O Fernando que, antes de ser, já era


André Couto,

O Governo caiu. O Benfica, desta vez, não foi campeão. O FMI chegou.

A campanha corria macambúzia. O tom e os assuntos do debate ajudavam a que os programas do costume mais parecessem canções de embalar.

Até que Pedro Passos Coelho sacou da cartola – acho que este trocadilho ainda não foi muito explorado – Fernando Nobre como candidato a Presidente da Assembleia da República. E tudo mudou.

Os espíritos como o meu, mais desiludidos pelo vazio de ideias e espaço para o debate, sabem agora que, apesar de o FMI limitar a margem de discussão de programas eleitorais, teremos sempre Fernando Nobre!

 

Um qualquer Fernando disse que Deus fazia o Homem sonhar para a obra nascer. Hoje, outro Fernando, o mesmo que queria reformar todos os políticos e todo o sistema político, começa pelo vértice mais importante desta cruzada: a (sua) eleição directa do Presidente da Assembleia da República. E não o faz por menos: enquanto candidato a deputado já ameaça não chegar sê-lo…

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