O idiota virou menino


Pedro Correia,

 

Aparente plagiador e péssimo tradutor. L’ Idiot (O Idiota) foi traduzido por Sonhos de Menino.

 

 

Levantamento do Blitz aqui. Jornalismo a sério.

 

9 comentários em “O idiota virou menino”

  1. Que o Toni se apresse a criar uma Fundação para lhe não irem ao guito. Fundação António Antunnes, com dois nn que dá logo uma de arte moderna e quiçá contemporânea…à ganda Toy…ainda há pouco te vi no Regata, em Alpalhão

  2. A versão do Tony é muito melhor. O idiota que não seja parvo e comece a cantar o menino mas em francês e vai ver a conta do banco a subir. O Haendel viveu à custa de plagiar os que lhe vinham pedir opiniões. E ai de quem se atrevesse a denunciá-lo. É claro que o Tony não é o Haendel. O Tony tem muito mais fãs entre as moçoilas. Isto é só para animar o verão que esvanece (olha que poético! será que o Tony vai plagiar-me?).

      1. Há tanta gente a plagiar Bach. O sucesso todo do Gounod deve-se a um plágio de Bach. Alguém já ouviu falar da ópera “Le tribut de Zamora” do pobre Gounod das ave-marias? Nada como um bom plágio para lançar uma carreira. Um dos grandes compositores portugueses de música clássica da atualidade (não digo o nome por causa dos processos), não faz outra coisa: como toda a gente percebe, chama-lhe “citação”.
        E os Doors da minha juventude? E eu a dizer aos amigos que aquilo era ópera e eles a chamarem-me parvo, porque o Alabama song foi cantado por tantos. E toda a gente a pensar que a Marisa é a autora do Barco Negro…
        O que é o plágio. Desde a Ilíada que todos os romances são plágios.

  3. Foi preciso este escândalo para eu conhecer e ainda associar estas cançonetas a este António.
    Curiosamente, ouvi num telejornal que era de projeção internacional, só não sei se o é de facto ou se é correto designar-se de carreira internacional um artista quando é conhecido fora da pátria natal quase exclusivamente pelos seus compatriotas emigrantes noutros países, se é ouvido pelos franceses como foi possível durante tanto tempo não se aperceberem das semelhanças desta canção com a de L’idiot gaulês?

  4. Roubar a propriedade intelectual de alguém, fazer negócio com esta e ainda por cima não reconhecer o crime é ainda mais grave.

  5. Uma coisa é citação – que evidencia claramente o Autor – ou até transcrição como fazia Bach com Vivaldi e outros, Haendel com Pergolesi, como fez Bério na sua Sinfonia, como fez Ravel em La Valse, como faz Mahler; outra coisa é o que fazia Mozart que, citando temas de outros autores os iluminava e desenvolvia a níveis insuspeitados pelos originais, outra coisa mais profunda ainda ainda é termos o “Hino à Alegria” de Beethoven como citação do “Agnus Dei” (Dona nobis pacem) da Missa gregoriana “Cum jubilo”; outra coisa muito comum é a “inspiração” em músicas já existentes como ponto de partida para uma nova criação pois nunca se é totalmente original… Outra coisa é o “descaramento” do exemplo citado. Que custava a Tony Carreira dizer que o tema não era dele? Ou pagar os respectivos direitos, assumindo a versão própria? Não o fazendo, não só roubou descaradamente como cometeu uma verdadeira imbecilidade… Isto é ridiculamente escandaloso. Eu não fazia ideia!… Tem de positivo que “copiou bem”… Até aquelas harmonias que nos levavam a ter alguma contenção na hora de dizer mal. Ora bolas!… Aquilo, afinal, não é dele…

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