira comparar um hipersónico com um metadado.
    O metadado, sim, é a arma mais letal do planeta.
    Tanto assim que até nos, tugas, heróis de todos os mares, andamos borrados de medo com a sua utilização…
    O putin que se cuide.

    1. Putin que se cuide com tudo quanto bebe e quanto come lá no búnquer onde vive corajosamente entrincheirado há vários meses.
      Vários ex-amigos dele têm falecido nas últimas semanas, todos de morte súbita.
      A esperança média de vida está a baixar muito depressa lá na Rússia.

      1. “Marcelo anuncia ida de Costa à Ucrânia, pelo menos, até sábado.”
        Marcelo anuncia?
        Isto é um desrespeito total pela capacidade de adivinhação do Marques Mendes.
        Mas se o Marcelo anuncia a ida de Costa à Ucrânia, pelo menos… Será que o Costa está a pensar em ir à Rússia, também?

        1. Só um suicida vai agora à Rússia.
          O último homem cheio de coragem a deslocar-se lá foi António Guterres. Mas até ele ficou à distância de 7 metros do ditador, recusou chá e torradas e nem sequer colocou as mãos em cima da mesa para evitar uma doença de pele degenerativa e potencialmente letal.

  7. Apesar de a Rússia não ser uma democracia, e ser condenável a invasão que está a fazer, é importante refletirmos sobre algumas afirmacões. Ninguém fala dos massacres feitos por ucranianos no leste da Ucrania desde 2014? E da provocacão à Russia que é rodeá-la de países da NATO? Sim, os EUA lucram muito com a venda de armas, a guerra não é só entre Rússia e Ucrânia.

    1. Adoro estes eufemismos dos putinófilos.
      Torcem-se todos num jargão muito próprio deles para evitarem chamar as coisas pelos nomes.

      Este escreve:
      «A Rússia não é uma democracia.»
      Em vez de escrever: «A Rússia é uma ditadura.»
      Ou, gastando menos palavras: «Putin é um ditador.»

      Outra do mesmo putinófilo:
      A Ucrânia, dentro do seu país, cometeu «massacres».
      Já Putin, ao invadir com mais de 150 mil soldados a Ucrânia, não cometeu qualquer massacre: limitou-se a praticar um acto «condenável».
      Como se tivesse roubado a caixa de esmolas da igreja.

      E agiu assim apenas por se sentir «rodeado de países da NATO».
      Basta para ser absolvido de qualquer culpa, segundo estes putinófilos.

      Que a Ucrânia não pertença nem nunca tenha pertencido à NATO, é pormenor de somenos.
      Nenhum putinófilo deixa que a realidade perturbe a cartilha que vão esforçadamente debitando em louvor ao déspota de Moscovo.

      1. É pá, ai daquele que diga que o putin tem um cancro, por ser um putinófilo.
        Deve dizer o putin não sofre de nenhuma doença, faz o faz com toda a lucidez.

    2. Quais massacres? O do avião da Malasy airlines? Ah, não foram os separatistas. Que provocações? A entrada da Polónia e repúblicas bálticas em 2004, ao mesmo tempo que a NATO fazia protocolos com a Rússia? Ou as bases russas na Transnístria, Kalininegrado, Sebastopol…?

      1. Esquecem-se que a Europa fez tudo para que a Russia optasse pelos valores ocidentais/democráticos, ao ponto de países como a Alemanha, Itália, Eslováquia, Hungria …. estarem totalmente dependentes da energia russa.

        Onde é que estava a ameaça para Russia ?

        Falam da Nato mas esquecem-se da Geórgia em 2008, da Síria, da Bielorrusia (que agora vai voltar a aplicar a pena de morte para “terroristas” vulgo manifestantes)

        Tudo que tenha cheiro a democracia é punido.

        Será que os manifestantes sindicais cá Portugal têm a mesma opinião, acham que são terroristas?

    3. Não é uma Democracia porque os eleitores votam maioritariamente em quem os “Ocidentais” não gostam?
      Nas últimas eleições em Portugal metade da população nem sequer foi às urnas, porque não acredita nesta democracia, e acha que está totalmente corrupta, manipulada e é ilegítima.
      Não foi com um golpe militar de meia dúzia de pró-comunistas, pela calada da noite, para fugirem ao escrutínio de eleições, que assaltaram o poder, expulsaram todos os que não eram da sua facção dos Media, roubaram casas e empresas, e puseram lá os abrilistas, e só 1 ano depois fizeram eleições?
      E nas eleições do Trump/Biden? Alguém acredita que aquilo é uma Democracia?
      E na votação da canção da eurovisão, alguém acredita nessa tal «democracia ocidental e europeia»?
      Não brinquem com as coisas sérias…
      O Mundo já não aceita os valores corruptos, imperialistas e decadentes do “Ocidente”.
      Um nova Ordem Mundial vai substituir estas pseudo-organizações neutrais dos “Ocidentais”, que dominaram os povos e as culturas do mundo após 1939-45.

      1. Quer-me ainda parecer que uma (outra) razão porque o mundo ocidental está metido em grandes sarilhos é porque – não esquecer – no ultimos anos a “nomenklatura” globalista política ocidental foi chamada à pedra e deu as mais deploráveis manifestações de intolerância, desrespeito da propriedade e liberdade de opinião, denegrir e perseguir quem questionava a narrativa, meter narrativas apocaliticas garganta abaixo pela televisão 24 sobre 24, etc, etc, etc.
        Com duas das suas palavras favoritas “negacionismo” e “xenofobia” aplicada convenientemente caso a caso tentaram silenciar largos sectores de cidadãos que apenas se queriam informar, ou teriam ideias diferentes.
        Aplaudiram quando o BLM pôs as cidades americanas a ferro-e-fogo mas acusaram de terroristas e congelaram as contas dos camionistas canadianos quando protestaram – pacificamente – o fim das restrições COVID.
        Ou Macron que queria “enmerder” os não-vacinados.
        Criaram “cercas sanitárias” para pessoas e partidos que não gostavam e diziam coisas inconvenientes.
        Refiri três situações, mas a lista é interminável.
        Pois, uma das coisas que conseguiram foi fracturar ainda mais as sociedades ocidentais que já estavam doentes. E não vejo forma que se possam reconciliar nem como se possam apoiar mutuamente neste cenário de crise instalada.
        Agora querem aplicar a “cancel culture” à Russia. Lamento, mas é um país que representa 11% da massa terrestre, rica em matérias primas e produção agrícola, muito acima da fantasia “ah é uma economia da dimensão da Itália”, com um potencial avaliado de 75 triliões de dólares e para quem sanções são como água em pena de pato.
        União Europeia ? Por sua própria conta e risco.

      2. Os EUA saíram do Afeganistão em agosto de 2021, nessa altura houve muitos afegãos que sair do país com o invasor, alguns preferiram morrer caindo do trem de aterragem do avião.

        Ainda não passou um ano…

        Para ti, eles estão melhor assim, sobretudo as meninas.

        Se um dia tiveres uma filha, espero que ela tenha melhor sorte…

          1. Foi quem os pôs lá.. Só um dia de trabalho de Putin dá para fazer incontáveis patifarias. Agora imaginem 30 anos.

          2. Os antiglobalistas tanto dão vivas aos camionistas canadianos, como aos coletes amarelos em França, como aos talibãs apoiados por Moscovo no Afeganistão.
            Ovacionam a burca em Cabul.
            Estes, de braço dado com os saudosistas do Pacto de Varsóvia, são os devotos do Putin. Que triste gente.

  8. O que quero dizer é que neste conflito nenhuma das partes está inocente. Vi com atenção as “conversas com Putin”, de Oliver Stone. Espero que se tenha pronunciado em conformidade quando os EUA invadiram o Iraque. Sou defensora de que só com diplomacia se poderá fazer geopolitica no mundo. Sim, Putin é um ditador e os russos infelizmente não sabem o que é viver em democracia.

      1. Exactamente! Só faltou enrolar o 0apel higiénico para limpar o ditador russo. Há gente assim, adoram ser capachos e bajular um canalha qualquer. E, ainda se dizem democratas e defensores da Liberdade! Que brincalhões.

  9. 1 – A Rússia isolada? Só se for na imaginação dos que vivem fora da realidade do mundo.
    2 – Ora ouçam… (Lusa, 18/05/2022): “O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, vai presidir na quinta-feira, 19/05/2022, a uma reunião com os homólogos do bloco de países BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e AfricadoSul), que juntarão outros países apoiantes”.
    3 – Em 18/05/2022 (Dados ONU) a população do BRICS (3292.161.180 pessoas) é 2,3 vezes mais do que a população de toda a América do Norte, Europa e Austrália (1380.349.519 pessoas).
    4 – O Putin deve estar a rir-se, e muito, do histerismo e da impotência “Ocidental”…

  10. “Angariar”? É uma boa palavra…
    O vice-primeiro-ministro russo, Khusnullin, disse hoje, 18/05/2022, que o rublo será introduzido em todos os territórios ocupados. E declarou que a partir de agora, a central nuclear de Zaporizhzhia funcionará para a Rússia, e fornecerá energia à Ucrânia apenas mediante o pagamento de uma taxa.

  11. Os Países próximos dos Ditadores russos, não querem ser oprimidos e fantoches dos Comunistas, querem Liberdade! que é o que os Comunistas nunca terão, nos Comunistas só existe o partido único o pc, enquanto que nas democracias dão acesso aos comunistas, estes em Portugal o único País da Europa que lhes dá acesso, estão por fim em agonizante morte lenta! deveriam fazer ao País e irem para a russia, mas eles não vão nisso.

  12. Talvez seja interessante analisar, hoje, 18/05/2022, o que cada parte (Ucrânia e Rússia) quer:
    1 – Hoje, 18/05/2022, o ministro dos negócios estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, descreveu ao jornal holandês “NRC” a lista de exigências necessária para que a Ucrânia considere que ganhou esta guerra:
    1.1 – Libertação de territórios ocupados pela Rússia incluindo o Donbass e a Crimeia;
    1.2 – Pagamento de reparações de guerra pela Rússia;
    1.3 – Julgamentos por crimes de guerra russos bem como crimes contra a humanidade;
    1.4 – Integração europeia para a Ucrânia.
    2 – A Rússia diz que “a Intervenção militar especial durará até que os objetivos sejam alcançados, e não recuará”. Quais são esses “objetivos”:
    2.1 – Aceitação da independência de Lugansk e Donetsk; e da integração da Crimeia na Rússia;
    2.2 – Desmilitarização da Ucrânia (não possuir bases militares, armas, centrais nucleares);
    2.3 – Neutralidade (a Ucrânia não fazer parte da Nato, nem de nenhum bloco militar);
    2.4 – Garantias de paz após o cessar-fogo final por países que não foram parte hostil à Rússia, sejam da Nato, e não pretendam no futuro militarizar a Ucrânia.
    2.5 – Diálogo com Putin… só para assinar acordo final.
    3 – Vamos ver o que acontece.
    4 – Mas, não nos esquecemos daquilo que o pateta do J.Borrell (dito, “chefe da diplomacia da UniãoEuropeia”) disse em 24março2022 (Lusa): “Daqui a duas semanas estará definido um vencedor da guerra. Apelo à continuação da entrega de armas a Kiev”.
    4.1 – Essas duas semanas terminavam em 7 abril… E já vamos em 19 maio 2022!
    5 – Alguém tem um prognóstico melhor?

    1. Avise o major-general Raul Cunha que aquilo que ele debitou a 25 de Fevereiro na RTP estava tudo errado.
      Quando proferiu dislates como estes:
      «[Os ucranianos] não devem conseguir resistir muito mais tempo.»
      «Foi quase totalmente neutralizada a capacidade de defesa anti-aérea porque os seus sistemas – que até eram de origem russa – foram eliminados praticamente pelos russos.»
      «Depois de as forças ucranianas estarem praticamente cercadas e sem capacidade de reabastecimento, terão de se render.»
      «Há algum desespero por parte das forças ucranianas – não deles, mas pelo menos dos seus líderes.»
      Declarações vergonhosas.
      Mais ainda ao serem recordadas três meses depois.

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