O fim da ilusão


cadernoelastico,

Já é oficial: Angola aprovou a nova Constituição. Está, finalmente, consagrado em lei o sistema presidencialista, que permitirá a José Eduardo dos Santos eternizar-se no poder, como cabeça-de-lista do MPLA. As eleições foram fundidas, acumulando o Presidente os cargos de Chefe de Estado e de titular do poder executivo. 

Esta não é uma má notícia para as perspectivas da democracia em Angola; é, realmente, uma péssima notícia, que vem acabar com quaisquer réstias de multipartidarismo e concorrência democrática que pudessem existir. Com esta nova Constituição, acabaram os poucos limites que havia à consagração da ditadura em Angola; o texto fundamental hoje aprovado vem cristalizar este fim da ilusão.

7 comentários em “O fim da ilusão”

  1. Angola alguma vez foi uma democracia?
    No pensamento de alguns talvez! Na realidade…..
    35 anos de poder. Investimentos pessoais ou familiares com dinheiro…. sabe-se lá de onde veio!? Mas também que importa? Não é nosso!

  2. Angola está tão longe da democracia como Portugal dos diamantes de Angola. É um país rico de mais e disputado de mais para alguma vez ter verdadeira paz e prosperidade. A riqueza pode ser a condenação de um povo, não há dúvida.

    1. Só se esse povo for gerido por gente sem escrúpulos, Ana. A Noruega é um país rico, que até tem petróleo, e essa riqueza não a prejudica, antes pelo contrário.

  3. …Portugal tem a sua cota-parte de responsabilidade
    nesta triste e trágica (para o povo angolano) realidade.
    Se, na altura própria os “políticos” de então, têm actuado com firmeza, independência e sentido patriótico, e não tivessem, descarada e indecorosamente, tomado partido por uma das partes, talvez,hoje, um país próspero, democrático e livre, sem que os seus naturais tivessem necessidade de fugir à miséria, deixando para trás um país cheio de potencialidades e riqueza, ” virtudes” estas de uma muito pequena minoria.

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