Já é oficial: Angola aprovou a nova Constituição. Está, finalmente, consagrado em lei o sistema presidencialista, que permitirá a José Eduardo dos Santos eternizar-se no poder, como cabeça-de-lista do MPLA. As eleições foram fundidas, acumulando o Presidente os cargos de Chefe de Estado e de titular do poder executivo.
Esta não é uma má notícia para as perspectivas da democracia em Angola; é, realmente, uma péssima notícia, que vem acabar com quaisquer réstias de multipartidarismo e concorrência democrática que pudessem existir. Com esta nova Constituição, acabaram os poucos limites que havia à consagração da ditadura em Angola; o texto fundamental hoje aprovado vem cristalizar este fim da ilusão.

…Como lamento a “sorte” deste povo!
Muito bem. É que nem depois de se fartar a vilanagem se afasta.
Angola alguma vez foi uma democracia?
No pensamento de alguns talvez! Na realidade…..
35 anos de poder. Investimentos pessoais ou familiares com dinheiro…. sabe-se lá de onde veio!? Mas também que importa? Não é nosso!
Angola está tão longe da democracia como Portugal dos diamantes de Angola. É um país rico de mais e disputado de mais para alguma vez ter verdadeira paz e prosperidade. A riqueza pode ser a condenação de um povo, não há dúvida.
Só se esse povo for gerido por gente sem escrúpulos, Ana. A Noruega é um país rico, que até tem petróleo, e essa riqueza não a prejudica, antes pelo contrário.
Sim, é verdade. Já o Bob Geldof disse o mesmo publicamente, chamou os bois pelos nomes e tinha toda a razão.
…Portugal tem a sua cota-parte de responsabilidade
nesta triste e trágica (para o povo angolano) realidade.
Se, na altura própria os “políticos” de então, têm actuado com firmeza, independência e sentido patriótico, e não tivessem, descarada e indecorosamente, tomado partido por uma das partes, talvez,hoje, um país próspero, democrático e livre, sem que os seus naturais tivessem necessidade de fugir à miséria, deixando para trás um país cheio de potencialidades e riqueza, ” virtudes” estas de uma muito pequena minoria.