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Foto roubada desta publicação do Facebook
“O João é um militante da direita.
O João é a favor da privatização do Serviço Nacional de Saúde.
O João tem um seguro de saúde para o qual paga 80€/mês (960€/ano).
O João acordou com uma dor no peito, mas como o João é contra o Serviço Nacional de Saúde e o privado é o melhor, pegou no seu BMW e foi às urgências do Hospital Privado.
Nas urgências do hospital privado o João foi avaliado pelo médico que o colocou num cadeirão, deu-lhe um comprimido para o acalmar e fez-lhe um ECG (Eletrocardiograma).
O médico disse ao João que ele estava a ter um enfarte e que tinha de ser operado com urgência.
O João tem um seguro de saúde para o qual paga 80€/mês.
O João acionou seguro de saúde o Hospital Privado informou o João que para ser operado tinha que pagar 10.000€ e quando o seguro de saúde pagasse operação ao hospital o hospital devolvia o dinheiro ao João.
O João não tem 10.000€, então o hospital não o operou.
O João teve que ir numa ambulância do INEM, com VMER (meios públicos tutelados pelo ministério da Saúde), que foi buscar o João às urgências do hospital privado para o transportarem para o hospital público.
O João chegou ao hospital público e foi operado de imediato.
A vida do João foi salva pelo Serviço Nacional de Saúde.
No final, o João teve de pagar 125€ ao hospital privado pelo conforto do cadeirão, comprimido e ECG.
O João pagou 0€ ao hospital público pela sua operação porque os descontos do João servem para estas situações, entre muitas outras.
Conclusão:
Se o João tivesse esperado pelo seu seguro de saúde, teria morrido no hospital privado.
Não sejam como o João!”
-/-
Este texto foi publicado e re-publicado em cadeia no Facebook e mereceu muitos likes e partilhas. É um texto interessante por ser como que uma confissão do maniqueísmo com que se opina, não só sobre o SNS, mas também sobre o país.
A história do João teria acontecido num mundo a preto-e-branco, em que os bons estão de um lado da barricada e os maus no lado oposto. Acontece que o mundo não é a preto-e-branco e as pessoas não deixam de ser boas nem passam a ser más, apenas porque são de direita ou de esquerda.
O João chegou às urgências com sintomas de um enfarte e, por ser fim-de-semana grande, as urgências estavam muito sobrecarregadas. Os médicos e enfermeiros não eram suficientes para dar assistência a tanta procura. Naquele dia, apenas 20 por cento do pessoal médico das urgências eram profissionais de saúde. Os restantes 80 por cento eram tarefeiros contratados “à peça” para suprir a falta de pessoal. Os tarefeiros estão igualmente habilitados a prestar os cuidados necessários, pois já pertenceram aos quadros do SNS, mas como precisam de governar sua vida, preferiram ter mais tempo livre, trabalhar menos horas, não estarem sujeitos à carga burocrática, às escalas irregulares, às horas extra-ordinárias consumidas pelos impostos, ao ponto de terem preferido desvincular-se do SNS.
Os profissionais de saúde do SNS sentem-se injustiçados, pois trabalham mais horas, têm mais responsabilidades e ganham menos. É difícil trabalhar em equipa nestas condições e a fricção entre profissionais e tarefeiros acaba por ser inevitável, com consequências negativas para o serviço prestado.
Se o nosso país tivesse uma noção mais evoluída de cidadania, todo o enfoque do SNS, como também da educação, não estaria como está, centrado no prestador do serviço. O cidadão, o contribuinte, a pessoa idosa, o doente, o bebé, têm de se sujeitar à lotaria que acaba por ocorrer sempre que algum deles precisa de recorrer aos serviços de saúde. Quando se tem “sorte”, o problema de saúde surge numa hora pouco concorrida e talvez até se seja atendido razoavelmente. Mas como a “sorte” nem sempre acode quem tem um azar, às vezes chega-se às urgências numa hora difícil. No fundo é sempre um azar precisar de assistência médica, mas esse azar pode ir desde o azar assim-assim até ao azar em condições.
A preocupação de quem escreveu o texto do João ficou explícita logo na primeira frase. No seu entendimento o que se passa na saúde em Portugal é um problema de combate político. Pelo desenrolar da estória, entendemos que o João se armou em esperto e descobriu que estava errado. Também ninguém o manda ser militante da direita, coitado. Se o João for apoiante de um partido político em particular, o melhor mesmo é que passe mal e não se safe, será menos um voto nesse mesmo partido. Para compor o retrato de pessoa odiável e desprezível, o BMW não podia faltar. É pena sermos assim, mas a palavra que Camões escolheu para terminar Os Lusíadas não foi casual.
O problema da Saúde em Portugal resulta exclusivamente da incapacidade do país se reformar, de se adaptar à realidade e se preparar para o futuro. Um quinto dos portugueses vive na pobreza e uma parte significativa dos pobres tem trabalho regular. Temos os impostos mais altos de sempre, e ao mesmo tempo os serviços públicos estão a colapsar. A maior crise que o país atravessa é a falta de ambição. Andamos para aqui encolhidos e conformados. Não aplaudir a quarta falência dos tempos de democracia, que aí vem, é ser fascista e fazer um seguro de saúde (quando alguns seguros até são obrigatórios por lei) não é abdicar de outros consumos para zelar por si e pela respectiva família, mas apenas atacar os “valores de Abril” ou lá o que é.
Entretanto o texto sobre o João já foi partilhado muitas vezes e teve muitos likes. Palpite meu, o texto do João causou um especial contentamento e alegria entre beneficiários de algum dos sistemas complementares de saúde que os dispensa de esperar anos por uma consulta ou cirurgia. Porque SNS a falhar nas doenças dos outros, para quem tem ADSE é refresco.

“A maior crise que o país atravessa é a falta de ambição.”
Não concordo! O maior problema do país é a falta de seriedade da classe política da Esquerda a Direita e a falta de solidariedade das pessoas, vendidas a ganância da lei da selva. É claro que não generalizando, ainda há pessoas boas e sérias, mas são uma verdadeira minoria. As pessoas não podem ser um mero número e rendidas ao dinheiro.
A falta de seriedade é da natureza humana. Para lidar com isso teríamos de ter instituições mais fortes para limitar e escrutinar o poder. E não as temos, apenas por falta de ambição.
Ambição é apenas uma palavra por si não resolve nada. A questão é de mentalidade.
Ambição em tornar-se um país melhor, mais equilibrado e que não obrigue os mais novos a procurar na emigração a solução para poderem melhorar a sua vida.
Ambição não é ganância.
“Ambição não é ganância.”
Também pode ser. Mas a questão é de mentalidade, pois a mentalidade é que define a ambição que o Sr. Paulo Sousa tanto gosta e eu não discuto. O que eu não tolero é ver pessoas a colocarem a pata em cima de outras por ambições desmedidas.
Quer elaborar sobre o que considera serem “ambições desmedidas”?
O Paulo Sousa é, portanto, um Hobbesiano.
Santinho.
Obrigado.
“Porque SNS a falhar nas doenças dos outros, para quem tem ADSE é refresco.” Não é só Camões que termina clarinho.
O seu comentário anónimo seria bem apanhado se o que defendo não fosse uma ADSE para todos os portugueses.
Associar à direita a vontade de dar fim ao SNS é agora a mais premente palavra d’ordem para a esquerdalhada .
Toda a cretinice associada aos pressupostos da gestão desse serviço querem-na esquecida por uma ameaça à sua extinção.
Cobardes e falsos como sempre, ralé sem honra nem razão.
Há gente boa entre aqueles que se designam como “de esquerda” assim como o contrário. Alinhar nessa dicotomia é dançar à música dos situacionistas reformofóbicos.
Entre ‘esquerdalhada’ e de ‘esquerda’ vai uma distancia, mas que dificilmente atenua a tolerância ao irrealismo que sustenta os reformofóbicos.
Eu sei que é uma publicação do Facebook, mas por acaso é assim mesmo que se passa. A minha mulher se quis ser tratada no hospital da Luz teve de pagar previamente uma caução.
O facto de ser uma gestão particular não é sinónimo de boa gestão, veja-se o caso dos bancos por exemplo.
Quer queira quer não o problema da saúde em Portugal é um problema de combate político.
O acesso ao sistema privado poderia ser feito a partir de um contrato convencionado entre o SNS e os privados. Acredito que a melhor solução resulta de uma combinação entre a capacidade instalada nas duas vertentes. E isto não é, de todo, querer acabar com o SNS, mas apenas optimizar os recursos dos país com as necessidades dos portugueses. O radicalismo de quem escreveu o texto do João não pode trazer nada de bom para o debate.
Então mas onde é que está a mentira no texto do João?
O texto do João desde a primeira frase, pretende fazer dele um idiota. Um burguês capitalistas que até um BMW tem. A mentira é que a solução não resulta da exclusividade do SNS público, como está à vista de todos, mas de uma combinação da capacidade instalada no país. Basta ouvir o Tribunal de Contas para entender que os nossos governantes optaram deliberadamente por uma solução mais cara e com piores resultados. Tudo movido por ideologia que despreza a vida dos mais pobres. É o patético-socialismo (feliz expressão de Helena Matos) no seu melhor.
” É o patético-socialismo no seu melhor.”
E diz você que o problema da saúde em Portugal não é um problema de combate político. Pois…
Exacto. Essa é a razão para que o Tribunal de Contas exista.
Ah é? Pois vê-se que tem servido de muito a sua existência. O índice de produtividade é tão grande que já dá para o João atestar o BMW com gasolina aditivada e pagar os 10000 euros de caução.
Sempre com a qualidade habitual, meu caro Carlos Santos.
Uma caução não é o custo total como é insinuado nesta história.
Ainda agora passou um familiar meu por uma situação dessas, custo total acima de 10000€ mas caução de 1000€, dos quais ainda recebeu 500€ de volta do hospital quando o seguro assumiu porque as cauções são 10% com um mínimo de 250€ e um máximo de 500€.
Alguma honestidade nestas coisas ficava-lhe bem pois ou conhece as regras e não inventa ou não conhece as regras e também não inventa.
Uma caução é isso mesmo, uma caução que tem de ser paga antes do internamento ou antes da intervenção.
No caso da minha mulher tive de pagar sete mil euros à entrada apesar de os ter recebido no fim. Se a transferência não tivesse sido feita ela pura e simplesmente não entrava.
O montante que se paga no fim depende sempre das condições dos seguros e da intervenção que é feita, portanto tavez seja melhor informar-se antes de evocar a desonestidade dos outros.
Se tivesse recorrido ao SNS nada disso lhe teria sido exigido. Afinal em que é que ficamos? Hospitais privados para quem podem pagar cauções e SNS para os indigentes esperarem até que chegue a hora deles? Essa é a reincidência dos reformofóbicos. SNS para todos sim, mas sem eu tiver aflito, como posso vou ao privado. Era exactamente isso que defendia no meu postal.
Lá está você a misturar as coisas.
Isto é tudo uma questão de leis, de gestão e de política.
Porque razão é que há intervenções médicas que não são feitas nos hospitais e depois são feitas nos consultórios particulares desses mesmos médicos?
E porque carga de água é que uma gestão particular há-de ser melhor que uma gestão pública?
E também porque razão é que não pode haver hospitais públicos e hospitais privados sem estarem misturados no SNS?
Que reformofobia é essa que em vez de melhorar e querer nivelar por cima, prefere arrasar e nivelar por baixo?
Reformofobia é exactamente aquilo que representa neste debate. Tem seguro privado. Vai ao hospital privado e paga caução à entrada. E isto acontece por duas razões. A primeira é que precisa e a segunda é porque pode. Se não pudesse e precisasse teria de ir para a filas de espera do SNS. Os portugueses que não podem que se amanhem. Essa é a sensibilidade social dos apoiantes do socialismo, mas só quando podem pagar pela saúde privada. Quem é que está a nivelar por baixo? Não tem noção do que está a dizer?
Ai eu é que não tenho a noção do que estou a dizer.
Eu quero poder escolher, sómente, não quero um serviço de saúde chapa 5.
Tal como na hotelaria há hotéis de 5 estrelas e de 2 estrelas nos hospitais também pode haver essa escala de valores, qual é o problema?
Qual é o problema de eu poder estar num quarto isolado de hospital e querer ser tratado com todas as mordomias como se tivesse num quarto de hotel?
Definitivamente não tem noção. mofóbico do século XXI. Assim, preto no branco, não deixa de ser uma fonte histórica que ajudará as gerações futuras a entender como é que aqui chegamos.
Incomoda-se com o lucro que possa ser gerado nos hospitais privados se estes forem contratados pelo SNS, para prestar serviços médicos aos portugueses, mas, e porque tem recursos financeiros para isso, acha que os hospitais privados devem existir para lhe prestar um serviço melhor e mais célere do que a ralé pode aspirar.
Se o SNS contratar serviços à rede privada da saúde, está-se a auto-destruir e por isso deve continuar a agonizar juntamente como deve agonizar os portugueses que não têm capacidade de entregar elevadas cauções antes de ser tratados.
O raciocínio que aqui revela, é exactamente a confirmação do ascendente que os patrícios do regime sentem ter relativamente aos demais plebeus. É o socialismo-progresista-conservador-refor
“É o socialismo-progressista-conservador-refo rmofóbico do século XXI “.
Eu imagino que algum socialista lhe deve ter feito qualquer coisa mas acho que não é caso para generalizar a má disposição.
O facto de haver hospitais privados com serviços acrescidos não implica que os hospitais públicos que servem a “ralé “não possam ter qualidade.
Se eu posso pagar mais qual é que é o problema? Porque é que há-de ser o estado a pagar esse extra?
O socialismo que me fez mal é o mesmo que tem feito tanto mal ao país e aos portugueses jovens que só emigrando, ou ingressando no PS, podem aspirar a subir na vida.
A pergunta que coloca, está respondida no meu comentário anterior.
Realmente é verdade, neste momento um militante do PSD aspirar subir na vida é um bocado difícil.
Mas não desanime, pode ser que daqui a quatro anos as coisas mudem, ou menos se o Putin quiser.
Como aqui não vamos decerto entrar em pormenores nem eu alguma vez o iría chatear com isso apenas lhe digo que não sei (nem estou a perguntar) como raio teve que dar sete mil euros de caução (mas não o ponho em causa, claro).
É que cauções dessas e doutras tenho eu que pagar várias por ano á minha volta como verá de seguida e nunca ouvi uma verba dessas nem de outras pessoas.
Pode dar as voltas que quiser mas da leitura inicial do seu texto fica-se na dúvida como é que uma pessoa consciente que tem seguro de saúde não sabe que as seguradoras não são certamente instituições de caridade e se os hospitais privados não facilitam determinadas situações pois talvez não tenham os seus impostos e os meus por trás..
Quanto ao resto garanto-lhe que há 8 anos que passo a minha vida entre hospitais públicos e privados com dois familiares do mais próximo que há que não saem de lá (tão próximos que sou eu o familiar mais próximo), por razões óbviamente gravíssimas, nos próximos 7 dias úteis cinco deles já estão “reservados”, depois tenho 3 dias de intervalo e volta a “festa”.
Não sei se conhece os seguros de saúde melhor que eu ou se é a inversa nem é isso que interessa, o que critiquei foi a sua “defesa” (pus aspas) da palermice da conversa do FB.
Espero que a sua mulher esteja bem.
Se lhe fazem confusão os sete mil euros então imagine nove mil euros que foi quanto eu desembolsei para por a minha mãe nos cuidados intensivos do hospital da Luz.
Não foi nos cuidados intensivos foi nos cuidados paliativos, peço desculpa mas o corrector ortográfico foi mais rápido que eu.
A vantagem de aparecer um texto como aquele, cheio de “histórias” mal contadas que diz logo ao que vem nas 2 primeiras linhas, é depois aparecer um texto como o seu, a falar das coisas como elas são.
Infelizmente aparecerão muitos a aplaudir o primeiro, é a velha história de ír um tipo a passar num Rolls-Royce e nuns países se dizer “um dia hei-de ter um carro como o daquele” e noutros se dizer “um dia aquele tipo há-de andar a pé como eu”.
A inveja e a mesquinhez fazem parte integrante da vida dos falhados, e nem sequer me refiro aos falhados financeiramente mas sim aos “tristes deste mundo”.
Para esta gente, pelos vistos temos 4 milhões de pessoas de direita em Portugal e que não pagam impostos como os outros.
E depois temos gente que não sabe que há BMW e Mercedes a 2000 euros e a prestações, ainda se dissessem que o João tinha um Tesla híbrido do ano passado…
Como nota dispenso lições de moral: minha mulher está viva porque tinha um seguro de saúde nestes últimos anos.
A situação mais equilibrada resultaria do acesso a cuidados de saúde fornecidos pela rede gerida e contratada pelo SNS. O resto é ideologia anacrónica.
Sou o Anónimo a quem respondeu e estou totalmente de acordo consigo.
Já tínhamos os opinadores que dizem que é ecidente que se tem de reformar o Estado mas quando lhes perguntam como não fazem idéia de como o fazer, agora temos os que querem reformar o SNS e quando lhes perguntam como não fazem idéia de como o fazer.
Se o dineihro não chega para todos no SNS é evidente que também não vai chegar para pagar o tratamento a todos no privado. É preciso ser idiota ou mal intencionado para acreditar que há dinheiro para subsidiar serviços privados gratuitos de qualidade para todos.
Claro que se os mais pobres vão ficar sem tratamentos de qualidade, mais vale que o pouco dinheiro que existe gere alguns lucros que sempre garantem a qualidade de vida a outros, masmo que isso aumente o número de pobres mal servidos.
Os mais pobres tem tratamento de qualidade? Ou têm sequer tratamento? Vivemos em países diferentes.
Não tenho o ministro Medina em elevada consideração, antes pelo contrário, mas é ele que diz que não é por falta de dinheiro que o SNS está a falhar.
Mas podemos ficar aliviados que segunda-feira, o problema estrutural do SNS irá ficar resolvido. Como não adorar os palermas que querem acreditar na propaganda?
Todo o poste está bem esgalhado, que até pode ser feito/escrito/inventado pela mesma pessoa.
Até pode ser, digo eu.
Então o João, que tem direito ao SNS que é tendencialmente gratuito, quer pagar mais 80€ mensais de seguro de saúde e não sabe das condições/cobertura da apólice desse seguro?
E logo lhe havia de acontecer ter um “grande desastre” com uma baixa franquia para “reparação” numa oficina de topo.
Não está descabido. O João é um militante de direita e por isso não se lhe pode exigir raciocínios muito elaborados.
Vamos supor que militantes da direita serão os eleitores que votaram no psd e noutros partidos da direita, que teriam sido cerca de 2,375 milhões de um total de 5,570 votantes.
Segundo um estudo haverá cerca de 3,150 milhões de pessoas com seguro de saúde e que grande parte destes desconta ou descontou para a Seg. Social. Também há um estudo que uma boa parte destes seguros de saúde são subsídios/beneficio pago pelas empresas aos seus trabalhadores, com uma cobertura mínima.
Não há estatística quanto ao pagamento prémio/cobertura dos seguros de saúde.
Parece que a principal razão da procura dos seguros de saúde é por ter de facilidade de consultas médicas, mas será que os 80€ dá cobertura a todas as consultas e a quantas precisar? Num seguro normal, podemos referir o seguro automóvel, o prémio vai alterando/encarecendo quanto mais forem os acidentes.
O militante da direita se tiver qualquer actividade remunerada tem de descontar, ou já descontou(reformados) para a Segurança Social, a não ser que viva da especulação bolsista.
Se no SNS não se pagasse aos médicos e enfermeiros, não fosse necessário investir em formação, os edifícios não tivessem de ser construídos nem mantidos, etc, então também se podia dizer que era gratuito.
Tudo aquilo que o post diz pode ser verdade, mas a questão permanece: como pode uma pessoa que tem um seguro de saúde ser forçada a recorrer ao SNS? Alguma coisa funciona muito mal no seguro de saúde e/ou no hospital privado para que a pessoa que tem o seguro não seja devidamente atendida.
A melhor solução não resulta de uma escolha exclusiva, mas da combinação entre a capacidade instalada nas duas vertentes. E isto não é, de todo, querer acabar com o SNS, mas apenas optimizar os recursos dos país com as necessidades dos portugueses.
Aqui não se está a tratar de uma questão política. Está-se a tratar de uma questão de um seguro de saúde que, pelos vistos, não o é. Trata-se de uma questão de direitos do consumidor: se uma pessoa paga por um seguro (de seja o que fôr), tem direito a utilizá-lo, sem ter que adiantar o dinheiro do seu bolso. É esta a questão que aqui se levanta. Pelos vistos, há em Portugal seguros de saúde que não merecem esse nome. E isso é grave.
Vá para a primária …
Desde que não seja salvaguardar as situações que dão lucro, (como as consultas esporádicas) para o privado e deixar as outras para o SNS.
Ainda se admitia se não viessem depois dizer que os prejuízos dos outros se devem à má gestão.
Quanto custa uma consulta no SNS? É possível saber. O SNS não é gratuito e é possível responder a esta questão. Quanto custa uma análise ao sangue? Quanto custa ao SNS uma radiografia ou um ECG numa clínica privada? Existe um valor contratado para cada um desses serviços. A combinação desses serviços é possível, com benefício para todos, doentes, contribuintes, prestadores de serviços médicos públicos e privados, desde que existe abertura ideológica para acertar esses detalhes. O que temos não serve. Com menos custos, seria possível um serviço muito melhor.
O que temos não serve.
Essa é a frase adequada para descrever o seguro de saúde do João.
acabei de partilhar o seu post num comentário do fb em resposta à pergunta que fiz nesse tal partilhado post :”o joão não pagava impostos? é que se pagava também pagou a conta do sns . o dinheiro do estado não caí do céu” . o tipo respondeu-me que eu estava enganada , que quem não paga imposto tb tem sns ( respondeu ao lado , porque a pergunta era sobre o joão , dono de um bw e que tem seguro de saúde e bla bla )
Está bem visto. Isso é outro ponto O SNS só seria grátis de os médicos e os enfermeiros não recebessem salário ou necessitassem de formação, a electricidade não fosse cobrada, os edifícios não precisassem de ser contruídos ou mantidos, etc.
O que o Tribunal de Contas diz, é que o governo escolheu deliberadamente uma solução mais caras e com piores resultados.
Só não percebo: por que razão as pessoas de esquerda querem salvar pessoas como o João, que é de direita e não o deixam morrer sem ser convertido ao serventilismo-leninismo. (É de e não da. E é “teve de>/i> e não teve que, seus analfabetos de merda. Se não tivesse andado na escola pública, saberiam escrever.)
São mesmo bonzinhos.
Tchii, não era nada disto. Só gralhas.
minha mulher beneficia da ADSE.
viúvo e antes de ter seguro de saúde quando estava longe de Lisboa fui a hospital público e internaram-me por estar a fazer um enfarte de miocárdio. saí passados 10 dias. 15 anos depois o médico do seguro mandou fazer uma cintilografia e 2 cardiologistas não encontraram sinais de necrose ou obstrução arterial.
Não fez coronariografia? Não acredito.
Nesses dez dias fizeram-lhe o que? By-pass? Angioplastia? Trombólise?
Se foi revascularizado a tempo poderá não haver sequelas
Dizem os cardiologistas :”tempo é miocárdio”.
Par a próxima conte outra história
Vê-se bem que nunca entrou num hospital.
Da ultima vez que estive num hospital podia ter morrido mas precisei mais dele a seguir á cirurgia do que nos 15 dias anteriores e aí é que se falha mandam-se as pessoas demasiado cedo para casa e depois acontecem mais doenças e complicações que no fim ficam mais caras do que ter estado 7 dias em recobro em vez de 2.
Aposto que o texto é da autoria do João Cepeda, ou do marido da Marta Fartura
As farturas são como churros, mas mais grossos, certo?
pessoa de 70 anos esteve 2 vezes internada em hospital público de Lisboa:
da 1º vez adquiriu Clostridium perfringens
da 2º : Staphylococcus aureus
já partiu
Faltou referir que o João é empresário, paga a um contabilista para fugir aos impostos que tanta falta fazem para salvar o SMS.
Mas se o SNS é gratuito, não precisa que se paguem impostos para o sustentar.
Estou sempre a esquecer que os livros escolares gratuitos, os passes gratuitos, a insenção de taxas moderadoras, as creches gratuitas, são asseguradas através do voluntarismo de quem nos governa.
A lógica é óbvia. Quantos mais impostos pagarmos, mais “coisas gratuitas” conseguimos. À excepção de isso não ser verdade, a ideia é agradável.
Continuas a ser um grande filho da puta….
A superioridade moral da esquerda em toda a sua pujança.
Creio que não é a primeira vez que Paulo Sousa se refere à ADSE.
No entanto, e pelo que escreve, fico com a dúvida sobre se Paulo Sousa sabe o que é a ADSE, como se financia, como os seus utentes conseguem e em que prazos, marcar as suas consultas e como são atendidos nos hospitais e médicos privados.
Se fosse alargada a todos os portugueses, talvez resolvesse a suas faltas de receitas e também a falta de assistência médica com que os portugueses têm de lidar.
Para os func pubs a ADSE, para os outros aplique-se a lei
Caro V.
Não sou func. pub. mas olhe que a lei também se aplica a eles. Temos políticos que adoram virar uns portugueses contra outros, isto é dividir para reinar. Não alinhe nisso!
Temos políticos que adoram virar uns portugueses contra outros, isto é dividir para reinar. Não alinhe nisso!
Tarde de mais.
Toda a gente que se interessa por estas coisas sabe o que é a ADSE e como se financia.
E também toda a gente sabe como se financiava até aqui há uns 12 anos.
Os seus utentes pagam 3.5% do vencimento/reforma (estes sempre garantidos) acontecer o que acontecer e o seguro é vitalício e até há pouco a ADSE pagava tudo sem discutir mas penso que agora está a ser gerida numa óptica mais virada para evitar o colapso.
Os privados nem sempre são vitalícios e os que o são começam a ser objecto de justamentos anuais nada despiciendos a partir dos 70 anos (informe-se, com um nick desses devia estar informado!).
Esses 3.5% por acaso coincidem mais ou menos com o que eu pago no seguro de saúde privado, a minha mulher que ficou desempregada cedo demais para se reformar e tarde demais para arranjar outro emprego e se reformou com pesadíssimas penalizações, com graves problemas de saúde, está a pagar o equivalente a 12% da reforma dela para ter um seguro e por isso está viva ainda.
Acho que ninguém faz tanto mal à ADSE como alguns dos beneficiários sempre a queixar-se de que há más vontades e a responderem patetices do calibre “se querem o mesmo, os privados que se organizem”.
Os “privados” são centenas de milhar de pequenas e médias empresas com 5 a 25 pessoas cada, não é?
Agora se os serviços os tratam mal não sei, se calhar é por pagarem 1/3 do que eu pago através da seguradora nas consultas.
Esqueceu-se de um ponto importante: Quanto é que a ADSE custa ao Estado?
Disse que “… acontecer o que acontecer e o seguro é vitalício”.
Talvez não seja. Pelo que se lê por aí há sinais de que o sistema ADSE acabará por implodir. Para satisfação de uns tantos.
Também não se referiu aos seguros de saúde pagos pela entidades patronais para beneficio dos seus trabalhadores.
Lamento a situação da sua esposa.
O texto atira-nos para a dicotomia que o autor quer fazer passar em claro, existe um combate politico muito forte mas sobretudo feito pelos extremos, seja de direita ou esquerda.
O que acontece em Portugal e na maioria dos países é que por mais dinheiro que se torre nos serviços prestados pelo Estado via impostos eles têm vindo a perder capacidade e qualidade, inclusive os serviços de segurança / defesa . Será (é na minha opinião) como alguém diz acima uma questão de mentalidade, logo de educação que segundo os antigos se inicia no berço. Se considerarmos que a família é a célula mais importante de uma sociedade então está encontrado um dos grandes factores de desorganização da sociedade. No passado os nossos (europeus) políticos optaram por colocar todo o enfoque da nossa estrutura produtiva além mar e todos os empregos que sobram (no privado) são disputados por muitos mesmo os que obrigam a turnos e “longas” deslocações. Os trabalhos que sobram, ninguém os quer fazer ou porque são Muito precários ou mal remunerados. Hoje em dia além de não haver dinheiro para constituir família não existe sequer a mais pequena possibilidade temporal de o fazer. Se temos um problema de educação é aí que temos de atalhar caminho mas a mim ninguém me convence que é com facilitismos desde o 1º ano que se consegue resolver o problema, já isto tornar-se o texas também não pode ser pelo menos para mim.
Como costumam dizer os anglófonos, dois podem jogar este jogo.
O João é um eleitor regular (não constante e nem sempre convicto) da “direita”.
O João deslocou um ombro pela terceira vez.
Porque o João não tem um seguro de saúde, e como o João não tem um BMW (nem nenhum outro carro), foi numa ambulância do INEM ao seu hospital do SNS para lhe ser feita a redução da luxação.
O João teve sorte por a urgência de ortopedia não estar fechada nessa noite.
O João, depois, foi fazer a fisioterapia (pela primeira vez) recomendada pelo SNS.
No fim da fisioterapia, o ortopedista que o observou escreveu uma carta à médica de família do João a recomendá-lo para uma consulta de especialidade no hospital e futura cirurgia.
A médica de família do João colocou-o (pensa ele…) na lista de espera para ser chamado pelo SNS.
O João não tem uma cunha no SNS e, três anos e meio depois, o João continua à espera de ser chamado pelo SNS para a sua consulta de ortopedia.
Os descontos do João servem para estas coisas, entre muitas outras.
Sejam como o João.
Coitado do João o tipico rico português que nem 10000 € tem.
Portugal também não tem 10000 euros…
Temos que planear, temos que fazer contas – quanto custará aos portugueses permitir que tenham o tal “cheque saúde” para poderem optar pelos privados, quando e sempre que quiserem ?
Quanto custará ao país ter um SNS de excelência ( sem “constragimentos”, como agora se diz)…
Acho que as contas nunca foram feitas…
Ninguém fala nisso.
Anda tudo com muito “ruído ideológico”, na minha humilde opinião.
Na minha humilde opinião quanto mais pessoas envolvidas numa discussão de que ninguém percebe nada mais burra se torna cada uma delas.
Deixem direção, diploma será enviado oportunamente.
Saúde..