O habitual


Sérgio de Almeida Correia,

Estádio cheio, muito calor humano, buzinadelas aos montes, transmissão televisiva e o apoio de sempre. O resultado é que não esteve à altura do ambiente que uma vez mais se criou em torno da selecção nacional. Uma exibição medíocre e a tradicional incapacidade para marcar.

Carlos Queirós pode pensar que há muitos portugueses contra ele. Mas não há. As pessoas limitam-se a seguir os treinos, os seus comentários e as exibições. Nota-se o empenho dos jogadores, mas há ali qualquer coisa que não se percebe. Ou o treinador não consegue fazer passar as suas ideias ou os jogadores não as compreendem. 

A diferença de estatuto e de meios entre Portugal e Cabo Verde merecia um outro resultado, um outro discurso da parte do seleccionador nacional. Enfim, o que ontem vimos foi apenas o prolongamento da miserável fase de qualificação, só que desta vez com um estágio mais prolongado e à beira de um campeonato do mundo. Nada a que não estejamos já habituados.      

9 comentários em “O habitual”

  1. “Habituem-se”, dizia o outro, noutro contexto. Pois: tal como afirmas, já estamos habituados. Ia a escrever sobre isto, mas desisti. Ainda bem que ao menos tu disseste o essencial sobre o tema.

      1. Alguém disse hoje no Facebook “não vão longe”. Longe até vão, que África do Sul não é propriamente em Corroios. A estadia é que não promete ser demorada.

  2. Um verdadeiro desastre, se bem que anunciado…
    Estamos a ficar peritos em desastres (financeiro, político, social…), é só acrescentar o futebolístico.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *