O João e o Orçamento do Estado para 2024


Paulo Sousa,

O João tem 19 anos e vive nos arredores de Tomar. Como muitos seus conterrâneos, depois de ter concluído o ensino secundário, não encontrou emprego ali perto. Um primo mais velho, que trabalha na indústria de moldes na Marinha Grande, disse-lhe que conhecia uma empresa que andava a contratar aprendizes para fresador de moldes. Podia ser uma oportunidade porque nos moldes pagam-se salários acima da média e um fresador com experiência é bastante bem pago. Além disso a empresa estava localizada na Área de Localização Empresarial de Porto de Mós, que fica logo junto a uma saída do IC9 que liga Tomar ao litoral. Era uma viagem sem trânsito nem portagens.

Ele fez as contas às deslocações diárias e apesar de ainda serem perto de 50 km para cada lado, conseguia ir e vir em pouco mais de uma hora. Se arrendasse um quarto, acabaria por gastar na renda aquilo que pouparia nas deslocações, fora as demais despesas da estadia.

Os dois irmãos mais velhos emigraram para França há uns anos e insistiram com ele para que fazer o mesmo. Ele, o mais novo da família, custa-lhe partir e deixar os pais, que já não vão para novos. Por isso, preferiu aceitar o desafio do primo. Comprou um Renault Clio 1.9 RT de 1991 para as suas deslocações. O carro já não é novo, mas disseram-lhe que faz uns consumos porreiros e aquele motor atmosférico dura vidas. Além disso, custou-lhe apenas 1275 euros. Por impossibilidade dos pais, que têm reformas magras e contas gordas na farmácia, o irmão mais velho emprestou-lhe 2000 euros, que ajudaram também a pagar o registo do carro e uma parte do seguro. Como tem carta há pouco tempo, teve de registar o carro em nome do irmão para não fazer disparar o respectivo prémio, pois as companhias de seguro não se compadecem com os jovens condutores. O pai não tem carta, pois nunca aprendeu a ler. A mãe, idem aspas.

No ano passado, quando começou a trabalhar, o irmão telefonou-lhe a dizer que tinha recebido um email pela Via CTT a avisar que tinha deixado passar o prazo de pagamento do IUC, imposto de circulação automóvel. O atraso ia custar-lhe o pagamento de uma multa de 25 euros, o que, olhando para um valor do imposto de 25,37€, lhe pareceu um excesso de abuso por parte das Finanças. São tão rigorosos a cobrar e tão serôdios a cumprir, pensou. Disse também uns palavrões, daqueles que não resolvem, mas aliviam.

Já lhe tinham falado de quanto é que o estado arrecadava de imposto por cada litro de gasóleo e tinha-se posto a fazer contas. O carro gastava 6 litros aos 100 e como essa a sua deslocação mínima em dias de trabalho, fazia com que ele pagasse diariamente 4,74€ de imposto sobre produtos petrolíferos. No seu primeiro ano de trabalho tinha trabalhado 220 dias, o que perfazia mais de 1000 euros. Pouco menos que o valor do seu carro, que felizmente não lhe tinha dado problemas mecânicos.

Esta semana, pelo WhatsApp recebeu um link que o convidava a assinar uma petição. Ele não sabia que um Tesla e outros carros eléctricos, que podem custar 100 mil euros, ou mais, não pagavam IUC. Nem IUC nem multas pelo atraso do pagamento do IUC. Sentiu-se indignado.

Depois de ler aquilo tudo foi procurar um simulador para calcular quanto é que teria de pagar de IUC no próximo ano. Para saber ao certo precisava de saber o nível de emissões de CO2 do seu Clio. Andou por ali às voltas, mas como o modelo já era antigo não encontrou informação sobre isso. Procurou na internet, no livrete do carro, no site da Renault e não consegiu saber. Mesmo assim, carregou no simulador o valor de emissões mais baixo possível e não podia acreditar no que estava a ver. O seu IUC, em 2004, seria no mínimo 187€. No nível de emissões seguinte, e lembrou-se de que o seu carro não tem nem catalisador, passaria para 218€. Como é que alguém se lembraria de lhe aumentar um imposto de 25,37€ para 187€?

Nas notícias ouvira dizer que isto permitiria baixar as portagens, que esta medida queria incentivar o uso de transportes públicos e a renovação da frota automóvel. Quais transportes públicos? Qual portagem? Qual renovação? Tomara ele que o carro não lhe avariasse. Era ele que teria de pagar a compensação pela redução às portagens pagas pelos donos dos Teslas?

O primeiro-ministro, que vive dentro de uma bolha, que nunca saiu do eixo Restelo/Avenidas Novas, que tem uma frota de carros e de choferes, é que se lembrou que só infernizando a vida dos pobres, dos que querem trabalhar, dos que não têm dinheiro para comprar Teslas, nem têm transportes públicos, é que seria possível fazer avançar o país. Só se fosse o país dele, o país imaginário em que ele vive.

O irmão dele é que tinha razão. Aqui nunca se ia safar. E foi naquele momento que tomou a decisão.

Nesse dia à noite telefonou ao Rafael, um amigo de infância, e colega de carteira até ao 12.º ano, que trabalha no McDonald’s, para o convidar para ir beber uma cerveja a Tomar.

O Rafael não queria acreditar.

– Mas como é que justificas sair daqui por causa de cento e qualquer coisa euros? Ganhas isso em menos de numa semana!

– Pois é, mas sabes que não são só cento e qualquer coisa euros. O que é que aqui ainda funciona? Queres um médico, vais onde? A escola, foi a bandalheira que viste. O meu patrão diz que gosta do meu serviço, aumentou-me cem euros, mas teve de gastar duzentos euros. Disse que preferia dar-me esses duzentos a mim, mas não tem forma de me pagar por fora. Mas sabes o que é pior? É ver o Francisco, que toda a vida foi um graxista, um merdas, um cábula, que foi para a JS e já está a bombar num cargo de confiança política na Câmara. Esses estão sempre safos.

– Epá, mas a gente fomos sempre pobres, o que é que queres?

– O que é que eu quero? Quero mudar. Quero sair daqui para fora. Estou farto desta merda. – E terminou a frase ao mesmo tempo que deu um sonoro murro na mesa do café. – Sabes aquela anedota do burro carregado de sardinhas? Com quantas sardinhas é que ele aguenta sem cair? Aguenta sempre mais uma, não é? Afinal uma sardinha é levezinha. Mas sabes que há uma sardinha, pequenina, que consegue mandar o burro abaixo. Quando estamos a beber imperiais, acontece o mesmo. E estes cento e poucos euros, para mim, foi a sardinha que mandou o burro abaixo. Puta que os pariu.

O João deu um segundo murro na mesa e limpou as lágrimas à manga da camisola.

52 comentários em “O João e o Orçamento do Estado para 2024”

  1. Sem dúvida, praticamente só já quem nasce em berço de ouro ou se mete numa seita partidária onde terá de fazer todos os fretes possíveis e imaginários (mérito vale zero nessas seitas e o que importa é a espinha dobrável), é que tem um futuro decente neste país. Todos os que trabalham, trabalham e trabalham são, por sua vez, esmifrados de todas as formas e feitios pelo Estado insaciável que este socialismo criou. E, ainda por cima, pagamos cada vez mais para ter serviços cada vez mais miseráveis (ou inexistentes até) e ainda ouvir o nosso “querido” PM a culpar os portugueses pelas filas intermináveis nas urgências hospitalares, dado que os malandros não vão aos centros de saúde nem ligam para a saúde 24. Bom realmente nisso este troca tintas tem razão, a culpa é de quem o pôs lá, logo dos portugueses. Acordai povo que dormes, acordai antes que esta quadrilha de compadres e traficantes de favores e influências sem a mínima noção estratégica para o país, destrua o pouco que ainda resta.

    1. Como sempre na história, quem tem o poder, quem está confortável não aceita mudanças. Quando alguns patrícios (os privilegiados da antiga Roma) tentam assegurar que a sua teta não seca, milhares de jovens procuram a sua sorte noutras paragens. Agora é mais fácil, já não têm de passar a fronteira de salto como no tempo dos patrícios anteriores.

  2. “Quando estamos a beber imperiais, acontece o mesmo.”
    Eu logo vi que era conversa de bêbados. Os fresadores de moldes estão em vias de extinção por causa das máquinas de CNC serem actuadas por inteligência artificial. Agora só mesmo em fábricas do século passado.
    O João que emigre que o serviço de saúde lá fora é muito bom, principalmente para os emigrantes.

    1. É um gosto ler os seus comentários. São a melhor caricatura que se poderia desejar para nestas caixas de comentários representar a situação. Se tentasse angariar alguém para essa tarefa, não teria a mesma sorte. Nem pagando.
      Obrigado por isso.

      1. Não tem nada que agradecer, os seus textos burlescos é que dão origem às minhas caricaturas comentadas.
        A propósito já reparou que os emigrantes lá fora são tratados como os imigrantes cá dentro?
        Eu sei que o objectivo é dizer mal de tudo e de todos mas se calhar é melhor ser um bocadinho coerente, não?

          1. Pronto lá tinha de vir o PS à baila.
            Há emigrantes e emigrantes e há imigrantes e imigrantes, dependem dos países para onde vão, como vão e dos contratos que têm. É como cá. Os imigrantes brasileiros que estão em Braga e os imigrantes asiáticos de Odemira.
            Portugal sempre foi um país de emigrantes não é só de agora, lembre-se dos célebres bidonvilles em França.
            A propósito sabe quem é que queria fazer uma agência para a emigração? Veja lá se se lembra?

          2. Diga lá quem é que queria fazer isso. Alguém tem de ser punido pelo que diz terem sido as respectivas intenções.
            Sabe quem é que não precisa de agência nenhuma? Leia o texto.

          3. É pena você ter uma memória selectiva e só se lembrar daquilo que realmente lhe interessa. Se fizesse um esforço provavelmente chegaria à conclusão que o problema da emigração é muito mais complexo do que a simples ideologia partidária.

          4. Excepto se for para fazer uma insinuação do género “A propósito sabe quem é que queria fazer uma agência para a emigração? Veja lá se se lembra?”

          5. Não é preciso ter uma inteligência artificial para googlar aquilo que lhe perguntei, mas eu respondo sem problemas. Se você meter no Google “Paulo Rangel agência de emigração” de certeza que vai ler uma série de notícias interessantes.

          6. Quem trouxe o PS à baila foi você, não fui eu. Aliás já estou habituado a que as minorias sejam super inteligentes e as maiorias burras que nem uma porta.
            Você deve ser da Climáximo, não?

  3. «terça-feira, 17 de outubro de 2023
    Súcia
    Medina apresenta orçamento toma-lá-DÁ-CÁ.
    «odalailima@gmail.com

  4. Poderíamos contrapôr a história da Maria, que reside em Castelo Branco e que todos os dias vai trabalhar em Abrantes. A Maria estava a pensar em emigrar, já tinha até contactado a Inês que vive no Luxemburgo… Mas agora o governo decidiu eliminar a portagem na autoestrada entre Castelo Branco e Abrantes e a Maria recuou, vai ficar por cá mais um ano ou dois.

    1. De Castelo Branco a Abrantes? Diariamente pela A23 para trabalhar? 10 euros por dia de portagem mais 180 km de combustível?
      A Maria já emigrou há seis anos atrás.

      1. Não se disperse com pormenores irrelevantes.
        O ponto que eu fiz foi simples: o Governo decidiu eliminar as portagens nalgumas autoestradas, o que irá beneficiar algumas pessoas.

        1. passo na A23 nas férias e por vezes conduzo o único auto. no Fundão estavam uns ‘contribuintes’ a vender facas. nem parei. PORRA|

    2. Ahahahah que pândego, a Maria ficará cá porque lhe deram uma “borla” nas portagens? Uma “borla” onde irá levar com uma carga fiscal ainda maior do que a deste ano, é isso? Existem os tipos dos fretes ao governo mas você consegue suplantar tudo isso, que anedota!

  5. Se, em vez de ter aumentado o IUC sobre os automóveis antigos, o Governo tivesse decidido introduzir IUC sobre os automóveis elétricos, o Paulo Sousa escreveria aqui um post indignado sobre o Marco, que honestamente comprou um Tesla pensando que estava a contribuir para o ambiente e que sempre tinha a vantagem de não pagar IUC, e que agora iria emigrar por causa do IUC que teria que passar a pagar.

    Qualquer mexida em qualquer imposto dá azo a um post do Paulo Sousa sobre os coitadinhos que não pagavam imposto e vão passar a pagar.

    1. Ainda ninguém lhe explicou isso… vou ter de eu.
      Quem compra um Tesla, está essencialmente preocupado em mostrar aos vizinhos e colegas de trabalho que conseguiu fundos para tal luxo.

      1. Não se disperse com pormenores irrelevantes. Há montes de automóveis elétricos a ser comercializados, que são mais baratos do que os Tesla. E que não pagam IUC. O Paulo Sousa gostaria que eles passassem a pagar, em vez dos automóveis antigos? É isso que o seu post está a sugerir? E qua pagassem também portagem nas autoestradas?

          1. Não sei se pagam ou não pagam. O seu post diz:
            “Era ele que teria de pagar a compensação pela redução às portagens pagas pelos donos dos Teslas?”
            O que o Paulo Sousa está a sugerir com o seu post é que a redução às portagens pagas pelos donos dos Teslas deveria acabar? Se é isso que está a sugerir, pois bem, eu concordo consigo! Não há razão nenhuma para que os carros elétricos sejam beneficiados nas portagens (se é que o são, não sei).

  6. … E pronto, e lá foi mais um, dizendo mal, não da pátria, mas de alguns filhos da… pátria.
    A milha filha também foi. Lá aonde está, recebeu um convite para sair e juntar-se a alguns colegas de faculdade (FEP) que por ali também tentam fazer melhor vida, mais de acordo com os verdes sonhos que todos temos o direito de ter (enquanto não vem o fiscal de turno e os demais medinas desta vida impedir-nos de sonhar), e qual não foi o seu espanto quando à volta da mesa estavam oito (8), com ela, recém licenciados da FEP. Todos melhor empregados do que estavam em terra pátria, todos a dizer mal da terrinha e dos barões que a pastoreiam e a sugam, todos a dizer que não queriam voltar (com excepção, ao que ela diz, da milha filha, e que, pelos vistos, até goza de melhores regalias – mas que condiciona a encontrar uma empresa que, em Portugal, lhas proporcione).
    Isto não faz soar campainhas? Isto não nos indigna? Ainda vai demorar muito a dar uns calduços bem dados a esta gentinha que, como sultões, nos desgoverna o país, nos estraga a vida e nos proíbe os sonhos?
    (Ficarei indiferente no dia em que acordar de manhã e souber pelas notícias que um qualquer Buíça se atirou a um destes dignatários da nossa desgraça e o colocou entre tábuas. Indiferente, não – a indiferença é um mau sentimento. Mas com gosto lhe rezaria pela alma.)

  7. “… há uma sardinha, pequenina, que consegue mandar o burro abaixo.”

    Caro Senhor

    Transcrevi, sem autorização, a sua realista frase da sardinha, tão adequado aos nossos hábitos.
    Receio no entanto que a verdade da mesma funcione, em Portugal, apenas singularmente: é apenas o burro que cai; a manada continua o seu caminho; mal, mas continua.

    Cumprimentos

    Vasco Silveira

  8. Muito bom. Quando as sociedades prioritizam a distribuição sobre a criação estão condenadas.
    Mas a decadência também é Europeia.

  9. A vida fora da bolha a acontecer…a realidade na gestão socialista. Uma tristeza mas são eles os gestores do nosso dinheiro e que estão lá não pela ponta de uma arma mas porque muitos, provavelmente também o João, votaram neles ou nem se deram ao trabalho de ir votar. Dá tanto jeito ter um povo iliterado….

  10. Essa da multa sobre IUC fez-me lembrar o que me aconteceu há uns anos (em 2011, creio): fui a uma repartição de Finanças para pagar o IUC do carro; o funcionário informou-me que tinha também o IUC da mota por liquidar (uma 125 c.c.) e multa para pagar, por já ter passado o prazo. Ora, até àquele ano as 125 c.c. não pagavam IUC e eu não fazia ideia que tal IUC tinha sido introduzido. Resultado: valor do IUC da mota: €5,00; valor da multa: €25,00.

  11. Paulo Sousa uma estória bem esgalhada, e em muitos casos é aquilo que temos com as medidas politicas aplicadas.
    Nem sequer faltou a do graxista e do colega de carteira até ao 12º. (até, e outro seguiu?), que mais parecia enredo de telenovela. O que estragou tudo, que até parecia um relógio de pulso num filme do tempo do Asterix, foi ter de comprar, e encontrar, um carro com 32 anos !!!
    Há carros com 18 anos com catalizador por 1.500 €.

    1. Não saberá, mas tenho uma ligação quase emocional a este modelo e motor, embora na versão comercial de dois lugares. Foi o meu primeiro carro. No tempo em que o gasóleo custava 125 escudos o litro.

  12. “pois as companhias de seguro não se compadecem com os jovens condutores”
    O objectivo das companhias de seguros é fazer lucro e não caridade. E é um facto que os jovens têm mais acidentes. O Estado é que devia intervir nessas situações, através da criação de uma companhia de seguros estatal. Mas isso seria “socialismo” para algumas almas…
    De resto o texto apenas mostra que Portugal precisa de investir urgentemente em transportes públicos e arrendamento acessível.

    1. Tem razão. As companhias de seguros tentam seguir o exemplo do que o PCP faz com o imobiliário. Nem todas são tão bem sucedidas como os comunistas, mas isso já pode ter a ver com o facto dos jovens condutores também saberem como poupar no prémio do seu seguro automóvel. O João sabe.

      1. E mordeu o isco. Falou-se na criação de uma companhia de seguros estatal e lá veio com paranoias do comunismo…

      2. o imobiliário do pcp.
        chamados centros de trabalho nas várias freguesias de lisboa e povoações pelo pais, o pcp fazia, facilmente, um peditório entre os camaradas para arranjar dinheiro para compra do andar ou edifício.
        foram se mantendo durante anos como centros para reuniões, bibliotecas, que com os tempos foram perdendo utilidade por falta de militantes, e provavelmente foram feitos andares para alugar.

      1. Razão tem o João, como dizia “o Gordo”: Estão mexendo no meu bolso!
        E para que ?Defender o ambiente? Tretas! Sacar dinheiro num lado para distribuir noutro. O meu velho merceeiro faria melhor

  13. “aumentou-me cem euros, mas teve de gastar duzentos euros”
    Teve que gastar? Se o patrão realmente “tivesse que gastar” dinheiro com o João, não o mantinha no seu posto de trabalho, demitia-o com justa causa.

    1. Responde como responderia um empresário do tempo do Oliver Twist. O mundo já deu muitas voltas e mudou profundamente. Em Portugal os empresários mais anacrónicos estão protegidos pelas elevadas taxas de IRC. Como o país não consegue atrair investidores, eles continuam de pedra e cal, agarrados às suas lógicas imediatistas, tão bem traduzidas aqui pelo seu comentário anónimo. Agradeço-lhe a ajuda na demonstração do que não deve ser feito.

      1. Paulo Sousa, quase metade das empresas em Portugal pagam IRC.
        A Lei, devido a contingências do mercado com perda de clientes, pode extinguir o posto de trabalho com o despedimento do trabalhador.

      2. Com empresários que acham que os trabalhadores são um “custo” (então porque os contratam mesmo?), é claro que o país não avança. Portugal é capaz de ser dos países da Europa com os empresários mais incompetentes.

  14. “que foi para a JS e já está a bombar num cargo de confiança política”
    1. Como se não acontecesse o mesmo com os J dos outros partidos.
    2. Perante esta fartura de dinheiro que todos, à esquerda e à direita do PS detetam em Portugal, eu só o primeiro da fila a pedir para que consigam mudar o governo. Tenho uma enorme curiosidade para ver o que iriam fazer com todo esse dinheiro que Portugal tem disponível.

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