O impasse na Catalunha.


Luís Menezes Leitão,

Agora o PP catalão, perante a perspectiva, cada vez mais sólida, de os independentistas voltarem a ter maioria na Catalunha, pede para nesse caso se voltar a aplicar o art. 155. Espanha começa a parecer-se cada vez mais com o Chile dos anos 70 em que se avisou que, se Allende ganhasse, seriam as últimas eleições, como de facto aconteceu durante vinte anos.

Entretanto, hoje Nuno Garoupa dá uma excelente entrevista que diz duas coisas óbvias, que só os fanáticos persistem em não querer ver. A primeira é a de que o sistema judicial espanhol está politizado e desprestigiado há muitos anos. A segunda é a de que “só há uma saída para isto. O Estado espanhol e a União Europeia têm de, dentro do seu Estado de Direito, reconhecer a possibilidade de a Catalunha referendar a independência“. As questões políticas resolvem-se politicamente, não se resolvem com prisões por delito de opinião.

16 comentários em “O impasse na Catalunha.”

  1. violaram a lei Espanhola só tem é que ser detidos!! não são vitimas nenhumas…o sistema judicial espanhol está politizado e desprestigiado!!!?? vindo de um português…coitados, os portugueses agora até já querem mudar a Constituição Espanhola!!! eles sabiam que estavam a cometer crimes, que os jornalistas não gostem do estado de direito espanhol é la problema deles, os juízes só tem que cumprir as leis….os jornalistas anti-católicos até salivam com a possibilidade de levar o Reino de Espanha para o caos…depois de terem apoiado o caos no mediterrâneo sul agora é no mediterrâneo norte…os slogans são os mesmos…

  2. O que o Nuno Garoupa diz não é que a justiça está politizada. Diz que o Tribunal Constitucional está politizado.

    O que tem isso a ver com o Supremo, a Audiência Nacional e as decisões da juíza Carmen Lamela?

    Em Portugal o Tribunal Constitucional também está politizado. Isso por ventura desprestígia as decisões do juiz Carlos Alexandre no Tribunal Central de Instrução Criminal sobre os políticos presos?

    1. A imparcialidade do juiz é o pressuposto de validade do processo, devendo o juiz colocar-se entre as partes e acima delas, sendo esta a primeira condição para que possa o magistrado exercer sua função jurisdicional

      Entrevista concedida por um juiz tutelar de um processo em curso:
      “não tenho dinheiro em contas de amigos” – crítica velada a um arguido /réu cujo processo estava a ser avaliado pelo dito juiz.

      Presidente da Associação Sindical de Juízes. Manuela Paupério reconhece que a escolha de palavras de Carlos Alexandre “não foi feliz”

      Não foi feliz por porventura pôr em causa a imparcialidade do juiz no processo em questão.

      Sobre a instrumentalização da Justiça :

      Juizes maçons em xeque com divulgação de nomes

      TUGALEAKS A lista completa de 1952 nomes de membros da loja maçónica Grande Oriente Lusitano (GOL) foi publicada pelo 51’teTugaleaks. Mais juizes do Supremo e da Relação ficaram expostos. Mas a Associação Sindical dos Juizes Portugueses aprovou um compromisso ético que defende a incompatibilidade da profissão com organizações que exijam promessas de fidelidade

      Juizes maçons em ‘xeque’ com divulgação de lista

      Tugaleaks. Grupo publicou totalidade dos nomes que, como o DN avançou, são 1952

      O site Tugaleaks – espaço nacional de denúncia inspirado na Wikileaks – publicou a totalidade de uma lista com membros da obediência maçónica Grande Oriente Lusitano (GOL), que, como o DN avançou na semana passada, contém 1952 nomes.

      A atualização da lista (ver texto secundário) coloca em causa ainda mais juizes do Supremo e da Relação, que ficam agora numa posição desconfortável. O presidente da Associação Sindical dos Juizes Portugueses (ASPJ), José Mouraz Lopes, defendeu em declarações ao DN que “os juizes que pertencem à maçonaria devem comunicá-lo ao Conselho Superior de Magistratura (CSM) e pedir escusa em casos que envolvam maçons”.

      Mouraz Lopes ressalvou que deve ser garantido o princípio da “imparcialidade”, embora não quisesse comentar nomes, uma vez que desconhece a lista em questão. A ASJP já chegou, inclusive, a considerar “incompatível” a profissão de juiz com a de maçom.

      Os ativistas da Internet expuseram como membros do GOL vários magistrados: António Rodrigues da Costa, juiz do Supremo (5.ª secção – criminal); António Manuel Clemente e Abrantes Mendes, ambos juizes desembargadores da Relação de Évora; Luís Correia Mendonça, juiz da 8.ª secção do juízo cível; Ricardo Figueiredo Cardoso, juiz desembargador da Relação de Lisboa; Mário Belo Morgado, juiz desembargador ao serviço do CSM; e ainda Alberto Fernandes Brás, noutro domínio, uma vez que é juiz do Tribunal de Contas.

      Os juizes ficam assim numa posição delicada, uma vez que a ASPJ aprovou um Compromisso Ético dos Juizes em 2009 em que defendeu claramente: “O juiz não integra organizações que exijam aos aderentes a prestação de promessas de fidelidade ou que, pelo seu secretismo, não assegurem a plena transparência sobre a participação dos associados.”

      Lista revela PS em peso

      Cá é como lá.

  3. Um problema se “alevanta”:

    Existem centenas de movimentos independentistas na Europa

    Só em França :

    Na Borgonha
    Partido Político: Mouvement de libération de la Bourgogne

    Organização Rebelde: GALB

    Na Alsácia-Lorena
    Partidos Políticos: Forum Nationaliste d’Alsace-Lorraine, Union du Peuple Alsacien

    No País Basco
    Partido Político: Abertzaleen Batasuna (AB), Batasuna, Eusko Alkartasuna (EA) membro da Aliança Livre Europeia , Parti Nationaliste Basque.

    Na Bretanha
    Grupos de Pressão: Celtic League
    Partidos Políticos: Adsav, Breton Party, Union Démocratique Bretonne membro daAliança Livre Europeia,Emgann

    Organização Rebelde: Armée Révolutionnaire Bretonne, Front de Libération de la Bretagne

    Na Córsega
    Partidos Políticos: Corsica Nazione, Partitu di a Nazione Corsamembro da Aliança Livre Europeia

    Organização Rebelde: National Front for the Liberation of Corsica

    Na Normandia
    Partido Político: Le Mouvement Normand

    Na Catalunha Catalunha do Norte
    Partido Político: Esquerra Republicana de Catalunya membro da Aliança Livre Europeia , Bloc Català

    Na Saboia
    Partido Políticos: Savoy Regional Movement, Ligue savoisienne

    Na Occitania
    Partido Políticos: Partit de la Nacion Occitana, Partit Occitan membro da Aliança Livre Europeia, Iniciativa per Occitània, Anaram au Patac, Hartèra

    No Norte da França
    Partido Político: Le Bloc Représentatif du Nord-France et Flandres Frances
    Estado Proposto: Países Baixos Francês, Flandres Francesa ou Le Parti du Artois et Flandresg

    Bendito Portugal

  4. o sistema judicial espanhol está politizado e desprestigiado há muitos anos

    Além do sistema judicial espanhol, a imprensa espanhola também está totalmente politizada.

  5. por cá disse um falecido bastonário da ordem dos advogados
    ‘a magistratura fez striptease’

    se isto é um estado de direito
    ‘mim não ter esperto nos cabeça’

    ‘a coisa tá preta’
    a começar pelos 2 meios países que constituem a Bélgica
    recentemente 5 anos sem conseguir formar governo
    quando este se formou ‘temia-se o pior’

  6. El País
    INDEPENDENCIA DE CATALUÑA
    El Senado de EE UU aborda la interferencia rusa en Cataluña con los titanes de la Red
    El Comité de Inteligencia interroga a las grandes compañías por la agitación rusa en favor del secesionismo

    1. tretas…os Mohameds tem mais interesse na destabilização de Espanha que os Russos…até os Nórdicos tem mais interesse na destruição do Reino Católico de Espanha que a Russia..

  7. Garoupa vem ao encontro de minha perspectiva ao afirmar: “O Estado espanhol e a União Europeia têm de, dentro do seu Estado de Direito, reconhecer a possibilidade de a Catalunha referendar a independência”. Assim, Puigdmonte não se encontra no exílio, mas no coração das forças hostis ao progresso dos catalães.

    Espero que o PP português saiba afirmar-se na Europa contra o colonialismo castelhano que hoje Rajoy lidera. E por colonialistas entendam-se todos que aprovaram o tal artigo 155.
    Os adeptos portugueses desta decisão parecem-me enquadrar-se no perfil dos saudosistas e nostálgicos.

    1. só tem é que ir para a prisão!!! é o lugar natural dos que querem destabilizar o Reino de Espanha em tempo de expansão islamica…

  8. Depois do achincalhar das memórias de Gandhi e de Mandela, eis que se arrastam por “la calle” os pergaminhos democráticos de Salvador Allende…
    Só umas sugestões para a continuação da espiral descendente: e que tal ver no Fuigdemont um redivivo Che Guevara? E por que não descobrir na aprumadíssima Anna Gabriel uma novel e rejuvenescida Dolores Ibarruri? E por que não comparar as tribulações secessionistas catalãs com a muito parecida luta dos timorenses pela sua autodeterminação? E não me digam que esta última sugestão é descabida, porque eu cá sou partidário do velho adágio “ou há moralidade ou comem todos”: se se chama à colação o Allende, porque cargas de água não hei de eu – dando um (i)lógico pulo às costas do Henry Kissinger – falar de Timor? E, de mais a mais, já há quem aqui tenha feito do Rajoy um autêntico Suharto e da Espanha um arquipélago ditatorial…

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